sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Como estimular que as crianças contem sobre suas amizades?

As crianças também fazem suas escolhas de amizades logo cedo, identificam-se mais com alguém do que com outros e assim vão fazendo suas amizades e preferências entre as amigas da escola, do prédio, do bairro, da igreja, etc.

Deixem que seus filhos (as) contem a vocês sobre estas amizades desde pequenos, assim eles vão confidenciando seus segredos, mas não reprimam ou deem conselhos, apenas os ouçam. Eles querem muitas vezes apenas contar os fatos que acontecem no seu dia a dia; isto é muito importante por que quando jovens e/ou adultos eles contaram a vocês o que se passa em sua vida, já se não o fazem isto desde pequenos como poderão fazê-lo quando adolescentes?


Mesmo que contem a mesma situação várias vezes, ouçam-nos. Quantos de nós, adultos, gostaríamos apenas de alguém para contar o nosso dia a dia e não temos. Quantos de nós gostaríamos de alguém para conversar por apenas 5 minutos que fossem. Se realmente amam seus filhos (as), não achem que o que falam é bobagem, apenas os ouçam e se pedirem sua opinião dê, mas se não quiserem não interfiram, é assim que desenvolvemos a vontade neles de contarem tudo o que se passa em sua vida.   Sem medo ou repreensão, mas como verdadeiros amigos e parceiros de seus filhos (as).   

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estou parecida com a minha mãe

Algumas crianças gostam de usar os vestidos e sapatos de suas mães para brincar. Lembro-me de minha infância quando pegava as camisolas compridas de minha mãe para brincar de desfile de modas, isto é normal. Alguns especialistas dizem que não devemos incentivar esta prática para que as crianças não sejam adultas em miniatura. Uma coisa é se vestir igual, usando maquiagem carregada e vestidos que causam desconforto, incentivadas pelos adultos, pois as crianças não compram suas roupas e sim ganham dos adultos. Outra situação é se divertir usando as roupas, sapatos e bijuterias para fantasiarem alguma brincadeira. Não confunda gato com lebre.

Mães, não fiquem bravas se suas filhas quiserem brincar com seus pertences, pelo contrário,  incentive-as e entrem na brincadeira junto. Deixe-as desfilarem com suas roupas e sapatos, só tomem cuidado para que as crianças não caiam com os saltos altos e nem virem os pés, mas deixe-as brincar, estimulem a imaginação e a criatividade. Ensinem o que combinam ou não, quem sabe desta brincadeira as crianças não escolham uma profissão ligada à moda.  Tudo é uma questão de estímulo; se as mesmas se identificarem com este tipo de profissão desde pequenas, que mal tem nisto?

Mas, por favor, não deixem com medo e brigando com as mesmas para que elas não sujem ou rasguem suas roupas e sapatos. É claro que deve ensinar a tomar cuidado, mas sem repreensão e medo. Como ensinar isto aos pequenos? Dizendo se eles gostariam que estragassem uma roupa que eles adoram tanto; agora, se sujar, lembre-se que existem produtos maravilhosos que acabam com este problema em segundos.


Na minha visão, mais vale uma criança vivenciar, brincar e se divertir do que uma roupa na máquina para ser lavada. Roupas se vão, experiências e vivências se passar do tempo certo podem causar prejuízos ao aprendizado das crianças para sempre em suas vidas. Como dou valor às pessoas e não a objetos fico com a experiência e aprendizado da criança do que com a roupa suja. Façam suas escolhas, o que é mais importante: o desenvolvimento do seu filho (a) ou uma roupa suja...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Deu tá dado, não peça de volta

Muitos adultos usam esta expressão “deu tá dado”, e às vezes se arrependem de algo que se desfizeram e que depois se arrependeram. Então por que exigir dos pequenos que ainda estão formando seus pensamentos que saibam fazer suas escolhas certas e que depois não venham a se arrepender? Presenciei este fato e preciso relatar a vocês.

Uma mãe pediu que uma criança escolhesse os brinquedos que não quisesse mais para doar para as crianças carentes. Até aqui, tudo bem, já que está educando que devemos também pensar nos outros. O grande problema é que esta criança não estava segura no que doava por que a mãe era quem dizia que deveria dar este ou aquele brinquedo, porque ela não brinca mais.

Pois a criança, meio sem saber como reagir, acabou aceitando. Fizeram a sacola, mas de noite a criança se arrependeu já que a escolha não havia sido sua e sim de um adulto, e pediu que tirasse um brinquedo da sacola. Para minha surpresa a mãe falou assim: “deu tá dado”, você não vai mexer mais na sacola que já separamos. A criança começou a chorar e mostrava sinal de arrependimento, a mãe insistia e ainda reforçava dizendo: “você tem que saber que a vida é assim, deu tá dado, e chega de frescura, vai para o seu quarto agora mesmo”.


Fiquei indignada com o fato, porque não é assim que educamos para a caridade e nem mesmo para serem crianças fortes, que saibam fazer suas próprias escolhas quando adultas. A escolha dos brinquedos deveria partir da criança sem a influência do adulto. Outra coisa: como ainda não havia sido doado, por que não podemos voltar atrás de alguma opinião ou vontade nossa? Quantos de nós adultos temos que rever nossos atos e atitudes, isto é ensinar a ser flexível diante da vida, já que ela nos prega surpresas, e se não soubermos ter flexibilidade, irão sofrer muito. Atitudes impensadas de alguns adultos fazem com que a criança seja mais insegura e rígida diante à vida; quando tiverem algum problema que exija flexibilidade não saberão como se comportar e sobreviver, podendo ter sérios problemas psicológicos e até mesmo físicos. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Crianças colecionadoras de objetos: cuidados e atenção necessária

É muito comum que algumas crianças comecem a colecionar objetos de seu interesse, elas passam horas organizando, limpando, olhando objetos de seu interesse, até aqui é normal. Porém temos que estar atentos se este hábito não se torna algo doentio ou de obsessão.

