domingo, 27 de janeiro de 2013

Comunicado

Meus seguidores, por motivos particulares precisarei me ausentar do blog por alguns dias.
Está tudo bem comigo, mas preciso viajar. Volto a postar em breve e lhes aviso.
Obrigada pela consideração.
Fiquem em paz!
Beijos.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Filho de peixe, peixinho é...

 É muito comum os pais falarem isso para as crianças quando elas repetem um comportamento seu, principalmente se este comportamento for algo relacionado com um sucesso, seja artístico e/ou profissional. Eles sentem orgulho da criança, mas isso, no fundo, nada mais é do que uma projeção dos pais com relação àquela criança. Tudo parece perfeito, desde que o comportamento imitado seja algo que a criança realmente goste de fazer e não seja forçada a realizar. Vou dar um exemplo: a dupla Sandy e Junior começou a trabalhar ainda na infância, mas em todas as entrevistas que deram sempre deixaram claro que gostavam do que faziam, isto é o correto.

 Agora forçar uma criança a fazer coisas que os adultos realizam somente por projeção dos pais sem o consentimento e aprovação por parte delas eu não acho adequado. Nem sempre temos os mesmos gostos de que nossos pais, mas algumas crianças por ameaça e medo podem repetir comportamentos dos pais não por sua própria vontade, mas por pressão. Pais, não façam isso; em vez de ajudar, estão atrapalhando o desenvolvimento saudável de seu filho (a). Se quiserem que seus filhos (as) sejam adultos de sucesso, deixem experimentar e ser eles mesmos desde pequenos, este é o segredo da vida saudável

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Qual é a diferença entre a atividade diagnóstica, de aplicação e de avaliação?

Esta foi uma pergunta feita por uma professora; vou explicar cada uma separadamente para efeito de compreensão.

 Atividade diagnóstica ou levantamento dos conhecimentos prévios do é aquela em que os professores aplicam uma atividade ou situação significativa para saber quanto às crianças tem conhecimento sobre aquele determinado assunto. Por exemplo, se querem saber se as crianças conhecem cor elas devem fazer uma atividade/situação significativa, que possa verificar se as crianças sabem identificar as cores e seus nomes.

 Atividades de aplicação devem acontecer após o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre determinado assunto. São dadas após a atividade diagnóstica, por exemplo, se já foi detectado que as crianças não sabem cores, os professores devem propor situações com guaches, lápis de cor, brincadeiras onde elas devam pegar objetos desta ou daquela determinada cor. Enfim, usar a criatividade e propor várias situações de aprendizagem.

 Atividades de avaliação propriamente dita acontecem após a atividade diagnóstica e de aplicação. Servem para verificar se os alunos chegaram ao objetivo proposto; continuando nosso exemplo, se eles realmente aprenderam as cores e as identificam.

 Na educação infantil a atividade de avaliação serve como parâmetro para novas ações, não como reprovação. As crianças ainda estão em desenvolvimento e não podemos avaliar tão severamente um comportamento se não aprendido com 3, 4 e 5 anos; às vezes nem nós que somos adultos aprendemos com tanta facilidade; então não exija demais nesta idade. Apenas use atividades/ou situações para que o professor repense novas formas de ensinar e não como a aprendizagem do aluno.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sofia, não mexe aí!

Imaginem a cena: pai e mãe conversando com a gerente do banco para buscar empréstimo para compra de um carro. Sofia tem 5 anos, estava toda enfeitada com uma máscara de gatinho e um cachecol de penas rosa. Curiosa como ela só, ela andava pelo banco inteiro e a mãe não sabia se prestava atenção na gerente ou na Sofia.

Até que uma hora a menina estava sentada na mesa do lado da gerente mexendo no computador de outro gerente, que havia saído para atender o cliente. A gerente de empréstimos com medo que a menina mexesse disse assim: “Não mexe aí que o tio vai ficar bravo com você!” A menina nem ouviu o que a gerente disse e continuava a mexer. A mãe somente dizia assim: “Sofia não mexe aí”. E a menina continuava.

Vamos refletir sobre esta cena. Lugar de criança não é em um banco quando os pais sabem que poderão demorar conversando com uma gerente, mas suponhamos que não têm com quem deixar; então o jeito é levar, explicar para a menina o que é um banco, o que eles vão fazer lá, com quem vão conversar e, se possível, levar um brinquedo da criança para que ela possa se distrair enquanto espera. Agora pedir para uma criança ficar quieta em meio a tantas novidades e dizer apenas “Sofia não mexe aí” em nada adianta. Porque a menina estava maravilhada com aquele ambiente, era tudo novidade, ela corria de cá para lá, mexia com o caixa, com as pessoas, com os computadores vazios.

