
Com relação à alimentação, pergunte a ela o que quer que você faça. Por exemplo, dê duas opções: frango ou carne. Mas se a criança quiser outra, novamente converse, explique e a deixe escolher entre as opções que você deu. Vocês devem estar se questionando: mas eu mal tenho tempo de fazer uma coisa; e se tiver dois filhos e cada um escolherem uma coisa, o que eu faço? Faça as duas, uma para cada um. Sei que o tempo às vezes é pouco, porém esta atitude de escolha é fundamental. A criança desde pequena tem que ir tomando decisões que fazem bem para ela, pois quando adultas elas saberão fazer suas escolhas, e aí não se trata de comer ou vestir somente, mas de outras decisões que o mundo adulto exige.
Na escola, professores planejem suas atividades e/ou situações significativas dando duas brincadeiras, por exemplo, e peçam para que elas decidam o que vão realizar. Vocês devem estar se perguntando: “Mas se 10 crianças escolherem uma brincadeira e outras 6 escolherem outra, o que eu faço?”. Simples, vence a maioria. Na vida não é assim? Quando votamos em alguém não vence o que recebe o maior número de votos? Isto é ensinar a democracia, a convivência com as diferenças.
Deixar tomar decisões é ir aos poucos ensinando ter consciência de suas escolhas e responsabilidades. Mas aqui vai uma dica. Uma vez feita à escolha, as crianças não podem voltar atrás sem um argumento lógico. Se escolherem comer o bife, tem que comer o bife e não o frango. A vida é feita de escolhas e assumi-las também é um aprendizado.
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