terça-feira, 30 de setembro de 2014

O choro na escola!

Como nós, enquanto professores devemos reagir diante do choro infantil quando a criança chega à instituição de ensino?

É claro que todo choro é causa de um estranhamento ou de algum desconforto físico do tipo fome, sono, dor de barriga, dores em geral, febre, enfim, perceber esta diferença é essencial.  Se for alguma indisposição física, precisamos nos preocupar em resolver a situação o mais rapidamente possível!
Mas se for por estranhamento, isto precisa de muita atenção, carinho. Toda mudança de local gera insegurança, tanto em nós, adultos, quanto nas crianças. O novo sempre assusta. Adultos desconhecidos, locais desconhecidos, ou seja, um mundo novo e desconhecido. O que fazer? Como agir neste momento?


Ter paciência, oferecer segurança, pegar no colo, dar carinho. Optem, professores, por serem o mais receptivos que puderem; procurem ficar mais perto destas crianças que choram, não gritem, nem falem alto, e muito menos repreendam!  O autocontrole e a tranquilidade dos adultos, nesta fase, são primordiais para que as crianças possam se sentir seguras e amadas.  Dar o colo, conversar, distrair, contar histórias, brincar junto, permitir o uso da chupeta e do paninho ─ se este for o hábito da criança ─ é o melhor caminho. A chupeta e o paninho são os referenciais de sua casa e isso costuma ajudar a trazer tranqüilidade. Momentos de música, envolvendo o nome da criança, também são uma dica. Ela precisa se sentir segura em todos os aspectos, seja no físico como no emocional. Atender às suas necessidades e proporcionar momentos de descontração é essencial para que ela se acalme e adquira, cada vez mais, conforto e segurança. Com o tempo o choro cessa, e a alegria invade o seu semblante. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Agora a mamãe vai preparar o papá

Quantas vezes ouvimos esta frase acima em lares com crianças que ainda não sabem falar! Afinal, o que significa para uma criança “papá”?  Pode parecer estranho ou descabido o que eu vou falar, mas não sou a favor de se falar de maneira equivocada com as crianças; elas estão em fase de descoberta do mundo que as cerca e, para isto, é necessário que falemos corretamente. A criança, nessa fase de apropriação da linguagem, precisa aprender a distinguir os objetos, as pessoas,  e isso se dá por meio dos nomes que cada língua designa objetos, lugares, situações, pessoas e ações; então, “papá” e “papai” é muito parecido, e “papá” não é comida! 

Existem áreas em nosso cérebro responsáveis por armazenar e reconhecer os significados das palavras, dando sentido à vida e ao nosso entorno. Se falarmos erradamente ─ porque é um costume cultural assim o fazer ─ os significados serão confusos quando a criança ouvir, por exemplo, o pai falando para a mãe se a comida está pronta, ou seja, o pai não vai dizer  “ o papá está pronto”?  Isto tudo poderá prejudicar a criança que está vivendo a descoberta do sentido e da significação de cada  palavra, principalmente das palavras que têm a ver com ela, com o seu dia a dia; assim sendo, agindo de forma a ter duas maneiras de se expressar, dentro de um mesmo ambiente, sobre o mesmo objeto,  muito mais do que  ajudar na construção do significado, do pensamento sobre a linguagem, nós estaremos prejudicando!


Muitos pais podem estar achando bobagem, besteira, porque todo mundo fala assim e não acontece nada! Pois é, uma grande maioria desconhece como se formam os significados em nível cerebral e, no lugar de promover esta aprendizagem mais rápida dizendo e verbalizando de forma correta, acabam prejudicando seus próprios filhos (as). Procurem facilitar o entendimento de seus filhos (as) falando corretamente o nome dos objetos e do mundo que os cerca, já que tudo tem sua raiz na primeira infância, dos zero aos sete anos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Criança enquanto criança...

Estava vendo um “post” em uma rede social, que mostrava crianças vestidas, maquiadas e de salto alto, iguais a uma mulher adulta. Fiquei imaginando como nossas crianças estão, cada dia mais cedo, se tornando adolescentes e adultas! Será que isto é realmente necessário, ou estamos adiantando fases de  desenvolvimento infantil depressa demais?

Será que esta rapidez é tão saudável quanto aparece nas fotos?  Lembro-me que quando eu era criança, adorava desfilar de camisolas da minha mãe porque, como eu era pequena, elas ficavam longas e eu podia brincar de princesa, de passarela, de diversos personagens que povoavam a minha imaginação infantil,  mas não usava essas roupas no dia a dia. Era brincadeira de faz de conta! Saudável, inventávamos palco, cobrávamos ingresso baratinho para comprar algo que queríamos mais tarde, enfim, a brincadeira rendia e agradava a todos!

