terça-feira, 11 de junho de 2013

As crianças precisam de limites: sim ou não?

Sim, as crianças precisam de limites, todos nós precisamos. Vivemos em sociedade, são os limites que fazem parte da boa convivência, porém assim como tudo na vida, precisam ser ensinados e internalizados de forma adequada.

Não devemos adestrá-la por meio de limites, mas conversar sobre o que pode e o que não pode ser efeito, explicar o porquê do sim e o porquê do não, isto é o correto. Sem exigências e cobranças descabidas, mas explicando o certo e o errado de acordo com a fase de desenvolvimento da criança.

Vou dar um exemplo: podemos gritar em uma praça pública cheia de gente. A resposta que se dará para uma criança é: Podemos, temos voz para isto, mas se assim o fizermos as pessoas vão achar que você é maluca (o) por que ninguém fica gritando em praças públicas, irá chamar atenção de todos, os guardas poderão verificar o que está acontecendo, por que este comportamento não é comum que as pessoas realizem. Simples assim, explicou que pode, mas também mostrou as consequências, isto é o correto. E continue verbalizando, dizendo: você tem o direito de gritar, mas outras pessoas também têm o direito de não gostar, a escolha é sua.

Entenderam? Dá mais trabalho dizer tudo isto, mas isto é mostrar as consequências de um ato em público, isto é ensinar a ter consciência e limites sem proibição, mas com carinho. Isto é o correto, mas dito de uma forma tranquila, sem exageros e agressividade. Se você verbaliza isto de forma tranquila, a criança também entenderá melhor, e ela não terá medo, mas sim entenderá os fatos.Agora, se mesmo assim ela quiser gritar, deixe e mostre a ela as consequências disto, fale para ela olhar as pessoas que estão em volta, se gostaram ou se assustaram com o que foi feito,  vá aos poucos mostrando os limites, não espere que as crianças os entendam de uma só vez, nem nós adultos conseguimos isto.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

As crianças de hoje não brincam de hoje mais?

Muitos adultos me fazem este questionamento tendo como referência a infância deles que brincavam na rua, soltavam pipas, pandorgas, brincavam de amarelinha, de pião, esconde- esconde, bola etc.
A resposta é: as crianças brincam sim, e sempre vejo meninos brincando de bola isto faz parte da nossa cultura, vejo também meninas brincando de bonecas e casinha. Isto não mudou. Mas elas acrescentaram em suas vidas a tecnologia.  Não dá para mudar mais isto e voltar no tempo. Assim como daqui 20, 30 anos teremos outros aparatos eletrônicos que serão incorporados ao dia a dia da criança.
Acho ridículo quando dizem que as crianças não estão mais brincando, elas estão sim, mas não como nossa geração. Os tempos e espaços são outros. A sociedade mudou, só temos que tomar cuidados para que elas não fiquem o dia todo em jogos eletrônicos e oferecer outros tipos de jogos, brinquedos e brincadeiras. Cabe a nós, adultos, oferecer-lhes outras brincadeiras porque senão elas não saberão brincar. Mas voltar e querer que elas tenham a nossa infância não é válido, no meu ponto de vista, é irreal, é ilógico. Pensem nisto...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vamos conversar com o jogo dos pontinhos?

Por trás desta frase está explicitado “vamos nos conhecer melhor”. Conversar com as crianças é tão gostoso, por que você entende o mundo delas e elas o seu. Conhecem aquele jogo de palavras que alguns apresentadores fazem na TV com os artistas, dizendo a eles que falarão uma palavra e eles têm que dizer o que vem na mente, por exemplo:
Comida-------
Cor---------
Carro------
Comida predileta------
TV--------
Esta brincadeira pode ser muito útil para conversar com as crianças, vocês passarão a conhecer melhor o universo em que elas vivem. Pode ser feito cada um dizendo o seu gosto predileto imediatamente ou escolham quem fala primeiro. Façam esta brincadeira, as crianças adoram e é útil para você conhecer melhor seu filho(a).
Conhecer o outro é se reconhecer nele, porque todos somos espelhos uns dos outros. Também ensine respeito e aceite qualquer resposta e não aquela que gostaria de ouvir, mas lembre-se sempre: criança é sincera e se escutar algo que não gosta, não faça chantagens, apenas ouça e entenda o porquê daquele fato.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tudo eu! Tudo eu só por que sou pequena!

Esta frase é comum de ser ouvida por crianças que têm irmãos mais velhos e que estes fazem do menor “empregados”, isto mesmo empregados. Tudo que esquecem ou fazem questão de esquecer pedem para o pequeno fazer para eles.
Pais e mães, cuidado com estas atitudes entre os irmãos, não deixe nunca que o mais velho se aproveite do menor, isto é ruim para o pequeno, que cresce com medo e com insegurança, principalmente se o mais velho ameaça com palavras e/ou com atitudes físicas, batendo nos menores quando vocês não estão por perto.
Alguns filhos mais velhos batem e ainda ameaçam os menores que se eles contarem para alguém apanharão mais ainda. Muito cuidado com isto, em nada isto é saudável.   Pelo contrário, prejudica e muito o pequeno em ter estabilidade psicológica.
Prestem atenção quando ouvirem a frase-título deste texto por alguma criança, vejam se ela não está sendo chantageada por alguém mais velho. Uma criança merece carinho e não violência. Outra coisa: já vi isto acontecer também por parte de pais e ou avós, por favor não cometam esta insanidade, se já fizeram isto com você quando criança não cometam os mesmos erros de seus pais, não façam para seu filho aquilo que não querem que realizem com você. Por favor, não escravizem nunca as crianças pequenas, elas necessitam de respeito e não de chantagistas.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Trabalhe com crianças pequenas com atividades/situações significativas concretas

