quarta-feira, 9 de outubro de 2013

“Feche a torneira, está acabando á água do planeta”

Ouvi esta frase de uma criança de 8 anos em uma instituição de ensino quando conversava com sua amiga. Elas estavam no horário de lanche, então perguntei a ambas: Como sabem que está acabando a água do planeta? Elas responderam assim: − Nossa professora acabou de falar sobre isto. Olhe como o que é ensinado para as crianças tem importância, se elas conseguiram entender o significado do assunto abordado. Quando há conhecimento elas conseguem transportar o que foi aprendido em suas ações no dia a dia. Agora quando somente é informação, elas não teriam o mesmo procedimento. Portanto, professores e pai tenham sempre em mente o que ensinam e educam. Se quiserem testar se o que estão ensinando e educando é conhecimento ou informação não é em um dia de prova escrita que saberão, mas sim nas ações dos pequenos no decorrer do dia a dia. Tudo o que for aprendido e tem significado real para a criança ela aplica em outras situações no seu cotidiano. Isto é aprendizagem significativa, responder somente para um dia de prova e esquecer o que foi aprendido não é conhecimento e sim informação. Pensem na diferença e ensinem e eduquem com significado para a vida como um todo e não somente para a prova.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ensinar a ser corajoso, também é necessário...

Ter coragem na vida também é um comportamento a ser ensinado e educado. Por que digo isto? Porque conheço alguns adultos que por possuírem tantos medos quando crianças tornaram-se adultos sem coragem para enfrentar os obstáculos que a vida nos impõe. Como fazemos isto desde pequeno? Vou explicar: quando uma criança deixar de fazer algo por que diz que está com medo, verbalize e pergunte o que tanto a incomoda e dê o apoio necessário para ela superar este trauma. Por exemplo, se ela diz que está com medo do escuro, dê a mão para ela e vá junto ao escuro. Feito isto, converse sobre o que sentiu como foi passar por esta experiência, desmistifique os medos, assim quando a criança se tornar adulta enfrentará a vida de frente sem autopiedade. Vejo muitos adultos errarem. Em vez de encorajarem, colocam mais medo na cabeça das crianças, pior, ainda tiram sarro e riem delas quando estas apresentam algum comportamento de medo. Isto em nada a torna um ser segura. Coragem é para poucos. Já ouvi esta frase de uma mãe para uma criança de 5 anos. Ora, com 5 anos temos que falar assim: “De que você precisa para enfrentar este seu medo, que medo é este, posso te ajudar, converse comigo sobre o que está pensando e sentindo”. Olhe a forma de encorajar sendo parceiro. Quando você verbaliza estas frases, você diz: “Estou com você acertando ou errando, mas não desista nunca”. A vida é assim.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ensinamos mais pelas atitudes ou pelas palavras?

Este foi um questionamento de uma mãe numa rede social. Eis minha resposta: ensinamos mais pelas atitudes, mas como fazer isto? Não sendo contraditório. Explicarei melhor dando um exemplo: aprendemos a cozinhar bem quando alguém nos fala ou quando fazemos algo? Quando fazemos e experimentamos. Neste sentido, palavras o vento leva, mas gestos não ficam marcados em nossas mentes e corações para sempre. Portanto, reflitam sobre suas falas, mas principalmente sobre suas atitudes e não falem uma coisa e façam outra, isto é a contradição de que falei acima. Quando você fala algo e na ação faz outra você não ensina e educa ninguém da forma correta. Seja sempre coerente na fala e na ação. Se disser sim, explique o porquê do sim; se disser não, faça a mesma coisa. Isto é ser verdadeiro com você e principalmente com quem está ensinando e educando. Portanto, ensine pelas atitudes sempre, cuidado com o que fala e com o que faz...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ambiente ameaçador