Mas em relação ao “post” que eu mencionei acima, o que eu estou revelando é bem diferente! Nesse caso, não há uma brincadeira de faz de conta porque as crianças estão usando em seu  dia a dia sapato com saltinhos, maquiagem forte, batons vermelhos, roupas extremamente chamativas e  vulgares! E o que é pior: alguns adultos ainda valorizam comprando roupas iguais de filha e de mãe. Não estou mencionando roupas que tenham o mesmo tipo de estampa no tecido, mas que,  além do tecido o modelo acaba sendo igual também! Vejam bem:  Criança tem que ser criança; cada fase tem sua beleza e característica. Adiantar as etapas é queimar fases, é  correr o risco de perder algo muito  importante que é a infância, em sua maior plenitude, considerando-se os aspectos físico,  emocional e social, que estão graciosamente surgindo e se  desenvolvendo !


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Alfabetização e letramento: desafios da educação infantil

Esta discussão na área da educação infantil é grande e de longa data. Alfabetizar, ou não, as crianças de 4 e 5 anos? Algumas escolas particulares alfabetizam e, neste caso, estão certas, ou erradas? Na Educação não existe certo ou errado. Existem consequências do ensino. Hoje em dia, as crianças têm acesso a informações sobre o mundo escrito muito cedo. Sejam essas informações vindas por meio de propagandas, de filmes ou de programas de TV, pela internet, com o uso de tecnologias móveis, enfim, elas conseguem entender os rótulos dos produtos, não só os que elas consomem, como também os que estão inseridos em seu ambiente familiar/social. Dessa forma, podemos entender que este contexto do mundo escrito ao qual todos nós estamos sujeitos e somos participantes, tudo isso é ─ e proporciona ─ situações de letramento.

Vejamos o que existe dentro da rotina na escola de educação infantil: roda de conversa; contagem das crianças; chamada; história; pesquisas; vivências; cartazes; jogos; brinquedos; brincadeiras; músicas; dramatizações; bilhetes; receitas; cantinho da leitura; desenho; jornal; rótulos; propagandas; fotos; portfólios; poesia; escrita espontânea; texto de memória; textos coletivos; vídeos; enfim, tudo isso corresponde a formas de letramento.


O grande desafio dos professores é valorizar e proporcionar situações que permitam a construção da base, para que a criança possa fazer uso da leitura e da escrita, sem que esse processo inicial sugira uma preocupação com codificação e decodificação dos símbolos do alfabeto. Mais do que alfabetizar, o importante é que as crianças entendam qual é a função da língua e o seu significado social. Proporcione às crianças situações de leitura e escrita para que elas possam tomar contato com a língua enquanto registro e comunicação, mas sem se preocupar em traçar letras e silabas e em reconhecê-las. Elas terão toda uma vida para isto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Bom dia! O que você vai querer de café da manhã?

Às vezes algumas mães me perguntam como é que elas podem fazer para que as crianças comam de manhã. Seguem, então, algumas dicas: desejar um bom dia e dar algumas possibilidades para que a criança escolha o que ela quer comer é o mais correto. Você pode dizer, por exemplo: “temos leite, suco de alguma fruta, chá, o que você quer tomar? Para comer, temos bolacha salgada, bolacha doce, pão, queijo e presunto, manteiga, requeijão”. Enfim, dê as opções que cabem em seu bolso, mas deixe a criança escolher! Não faça por ela nada, antes que ela mesma realize a escolha!

Muitas vezes vejo, em algumas casas, cujos adultos  quer sejam pais (o pai) ou avós,  que acabam deixando tudo pronto para quando a criança acordar só sentar e comer. Não concordo com esta prática, uma vez que a criança precisa saber o que é bom para si, e o que não é, deste pequeno. Devemos ensinar as escolhas e, para isto, é necessário dar opções para que a criança o faça.


Se possível, sente junto com a criança e coma com ela também, participando dessa primeira refeição...  mas sem pensar em celular, agenda, tablet ou outra coisa. Hora de comer é hora de comer, e neste momento é tão gostoso comer junto com acriança, conversar, rir, se divertir... Se cair algo no chão, não fique brava (o);  ensine dizendo como proceder para que isto não aconteça de novo, mas sem cobrança ou irritação. Aja naturalmente. A primeira refeição do dia é muito importante, pois, passamos horas dormindo sem nos alimentarmos; então, essa refeição deve  acontecer como algo prazeroso, agradável,  para que mais tarde elas não se tornem adultos com disfunções alimentares. A comida é mais do que um alimento: ela é, também, algo que nos trará saúde física se conduzida da forma correta. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Por que não se deve passar nervosismo durante a gravidez?