 
Pais e professores, as crianças pequenas são concretas, o que quero disser com isto é que necessitam de objetos e formas reais para aprender, não adianta ensinar por meio de desenhos irreais, de formas que não correspondam à realidade.

Por que digo isto: porque vi um post em uma rede social que preciso colocar aqui sem citar nomes é claro. “Oi gente, preciso de sugestões de atividades para trabalhar o tema plantas com turma de 4 anos de idade. Se possível, atividades que sejam impressas”. Quando li isto fiquei chocada. Como pode alguém querer trabalhar o tema plantas por meio de atividades impressas, com tantas sugestões de atividades que podem ser feitas de maneira concreta. Plantas é um tema que pode ser ricamente explorado e mais ainda quando damos uma atividade impressa sobre este tema estamos prejudicando a natureza por que o papel é feito de árvores (celulose).

Ensinem e eduquem a realidade, façam hortas verticais; caso não haja espaço suficiente em sua escola, ensinem compostagem para que as crianças possam desenvolver isto e reaproveitar o lixo orgânico em suas casas para colocarem nas plantas. Enfim, tem tanta coisa que pode ser feito de maneira concreta.

Agora atividades de vários animais e plantas juntos para que as crianças pintem as plantas não ensinam nada, é chamar a criança de “burra”, ainda mais se as plantas e os animais colocados ali não fizerem parte do dia a dia da criança. Cuidado com o que vocês fazem, por favor pensem muito antes de realizar qualquer atividade com as crianças. Vejam se aquilo tem significado para elas e o que elas realmente aprenderão com o que ensinam, ou seja, o que tem de útil e prático aquilo que ensinam para suas vidas cotidianas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tem que ter cérebro, cabeça e boas ideias

Ouvi isto da minha sobrinha de 8 anos quando terminei de organizar sua festa de aniversário. Montamos tudo com o que ela tinha em casa, bonecas, tapete, decoração com as Barbies. Só  comprei as caixas de verduras, tintas, fitas, flores, tecidos, botões e borboletas. Não gastei nem R$100,00 com a decoração.
A história começa assim... Minha cunhada disse para ela que não teria dinheiro para fazer mesa de decoração neste ano, porque estava com outras contas para pagar. Ela ficou triste. Fiquei pensando em como ajudá-la; pensei no conceito de reutilizar, reaproveitar e reciclar coisas da própria casa.
Começamos a investigar os materiais que existiam na casa e o que precisaríamos comprar. Foi quando pensei em fazer com seus próprios brinquedos a decoração da festa. Ela ficou tão emocionada que dizia o tempo todo: “tia, estou tão feliz, posso gritar de felicidade?” E eu disse: “Claro que sim.”
Bem, reaproveitei quase tudo e o que não tínhamos fomos comprar juntas, tudo decidido em conjunto, afinal a festa era dela. Depois que compramos, nossa diversão foi lixar, pintar e organizar tudo. Quando terminamos, ela verbalizou a frase deste título do texto. Quer melhor forma de economizar e pensar fazendo junto com as crianças e elas participando de tudo? O resultado foi tão positivo que ela já tem ideias para a próxima festa sem eu precisar falar nada. Ela aprendeu o caminho, caminhando junto comigo, este é o verdadeiro aprendizado.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pedir algo é diferente do que mandar

 
Quando pedimos algo, o fazemos de forma que a pessoa tem escolha de fazer ou não. Por exemplo: “Você pode pegar um copo de água, por que eu estou ocupada aqui respondendo um e-mail importante de trabalho?” Agora esta mesma situação mandando: “Pega um copo de água, agora, vai logo”.

Perceberam a diferença? Quem pede é um líder nato e também sabe que se não fizerem não tem importância, mas dificilmente alguém recusa um favor com argumentos como os citados acima. Já quem manda é um autoritário que precisa de poder e se sentir o máximo. Por isto precisa mandar. Sabe o ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? É o que passa na cabeça destas pessoas que assim fazem desta forma.

As crianças atuais precisam entender o porquê precisam realizar as tarefas, elas necessitam de argumentos, mas muitos pais por desconhecerem como pensa, age e sente esta nova geração quer educar nos tempos dos primórdios da humanidade mandando, exigindo e cobrando. Este tipo de comportamento inadequado não funciona, só causa estresse porque os menores se recusam e os adultos para mostrar força e poder xingam, brigam, ameaçam bater. Reflitam sobre seus comportamentos e mais do que isto estudem a nova geração de crianças que nasceu no mundo da informação e precisa de argumentos para entender e realizar quaisquer tarefas, por mais simples que pareçam.