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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Comunicado

Caros leitores.
Estou escrevendo e formatando meu novo livro que terá lançamento em breve, por isto estou impossibilitada de publicar novos textos aqui no blog, peço desculpas em breve retorno.
Beijos e obrigada pela compreensão.
Vanda Minini

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

VALE A PENA LER DE NOVO - Planejamento Colaborativo: Professores e Alunos

Todo início de ano estabelecemos metas pessoais para executá-las durante o ano inteiro. Algumas vezes, impossíveis de serem alcançadas, outras, ao contrário, fáceis de serem realizadas.

Na Educação não é diferente. Todo início de ano letivo planejamos as metas educacionais a serem atingidas pelos alunos, na etapa que estão inseridos, seja na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio ou Superior.

Todos os professores elaboram os objetivos gerais e específicos, os conteúdos, a metodologia, os recursos e a avaliação para o ano letivo, o semestre, o bimestre e a aula propriamente dita.

Fico questionando se os planejamentos não estão fora da realidade da escola e dos próprios alunos. Muitas vezes vejo alguns planos de aula que são inatingíveis, pela própria condição socioeconômica, na qual a escola está inserida. Questiono: Por que isso acontece? Será que não viram que tal atividade seria impossível de ser realizada? Então, para que fazer planejamento, só para mostrar para alguém, por descaso, por falta de experiência, por falta de consciência, despreparo na formação, enfim, são vários os pensamentos que rondam minha indignação.

Vou-lhes narrar um acontecimento, sem nomes é claro, por questões éticas, para reflexão. Uma vez vi uma professora desenvolvendo o conteúdo sobre o meio ambiente. Na sala haviam cartazes feitos com papel pardo, com recortes de revistas e muitas árvores, flores e animais, com os dizeres: “Preserve o meio ambiente, ele é o nosso lar”, outro dizia: “O meio ambiente é composto de plantas e animais, temos que cuidar para que eles não morram”. Percebia-se que a atividade foi realizada pelo grupo. Vamos refletir... Ao realizar esta atividade, os alunos usaram papel, cola etc. Ao fazer a atividade, eles já estavam sendo contraditórios e não preservando a natureza, uma vez que o papel é feito de árvores, muitas vezes, florestas não renováveis. Esta mesma sala estava com as carteiras rabiscadas, sujas, paredes descascadas, sem pintura, luminárias quebradas e com vários papéis e cascas de lápis espalhados pelos chão. Fica aqui a minha inquietação, não seria melhor trabalhar com os alunos, o meio ambiente a partir da própria sala de aula e que passam boa parte do tempo do seu dia? Porque na minha concepção, se eu preservo o ambiente em que vivo, é claro que esta conscientização se espalhará por todos os lugares que convivo.

O planejamento na educação tem de ser pensado de maneira profunda e não superficialmente. Se refletirmos sobre o plano desta professora, perceberemos que ela não tem consciência do que faz, muitas vezes repete algo que foi realizado com ela em sua formação, e simplesmente ela reproduz. Para ela, o conteúdo ministrado, aos seus alunos, sobre meio ambiente foi trabalhado de maneira eficaz e eficiente. Não devemos culpá-la, simplesmente entender o processo e não fazer igual.

Outra inquietação, um planejamento bem elaborado, refletido e com consciência vai acontecendo ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Acredito ser muito incoerente e sem propósito, termos um plano de ensino para todo o ano prontinho, somente esperando ser executado. Não que isto esteja errado, pois algumas instituições adotam este procedimento, e por trás desta atitude existe uma concepção de ensino que a instituição adota. Porém, um processo de ensino e aprendizagem democrático requer que os alunos também participem, sobre quais procedimentos irão adotar, para alcançar os objetivos propostos. Para desenvolvermos pessoas críticas, estas necessitam se expressar, argumentando com lógica o que estão dizendo, quer seja oralmente ou por escrito. Mas se eu executar um plano já pronto, sem que os alunos possam opinar sobre o que pensam, como posso desenvolver a consciência crítica? Um planejamento democrático, no qual professores e alunos decidam juntos quais procedimentos irão utilizar, para alcançarem os objetivos educacionais propostos por um currículo nacional, é muito mais significativo para o grupo. Não é que os professores não vão propor nada e os alunos decidirão tudo sozinhos. Não é isto! Não entendam erroneamente, pois os envolvidos devem trabalhar JUNTOS, dando contribuições.