Nada mais horrível para se viver que estar inserido em um ambiente ameaçador. Já vi cenas deste tipo de comportamento tanto em instituições de ensino quanto em famílias. Esta forma de ambiente em nada é construtiva, porque é adestradora. Para controlar alguém se usa de ameaças, por exemplo, se não comer tudo não come o doce, se não se comportar direito não vamos ao cinema, entre outras. O que ensinamos e educamos agindo assim? Simples. Ensinamos e educamos a serem pessoas fracas, controladoras e com autoestima baixa. Ameaçar os outros é sinal de fraqueza, de desamor. Quem realmente diz que ama alguém seja um filho (a), aluno (a), não ameaça, pois sabe que se fizer isto não estará ensinando e educando, mas sim adestrando alguém para que este responda exatamente o que você quer. Pior, também é quem se deixa ameaçar e cede a esta pressão. Isto não é um ambiente salutar, mas sim de patologia psicológica. Quando alguém é forte não precisa usar deste tipo de comportamento, porque tem consciência que isto em nada constrói um ser humano, pelo contrário acaba-o sufocando, e viver dentro de um ambiente sufocador aos poucos; isto pode se tornar uma doença física. Pensem e reflitam sobre suas atitudes sempre, mais do que isto, reflitam e se autoconheçam sempre.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"Tem que pedir para usar"

Uma criança disse assim a um adulto: “Você usou meu computador sem pedir?” O adulto estressado e sem entender direito o que havia sido pedido respondeu: “mas eu posso usar sem pedir, fui eu quem pagou este computador.” A criança muito esperta respondeu: “tá bom, se é assim posso usar as suas coisas também sem precisar pedir.” Ensinar e educar respeito exige que ambas as partes cumpram o combinado e o prometido. Se é uma regra em casa ou mesmo na escola que se for usar algo de outra pessoa deve ser pedido, a regra vale para todas as situações e pessoas, independente se as mesmas possuem diferenças de idade ou até mesmo de poder (dinheiro). A fala citada anteriormente demonstra que o pai teve uma atitude autoritária e mais ainda educou que o dinheiro é quem manda e não as pessoas. O “ter” está em primeiro lugar e não o “ser”. Eduquem e ensinem que pedir as coisas de outras pessoas é sinal de educação e respeito pelo outro.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Preocupações de crianças

Uma mãe me fez o seguinte questionamento em uma rede social. As crianças pequenas possuem preocupações? Vamos à resposta: SIM! As crianças possuem preocupações, diferentes das preocupações do adulto, mas que não deixam de ser preocupações. Outro dia conversando com uma menina de 7 anos: sua preocupação era o arranjo de cabelo que ela iria fazer para ir à escola. Vocês devem estar a pensar: mas que preocupação boba. Pois é, parece boba para nós, adultos, que temos que nos preocupar em ganhar dinheiro, em fazer nossos afazeres domésticos. Mas para a criança isto pode se tornar um problema quando, por exemplo, ela queira que seu cabelo seja liso e é crespo. As preocupações ao longo de nossa vida vão se modificando. Ensinar e educar desde cedo como lidar com elas é importante e necessário; assim, quando adultos saberão lidar com as preocupações maiores sem grandes problemas psicológicos e/ou físicos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Desculpa para não ir à escola

As crianças algumas vezes não querem ir à escola e pedem para faltar. Cuidado com as desculpas que elas dão para não querer ir; dependendo do que seja a desculpa, desconfie e se certifique do que a criança está dizendo. Por exemplo: eu não quero ir à escola por que está frio, chovendo muito, é uma coisa quando isto é verdade. Já presenciei crianças mentindo e combinando situações com os amigos no condomínio para faltar à aula para brincar. E pior: cada um inventou uma desculpa e todos conseguiram enganar seus pais, isto é que eu digo que é perigoso. Portanto, certifique-se se estão falando a verdade ou não. Quando desconfiar de algo pergunte, investigue, mas não brigue e nem fale alto, somente pergunte e veja realmente qual é o motivo deles quererem faltar. Dependendo da situação, analise com as crianças o prejuízo desta falta, como farão para repor este conteúdo perdido, o quanto isto prejudica ou não sua aprendizagem. Isto é formar consciência, ensinar e educar de forma correta. Agora se a criança quiser faltar e arcar com os prejuízos depois, a escolha é dela. Não devemos mandar, cobrar, quem de nós nunca faltou à escola para fazer algo bem mais divertido? Mas isto deve ser uma exceção e não regra.