Enfim, quem está errado nesta situação não é a criança e sim o adulto que exige sem ensinar. Era tão mais fácil se a mãe deixasse o pai falando com a gerente e brincasse com a Sofia até que o pai tivesse as informações necessárias. Porém deu para perceber que o pai queria a atenção da mulher naquela hora, então a mãe se encontrava dividida entre a filha e o esposo. Isto acontece quando o casal não dialoga sobre a importância de se educar uma criança. E na cabeça da mãe também não estão as informações que mostro aqui; então tudo passa meio despercebido para aquela família e para a sociedade. A mãe estava educando porque ela reprendia a menina dizendo toda hora “Sofia não mexe aí”.  Mas no meu conceito ela não estava educando e sim cobrando sem ensinar. Reflitam sobre...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Olha para cá, o peixinho está aqui...

Esta cena precisa ser comentada com vocês. Uma família (pai, mãe e uma menina de uns 3 anos) estava a passear e tirar várias fotos. O pai mostrava o mar e dizia “olha lá o peixinho, ele está pulando para fora d’água!”. A criança estava feliz vendo o peixinho. Neste momento tão empolgante o pai vira de costas para o mar, pega a criança no colo, olha para a mãe e “diz tira uma foto”. A criança estava entretida ainda com a história do peixinho e não olhava para a câmera de jeito nenhum. A mãe chamava, o pai falava e ela com o rosto virado para trás. Até que a mãe diz para ela assim; “olha para cá, o peixinho está aqui”. A menina vira-se, não vê nada e começa a chorar e ainda dizendo “você me enganou. Não tem peixinho nenhum aí”.

Resultado: a mãe não conseguiu tirar a foto porque a menina não virava o rosto e quando fez começou a chorar. Fiquei pensando: para que toda esta situação provocada pelos pais “sem noção”? Eles deixam a criança curiosa falando do peixinho que estava no mar, a garotinha toda entretida, brincando, falando sobre o peixinho. Nisto o pai resolve virar a criança para tirar fotos, a menina não queria tirar fotos e sim queria observar o mar. Vejo cada cena; para mim é ótimo por que se torna material para contar para vocês. Mas, sinceramente, muitas situações constrangedoras poderiam ser evitadas se os pais pensassem no que fazem e como fazem.

É tão simples viver, mas às vezes complica-se tanto. Era tão mais fácil esperar a criança perder o interesse pelo peixinho e depois perguntar se ela queria tirar uma foto. Mas nós, adultos, não respeitamos seus gostos e desejos e podamos riquezas de aprendizagens para guardar uma simples foto de recordação, que se depois não ficar boa será apagada no computador. Essa é a época em que vivemos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Gravidez: fotos e sonhos

Estava a observar uma mulher grávida fazendo uma sessão de fotos junto com o marido em uma praça pública cheia de árvores e flores. As fotos iriam ficar lindas, percebia-se a felicidade do casal estampada em seus rostos. Não me contive e perguntei: é o primeiro filho? Ela respondeu: “sim, uma menina”. É claro que dei os parabéns ao casal.

Mas meus pensamentos não pararam por aí. Fiquei imaginando se eles estavam realmente preparados para educar uma criança que nasce em 2013. Sabem educar? Recebo tantos questionamentos de pais e mães que não sabem o que fazer e acabam brigando, xingando as crianças e, pior, colocam toda a culpa do comportamento infantil nos pequenos e não percebem que o que causam estes comportamentos são os próprios exemplos que estão em casa.

É tanto sonho, tanta felicidade nas fotos, mas e a realidade dos fatos e acontecimentos do dia a dia saberão enfrentar? Calma, não estou dizendo que não devemos ficar felizes com a chegada de um bebê, não é isto! Mas minha preocupação ia além de fotos, enxoval, berço, cômoda, roupas, mamadeiras. Minha preocupação girava em torno de como educar aquele ser tão inocente e que podemos fazer dele uma pessoa construtiva ou destrutiva dependendo de como pensamos, sentimos e agimos com os mesmos.  Comecem a pensar em o que fazer para educar estas crianças que nascem nesta era tecnológica. Esse é o grande desafio, não dá para educá-los como fomos educados.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Não faz assim, não foi assim que eu te ensinei...

 Ouvi essa frase alguns dias atrás pronunciada por uma mãe para uma menina de 4 anos; a criança estava a comer com colher, mas em um determinado momento ela pega um pedaço de carne maior e come com a mão. A mãe então profere a frase do título. A menina não fica quieta e responde “o que você me ensinou, não me lembro?” Vamos analisar a cena.

 A criança estava comendo naturalmente, a mãe não tinha cortado toda a carne, cortou um pouco e deixou um pedaço maior, a menina já tinha comido as carnes cortadas, então resolveu o problema pegando com a mão. Para a criança tudo estava perfeito.

 Quando a mãe indaga, ela não explica direito o que significa “não faz assim, não foi assim que te ensinei”; na cabeça da menina não houve a correspondência pegar com a mão/ensinar a comer como no pensamento do adulto. É isto que a criança não compreendeu e nem poderia. A frase parece perfeita para nós, adultos, a uma criança não. Se a mãe tivesse explicado assim: Não pega a carne com a mão, eu já vou cortar para você comer com a colher, a criança teria entendido perfeitamente.

 Pensem no que vocês falam; as crianças não têm pensamento abstrato com pouca idade, elas precisam entender o que está sendo falado.