sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O que vem a ser sequência didática?

Vou começar o texto explicando por meio de uma pergunta. Conseguimos aprender adições sem antes sabermos números? A resposta é não. Nesse sentido é necessário que a criança aprenda primeiro números e quantidades para depois realizar contas e situações-problemas. Isso é a sequência didática.

Na educação infantil não  é diferente. Existem sequências de aprendizagens que precisam acontecer levando em consideração a idade das crianças e seu desenvolvimento. Para andar precisamos nos equilibrar em pé até se soltar de fato, isso é uma sequência corporal que precisa ser respeitada e seguida. Para aprender a falar não começamos com textos complexos, mas com palavras, frases, pequenos textos orais e finalmente textos mais complexos. Isso também é uma sequência, que na instituição de ensino chamamos de sequência didática, uma vez que ela possui objetivos de ensino e aprendizagens por parte das crianças.

A sequência didática deve ser prevista por meio dos planos de ensino e de aula; quem elabora esses planos é o professor levando em consideração a idade e as linguagens a serem desenvolvidas pelas crianças, no tempo e no espaço do cotidiano da educação infantil.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O que é ensinar a resolver problemas para as crianças desde cedo?

Atitudes simples do dia a dia ajudam a criança a pensar em cima de um problema; por exemplo, uma criança apresenta um cadarço desamarrado, um adulto pode imediatamente amarrar este cadarço ou pode instigar o pensamento da criança, perguntando para ela como acha que resolveria esta situação.

 Parece simples e a resposta da criança pode ser; amarra para mim, eu não sei amarrar. Mas se você quer instigar seu pensamento diga “como você pode fazer isto?” Vá dando dicas de como se amarra e perceba se ela está pensando sobre aquela situação.

 Resolver estes tipos de problemas infantis instiga ao pensamento lógico matemático e ajudará as crianças na resolução de problemas quando estiverem no ensino fundamental. Também a irem criando autonomia, necessária para seu crescimento.

 Nós adultos, professores e pais, temos que entender que a criança precisa ser instigada para desenvolver raciocínio lógico e isto cabe ao adulto ir conduzindo; mas vocês devem estar pensando: “com o pouco tempo que tenho é bem mais fácil eu amarrar e pronto”. Tudo bem, se esta for sua escolha, mas lembre-se que estarão deixando de estimular a criança a desenvolver seu pensamento e isto poderá afetar sua vida futura quando tiver que pensar para resolver situações-problemas dentro da matemática e do dia a dia. A vida é feita de escolhas...



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Minha filha confunde letras e números, isto é normal?

 A pergunta me chegou pelas redes sociais. A criança possui 4 anos e a mãe  não sabe se isso é normal ou não. Bem, vamos às explicações. As crianças por volta dos 2 ou 3 anos rabiscam os papéis (garatujas). Já com 4 ou 5 anos, quando estão expostas a ambientes com letras e números, elas começam a escrever os nomes delas e das pessoas de quem gostam com aquilo que elas têm de referencial.

 Primeiro, as crianças rabiscam (garatujas), depois fazem  pseudoletras, misturam letras e números, confundem letras até escreverem corretamente; esse é o processo normal que toda criança percorre dentro do processo de alfabetização.

 Para auxiliá-las neste processo de desenvolvimento da escrita utilizem jogos com palavras e letras móveis de EVA ou mesmo de madeiras; nas lojas de R$ 1,99 existem estas letras em EVA (Borracha). Brinquem com as crianças formando os nomes delas, dos seus pais, das pessoas de que elas gostam. Esta é uma maneira lúdica de ensinar. Aprender, brincando....



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Trocar os jogos das salas de aula /referência: mudar o ambiente

Uma professora de crianças com 4 anos me fez a seguinte pergunta: “As crianças se cansam de brincar sempre do mesmo jogo e brinquedo, tenho que modificar sempre?” A resposta parece óbvia, mas como foi uma dúvida de uma professora pode ser de vários profissionais da área. A resposta é sim, as crianças se cansam de brincar sempre com os mesmo jogos e brinquedos. Não é que elas não vão deixar de brincar, não é isso, mas novidades são sempre bem-vindas. Não é gostoso comprar um sapato novo, uma roupa? As crianças também gostam de ter brinquedos e jogos novos.