O bebê é um organismo em construção dentro da barriga da mãe. Este organismo é um espaço com uma estrutura formada por tubos e camadas, que correspondem à formação neural, à muscular-esquelética, digestiva, respiratória, dentre outras. Esses tubos e camadas, ao se formarem, permitem a expansão ou a extensão de certas frequências e amplitudes, para terem motilidade, ou seja, a aptidão naturalmente presente nos seres vivos que lhes permite o movimento espontâneo.


Então, se a mãe leva um susto muito grande, ou passa por uma situação de forte emoção ─ como raiva ou medo ─ seu estado emocional será alterado e, para se proteger, o próprio organismo acaba produzindo substâncias químicas denominadas  neurotransmissores ─ como a adrenalina, noradrenalina dopamina ou a serotonina ─ em excesso ou em baixa , que poderá gerar desequilíbrios, alterando a formação dos tubos, assim como a motilidade do feto. Por exemplo, a serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade à dor, movimentos e funções intelectuais. A baixa concentração de serotonina no organismo pode levar ao aparecimento de sintomas como: mau humor de manhã; sonolência durante o dia; inibição do desejo sexual; vontade de comer doces; necessidade de comer a toda hora; dificuldade no aprendizado; distúrbios de memória e de concentração; irritabilidade; cansaço; distúrbio de impaciência com alguma frequência, enxaquecas, insônia e até mesmo a depressão. Ela é a substância responsável para nos deixarmos felizes, relaxados, satisfeitos e de bom humor. A baixa estima da mulher, durante a gravidez, causada por se achar feia, pela paranóia de achar que o marido a está traindo, enfim, pode levar à baixa produção de serotonina. Se isto ocorrer, com certeza o bebê também sofrerá a consequência.  Lembrem-se de que este é apenas um dos neurotransmissores que existem em nosso corpo. O metabolismo interno do feto depende da mãe, seja pela alimentação, seja por seu estado emocional que corresponde ao seu grau de autoestima, seja pelo uso (ou não) de medicamentos, drogas, álcool, tabaco, enfim, tudo o que está presente na vida de uma mãe gestante, estará presente, também, de maneira positiva ou negativa para a criança, afetando em sua formação e em seu ritmo biológico, psicológico e social. Assim, dependendo da semana de gravidez à qual a mãe está sendo exposta aos desequilíbrios citados, poderá haver um maior comprometimento na formação de determinado tubo ou camada do bebê, provocando alterações fisiológicas sérias em seu organismo, podendo vir a ter ─ anos mais tarde ─ disfunções ou distúrbios em sua vida fisiológica, afetiva e até mesmo cognitiva. Portanto, futuras mães, tentem evitar ao máximo o estresse durante a gravidez se quiserem ter filhos (as) saudáveis! 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Vai pegar o que eu mandei, já falei. Vou contar até 3! Um.. Dois..

Quando a família possui a atitude citada acima, propiciando à humilhação, fazendo uso de um autoritarismo, querendo que a criança seja um escravo, que não obtenha sua independência, a estrutura anatômica desta criança vai se tornando densa. Isso porque a anatomia humana é mais do que uma configuração bioquímica; ela é uma morfologia emocional.

O que entendemos por estruturas densas? Vamos ao significado do que vem a ser denso:  No dicionário da web ( http://www.dicionarioweb.com.br/denso/): Diz-se de um corpo que tem mais peso e massa que outros, do mesmo volume, cujas moléculas estão muito apertadas umas contra as outras. Espesso; compacto, cerrado”.

Um estrutura anatômica densa faz com que aquele corpo se sinta e se perceba  apertado, acuado, compacto. A necessidade de liberdade é muito grande nestes indivíduos, portanto, ser apreciado e aprovado são a sua necessidade maior e, para conseguirem isso, lutam com afinco. Para eles, a independência torna-se um sonho, e o fato de  estarem em paz acaba sendo o seu desejo maior. Seu segredo é a vontade de unir-se ao outro sem perder a sua individualidade, ser aceito sem se isolar. Cuidado gente! Olha que com determinadas atitudes podemos provocar num indivíduo atitudes de humilhação e de autoritarismo. Não queiram que seus filhos sejam seus escravos somente porque são crianças! Quando eles reclamarem dizendo: “ tudo eu, tudo eu”... prestem atenção no que estão fazendo!