Isto parece utópico, mas não o é. Quando os alunos tomam decisões desde pequenos, estão desenvolvendo a responsabilidade e, pode ter certeza, participarão mais das aulas, porque sentem suas ideias valorizadas, porque as ações são escutadas. Que possuem vez e voz desde pequenos, e que, o que estudam tem sentido na vida e isso colabora para que jamais esqueçam o conteúdo, pois a experiência foi significativa, adquirindo conhecimento de fato. Muitos planejamentos parecem mais como uma brincadeira de faz de conta que usamos na educação infantil. O professor faz de conta que planejou e o aluno faz de conta que aprendeu. É preciso refletir sobre isto, pois se quisermos uma sociedade forte economica e socialmente, teremos de parar de brincar de faz de conta com a educação no Brasil, seja na Educação Básica, no Ensino Médio ou no Ensino Superior.    

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

VALE A PENA LER DE NOVO - Proposta Pedagógica: Construção Coletiva

Caros leitores, neste texto, abordarei sobre um documento importante que todas as instituições de ensino devem ter, quer seja de educação infantil, fundamental ou médio, trata-se da proposta pedagógica, ela é necessária, pois norteia toda a educação. Mas, o que vem a ser uma proposta pedagógica?

No dicionário da web, o termo proposta está designado como: “Ação de propor; promessa, oferta; declaração verbal ou escrita com a qual se visa obter uma concessão, realizar uma obra, estabelecer um contrato etc; proposição, sugestão.

Responsabilidade, compromisso com a verdade são elementos essenciais na ação de propor algo nas instituições de ensino. Ela não deve ser mais um papel ou agora na era digital mais um arquivo bonito para se ler, mas totalmente desarticulado da realidade. Por isso, não existe um modelo único de proposta pedagógica, pois cada instituição está inserida em um contexto social e cultural com especificidades e características sociais e culturais diversas. Uma proposta, quando bem elaborada, atende as necessidades do grupo em que está inserida. Por que digo se bem elaborada? Por que no meu caminhar pela educação, já vivi realidades inócuas.

Já presenciei direção e coordenação copiando propostas de um ano para o outro, ou pior, copiar de uma escola para outra com realidades diferentes ou propostas sendo compradas prontas por especialistas da educação. Muitas vezes, quando professoras, não sabíamos nem se existia ou não a proposta. Fico me perguntando o porque destas atitudes. Hoje como pesquisadora na área da educação, cheguei a algumas hipóteses, que divido com vocês neste momento: preguiça, falta de comprometimento, responsabilidade e motivação e não saber fazer, são alguns pensamentos que norteiam as minhas dúvidas.

Mas nada disso justifica os atos mencionados anteriormente. Trabalhar “NA e PARA” a educação requer consciência e coerência com outros seres humanos.  Não estamos lidando com pedras, mas sim, com pessoas que necessitam ser ensinadas/educadas. Estas pessoas são reais com necessidades próprias, então, precisam de propostas reais, muitas vezes algumas propostas se parecem mais com filmes de ficção, totalmente alienadas e sem compromisso.

Uma proposta pedagógica deve ser elaborada dentro de cada instituição de ensino público por meio de uma gestão participativa (democrática), isto está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, com a participação dos diretores, coordenadores, professores, alunos, pais, comunidade (ONGs, associações de bairro etc.)

Os alunos também possuem vez e voz na gestão democrática de uma escola. Participar da elaboração da proposta pedagógica de uma instituição de qualquer nível de ensino é um direito de quem está inserido na comunidade. Portanto, caros leitores, cobrem este direito dos responsáveis direto pela instituição. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

VALE A PENA LER DE NOVO - Qual é o papel dps pais na tarefa de casa dos seus filhos?

A tarefa de casa é um complemento didático para o bom desenvolvimento das aulas. Porém, entre a tarefa de casa e a aula que o professor está desenvolvendo, não podem existir divergências.

As tarefas indicam as dificuldades e facilidades que os alunos estão apresentando, e mostram ao professor o que precisam fazer para sanar as dificuldades de seus alunos. No entanto, deve-se destacar que os professores devem valorizá-las e não dar apenas um visto como ocorre com certa freqüência nas escolas públicas.

Pais e mães perguntem aos seus filhos se os professores dão atenção à realização das tarefas de casa. E caso isto não esteja ocorrendo, converse, mas cuidado: não cobrem! Por meio da tarefa de casa, os pais podem entrar em contato com o trabalho realizado na sala de aula, sendo, por isso, um excelente meio de interação entre família e escola.