Vou explicar melhor o que quero dizer. Algumas crianças querem algo e utilizam de chantagens para que os pais comprem algum objeto para aumentar a sua coleção. Isto, em minha opinião de pesquisadora de comportamento infantil, não agrega em nada de maneira positiva  a vida da criança. Já acompanhei também alguns casos nos quais as crianças chegam a não dormir, não comer para que os pais possam ceder a chantagens e comprar o objeto de desejo. Cuidado!


Orientar as crianças quanto à forma de se colecionar algo de seu gosto é o mais correto. Não podemos comprar tudo só por que está chantageando; em nada isto agrega de construtivo na vida de uma pessoa quando adulta. Não ceder às chantagens, não querer compensar a ausência dos pais contribuindo para a coleção do filho é o mais acertado. Outra coisa: não quebre seu orçamento familiar somente para comprar objetos materiais para as crianças, elas precisam ser educadas dentro da realidade, e isto não vai torná-las frustradas; pelo contrário, isto vai torná-las fortes para aprender a conquistar algo de seu desejo, já que a vida é uma conquista diária. Prestem atenção se esta coleção é para seu prazer ou é para mostrar aos outros, se é para seu prazer deve ser conquistada, mas, caso contrário, cuidado para não tornar seu filho mais consumista ainda nesta sociedade capitalista.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Brinquedo na escola: o combinado tem que ser cumprido

Não vou discutir aqui se está certo ou não a prática do “Dia do Brinquedo” na escola, mas sim vou querer que vocês reflitam sobre algumas atitudes infantis. Normalmente as crianças combinam na escola os brinquedos que irão trazer, chegando em casa comentam com seus pais que muitas vezes proíbem que as elas levem o que foi acertado com seus coleguinhas. Pois bem, isto gera uma confusão no outro dia entre as crianças, podendo até mesmo ocorrer agressões físicas.

Se existe este dia na escola e as crianças combinaram o que iriam levar, não interfiram nestas escolhas. Mas vocês devem estar se descabelando. “Mas como, se eles perdem ou estragam o brinquedo novinho que ganharam de tal pessoa?”. Lembre-se que só ensinarão responsabilidade aos pequenos se estes cuidarem do que é seu e se souberem administrar isto com outras pessoas, afinal vivemos em sociedade.

Não existe ensinamento sem experiências concretas. Então conversem, mas não repreendam porque muitos pais deixam que as crianças levem o brinquedo, mas fazem uma ladainha, que as crianças têm até medo de brincar porque certamente sofrerão represália dos adultos. Ensinar a cuidar é uma coisa, mas ensinar a não quebrar com medo é outra. Ensinem, mas digam aos mesmos: “Se quebrar não tem importância porque brinquedos quebram”.


Pais pensem o que é eterno nesta vida, nada. Nem mesmo nosso corpo é eterno; quando morremos o deixamos enterrado em um cemitério. Então deixem que seus filhos (as) vivam, experimentem, brinquem e aprendam a ter responsabilidade com seus objetos e com suas escolhas. Se forem eles que escolheram levar tal brinquedo, eles que arquem com as consequências; caso venha a ocorrer algo que os desagradem, isto deve ser conversado, mas não proibido ou colocado medo. Eduquem por meio da responsabilidade de suas escolhas. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não falo mais com você”

Já ouviram isto de uma criança quando elas querem algo que vocês falam “não”? Isto é pura chantagem emocional, porque elas sabem que fazendo chantagens desta natureza elas conseguem o que querem.

O que fazer neste momento?

O mais correto é não ceder, mas sim explicar e argumentar o porquê do “não”. Se você cede, está ensinando e educando chantagens. Isto pode virar uma bola de neve e cada vez se tornarem maiores. Onde elas aprendem ser assim? Nos relacionamentos estabelecidos nas instituições de ensino, na família, no grupo de amigos em que convivem.


Em minha opinião, nunca devemos fazer chantagem com as crianças, isto não é um comportamento saudável, uma vez que pode gerar insatisfações e frustrações cada vez maiores.  Conseguir algo por meio de chantagem é sinal de fraqueza, de apelação, de querer ter o domínio de algo ou de alguém utilizando o ponto fraco da pessoa. Sejam fortes se querem ter filhos fortes e nunca façam ou cedam a chantagens emocionais.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Jogar junto com a criança requer alguns cuidados

Quando uma criança oferece para você, adulto, jogar algo com ela, faça-o, mas preste muita atenção no que vou escrever daqui para frente. Todo jogo possui regras claras e objetivas. Antes de iniciar combine as regras e se alguém burlar acerte uma punição para isto.

Por que digo isto? Porque ninguém gosta de perder e isto também tem que ser um ensinamento para as crianças; mas, por favor, você, adulto, também não deve burlar nenhuma regra. Lembre-se sempre: você é o exemplo.

Estabelecidas às regras e combinados inicie o jogo, mas se a criança estiver perdendo e começar a fazer chantagens do tipo “não jogo mais com você” ou verbalizar outras palavras, cuidado e não ceda e retome os combinados. Se ela desistir, converse sobre o ocorrido, pois na vida os vencedores nunca desistem de algo ou de alguém por pior que seja o obstáculo.

Se quiser fazer de seu filho (a) um vencedor converse e não os deixe desistir. Por mais que pareça doer, não deixe também a criança ganhar e nem tão pouco a deixe burlar as regras.  Estes são ensinamentos para a vida, nem sempre ganhamos, mas também nem sempre perdemos, e ter sabedoria para lidar com os fatos da vida real também é algo a ser aprendido.