 Mas o que fazer se a escola não possui dinheiro para ficar trocando os brinquedos a toda hora? Simples, confeccione ou faça rodízios com outras salas. Quando eu dava aula de educação infantil nós fazíamos rodízios entre as salas, isto facilita e traz novidades quando não se tem verba  suficiente para comprar jogos e brinquedos novos. Esse procedimento também ensina a emprestar, a repartir, a dividir e a ser generoso.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Educar e ensinar a individualidade de cada um

Já imaginaram ouvir de um pai ou de um professor a expressão  “seja você, seja único, mostre-me suas particularidades, seja você” (Léo Buscaglia, Livro AMOR). Estou emocionada em escrever essas palavras. Porque na maioria das vezes a educação tanto da família quanto da escola quer que as pessoas sejam iguais. Sejam homogêneas, quando não somos assim.

 A educação de uma maneira geral ainda reproduz formas de ensinar como se estivéssemos no século passado. Mesmo a sociedade evoluindo ela ainda permanece enraizada em seus modelos a homogeneidade.  Somos únicos, temos nossas vontades e desejos pessoais, mas isso às vezes é sufocado ao longo do tempo por nossos pais e professores. Conheço médicos, dentistas advogados que estão na profissão por que seus familiares quiseram ou até mesmo pelo exemplo dos seus pais.

 Nada contra se estiverem felizes, mas converso com pessoas que estão nessas profissões, e gostariam de ter feito outra faculdade, mas como não tiveram forças para enfrentar seus pais na época da juventude, foram submissos e agora não conseguem mais se livrar da situação imposta. Que tristeza! Pais e professores incentivem as crianças a serem elas mesmas, a serem únicas e especiais na sua própria maneira de ser.


domingo, 18 de novembro de 2012

Todos nós podemos mudar, basta querer

Uma professora me perguntou se com tantos anos lecionando da mesma forma ela conseguiria mudar. Quando recebi o questionamento fiquei tão feliz, pois o primeiro passo da mudança é reconhecer que quer mudar. Disse a ela “claro que é possível, observe as árvores que mudam todo dia, por que nós seres humanos não podemos?” O que nos impede de sermos diferentes a cada dia? Sermos melhores a cada dia?

Mas para mudar atitudes e conceitos primeiro precisamos ter consciência de que o que fazemos não serve mais, depois temos que estudar outras formas de pensar e finalmente agir. Todo este processo pode gerar insegurança, pois o novo nos assusta. Mas é necessário passar por estas etapas para mudar. Isto é experimentar a vida, novos conceitos de educação, de sociedade. Acreditar na educação e principalmente acreditar em si mesmo, que é capaz, que está vivo.

 Às vezes quando vejo um professor agindo sempre da mesma forma com turmas diferentes pergunto o que ele faz com a vida dele. Parece que somente está respirando, mas não está vivendo, dizemos que as crianças precisam experimentar, vivenciar situações novas para aprender e achamos que nós adultos já estamos prontos e não precisamos aprender mais nada; isto é ser contraditório, todos os dias podemos vivenciar e experimentar situações novas, basta querer e estar disposto para isso. Viva e não somente sobreviva. A educação precisa de pessoas que estejam vivas a cada dia, sem medo de ser ridícula ou piegas, VIVA, faça a DIFERENÇA, seja diferente, seja VOCÊ.


sábado, 17 de novembro de 2012

Faz parte da rotina: hora do abraço

Vivemos tão apressados, correndo contra o relógio para conseguir realizar todas as tarefas que dispomos a fazer e não temos mais tempo para um abraço, um carinho. Praticar o abraço também é algo importante nas instituições de ensino. Eu já fiz isso enquanto era professora de educação infantil e fundamental; chamava de hora do abraço. Todos os dias quando começávamos o período escolar, pedia para as crianças abraçarem a si mesmas e depois que escolhessem alguém para abraçar.

 Só damos carinho se tivermos como fazer isso. Então praticar este gesto desde cedo é importante, é um tempo importante porque diz ao outro “estou aqui com você a qualquer momento”.  “Você não está sozinho na jornada de sua vida. E eu também preciso de você”.

 Professores, vocês também têm que ter essa atitude com todas as crianças se assim o desejarem, era um momento de amizade, solidariedade, companheirismo, refletido num gesto que significava muito para a aprendizagem de todos. Quantos de nós adultos não queremos um abraço e muitas vezes não o recebemos, pois não sabemos nem como fazê-lo? Pratiquem esse comportamento que aproxima as pessoas e ensina o que é ter afeto de verdade. Mas não forcem, não obriguem, deixem que o gesto aconteça voluntariamente e naturalmente, esse momento não é perda de tempo, mas resgate de si e do outro.