Um fator importante é que vocês, pais, não façam, de jeito nenhum, a tarefa para as crianças, isto é de responsabilidade delas. As crianças muitas vezes fazem birra e acabam não fazendo a tarefa. E vocês, senhores pais, muitas vezes, por não terem paciência ou até mesmo tempo, comportam-se de maneira autoritária, chantageando, e até mesmo usando de violência. Esse tipo de comportamento não ajuda as crianças a entenderem da tarefa e ainda corre-se o risco de torná-las irresponsáveis. Isto não é a maneira mais correta de educar um filho! As crianças precisam entender, de fato, que a tarefa é um complemento da escola e não algo que deve ser motivo de chantagem.
Na vida, temos que adquirir responsabilidades deste cedo e a tarefa de casa é apenas uma delas. Orientar, ajudar, ou até mesmo explicar quando os filhos estão com dificuldade é correto, agora, fazer por elas, não!
Seria interessante se os pais estipulassem horários e local adequados para estudo, sem deixar de cuidar para que o local seja agradável: arejado, limpo e iluminado. A organização do dia da criança é importante para que ela adquira hábitos de planejamento para toda a sua vida, isso é um dos fatores de sucesso quando adultas.
Estes são os papéis dos pais na tarefa de casa dos seus filhos, o que, como se viu, exige paciência, tempo e, principalmente, reflexão sobre a importância desse momento para a vida adulta.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

VALE A PENA LER DE NOVO - Educação Infantil de Qualidade - Respeito aos Direitos das Crianças

Hoje falamos muito em nossa sociedade sobre as crianças, especialmente sobre as violências causadas às crianças em geral, quer sejam físicas e/ou emocionais. O meu foco neste artigo é trazer, para vocês leitores, os direitos das crianças na Educação Infantil no Brasil, meu olhar de pesquisadora na área da educação se caracteriza pelo atendimento que são dadas a elas em creches e pré-escolas públicas.

A Constituição de 1988 assegura os direitos da criança e do adolescente no Brasil, por meio do Artigo 227 que nos diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Para conhecimento de todos, o Ministério da Educação do Brasil lançou em 1995, com reedição em 2009, um documento denominado “Critérios para um atendimento em creches que respeite os Direitos Fundamentais das Crianças” (CAMPOS; ROSEMBERG, 2009). Este documento todos podem acessá-lo via Internet, no site do próprio Governo Federal do Brasil. Os direitos das crianças, esclarecidos neste documento são: direitos á brincadeira; a atenção individual; a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante; contato com a natureza; higiene e a saúde; alimentação sadia; desenvolver sua criatividade, imaginação e capacidade de expressão; movimentar-se em ambientes amplos; à proteção, ao afeto e a amizade; expressar seus sentimentos; especial atenção durante seu período de adaptação á creche; e desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa.

Surgem, então, alguns questionamentos:

Estamos realmente respeitando estes direitos em nossas creches e pré-escolas públicas no Brasil? Ou ainda, estamos dedicando o tempo e o espaço destas crianças nas instituições de educação infantil, somente realizando situações dentro deste cotidiano, relacionado aos cuidados básicos de alimentação e higiene?
Está sendo valorizada a pluralidade cultural destas crianças e estamos educando-as e ensinando-as para que adquiram conhecimentos relevantes para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social, ou simplesmente estas crianças passam horas em um ambiente que se parece mais como um depósito, onde os pais deixam seus filhos para poderem trabalhar e no final do dia os pegam para levarem para casa.
Qual é a proposta pedagógica que está sendo realizada, de fato, com estas crianças pequenas nas creches e pré-escolas públicas?
Outro documento lançado pelo MEC são as Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil (2009), este documento reconhece a histórica produção de desigualdades e sua incidência na Educação brasileira. Este documento especifica a função sociopolítica e pedagógica das instituições de educação infantil, pautando o enfrentamento destas questões.
Uma educação infantil de qualidade que respeite os direitos fundamentais da criança é o ideal de uma sociedade, que vive um crescimento econômico em ritmo de primeiro mundo como o Brasil, mas não adianta termos uma economia forte se não tivermos uma educação de qualidade desde os primeiros anos de vida. É incoerente pensarmos somente no econômico, uma vez que ele é sustentado por pessoas, e estas pessoas precisam de educação desde a primeira infância.

O investimento que deve ser feito na educação infantil, muitas vezes, é irrisório perante um orçamento de um município. Sei que educar e cuidar de crianças pequenas não possui um custo baixo, porém é necessário, se pensarmos em qualidade social para todo o povo brasileiro. Se investirmos na base da sociedade, que são as crianças pequenas, não precisaremos investir tanto em saúde e em outros setores quando adultos. Não quero aqui dizer que todo o investimento deveria ser colocado na Educação Infantil, porém, torna-se necessário repensarmos a distribuição econômica que os municípios brasileiros realizam com a educação infantil pública. Uma vez que este segmento da educação proposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96 é de responsabilidade do município, em colaboração com o Estado.

Outro problema que enfrentamos atualmente, no Brasil, diz respeito à formação de professores nos cursos de Graduação de Pedagogia.  Repensar a formação como um todo é necessário e urgente, diante das demandas educacionais em nosso país. Isto não é tarefa fácil, pois necessita de vontade política. Há uma relevância, por parte de quem está no comando da educação brasileira, de coerência e consciência do que está acontecendo nos cursos de Pedagogia em geral. Como formar um professor em apenas três ou, em algumas instituições de ensino superior, em quatro anos, com um currículo desarticulado da prática, ou muitas vezes, desarticulado totalmente da realidade de nossas crianças brasileiras? Pior ainda, como formar um professor para a educação infantil em cursos à distância. E estes se proliferam, pois seu custo é bem menor. Não sou contra os cursos à distância, mas sim, em como eles estão sendo realizados em algumas instituições, nas quais a qualidade de ensino é baixa. Gostaria de compartilhar mais uma reflexão: como ensinar os professores a distância a cuidar e educar um bebê? O ensino a distância nos cursos de Pedagogia não propiciam, hoje no Brasil, uma formação de qualidade. Os cursos à distância necessitam de investimentos altos e não somente uma plataforma virtual, no qual os professores e alunos se conectam via Internet. Pensar nas crianças, nos professores, nos cursos de Pedagogia de modo geral é pensar em que sociedade queremos para nós mesmos. Às crianças devem ser garantidos os direitos de um espaço e tempo, que permita viver sua infância de maneira saudável e plena, promovendo as interações entre as próprias crianças e entre adultos e crianças. Fica aqui o alerta...

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Objetivos e Metodologia de ensino de uma Escola Sustentável

Uma escola sustentável terá como principal objetivo os valores de uma sociedade que utilize conceitos e ações de sustentabilidade amparados em três grandes eixos: econômico, social e meio ambiente. Uma escola com o conceito de sustentabilidade deve ser construída com materiais recicláveis; no entanto, apenas a construção com materiais reutilizados não é o suficiente para educar para a sustentabilidade.

Em seu modo de gerenciar, tanto no currículo das crianças, como na metodologia da escola e dos professores, são necessárias ações que eduquem as crianças, os jovens e também os adultos ─ estes, bem mais difíceis ─ para um novo estilo de vida. A orientação para coleta e destino que se faz para latinhas, ou garrafas, não é o suficiente para que a sustentabilidade aconteça. As crianças e os adultos precisam produzir produtos que possam ser vendidos de forma a que os três eixos da sustentabilidade: social, ambiental e econômico estejam presentes em todas as ações e estudos. Vou exemplificar para entenderem melhor o que quero dizer: por exemplo, com os resíduos úmidos os alunos da escola podem aprender a produzir compostagem para hortas e pomares; a produção de verduras, legumes e frutas realizada junto com as crianças deve ter, a sua forma de saída ─ as vendas ─ realizadas pelos alunos em algum espaço dentro do ambiente escolar para que consigam aprender  ─ na prática real ─ a gerenciar uma economia sustentável. Vejo alguns exemplos de escolas sustentáveis pelo mundo que se preocupam apenas com o meio ambiente e com a produção de orgânicos, mas se esquecem de educar para a gestão empreendedora desta nova economia.

É importante a preservação do meio ambiente, a produção de alimentos orgânicos para uma vida saudável, mas é igualmente importante saber gerenciar estes produtos. Aprender a cultivar, a montar um logo e uma marca para os produtos, a fazer embalagens, a colocar preços e vender... isso tudo é fundamental para uma economia sustentável. Objetivo e metodologia sustentável vão além da sala de aula! Trata-se de aprendizados para a vida de forma vivenciada. São conhecimentos que farão a diferença na vida de qualquer criança, jovem ou adulto.


Alguém pode estar se perguntando: “E os conteúdos próprios da escola, tais como: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia??? Como ficam???” Pois bem: estes serão dados, porém, com o princípio de uma escola que educa com a experiência, com a vivência, com a utilização destes conteúdos para a vida, e não de forma que sejam utilizados apenas em provas ou somente para o vestibular. Afinal de contas, esse conceito de educação que visa ao bom desempenho apenas para uma prova ou para um exame de vestibular está ultrapassado; hoje em dia, o mundo necessita de futuros profissionais engajados com a vida no sentido dos três eixos mencionados acima e que estruturam um novo estilo de ser e de viver; para isso, as escolas deverão se fundamentar em uma educação eficiente e eficaz, produzindo um novo estilo de vida, de ação e de relações.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O fonoaudiólogo na escola: importância e necessidade

O processo de linguagem oral e escrita para as crianças pequenas exige de todos um cuidado especial.  O desenvolvimento da linguagem tem um papel fundamental na vida de uma criança, principalmente na fase de alfabetização.

Ter um fonoaudiólogo na equipe multidisciplinar de uma escola irá auxiliar na elaboração de atividades e situações rotineiras da sala de aula, auxiliando o professor com o objetivo de melhoria na qualidade de ensino. A pedagogia somente não é capaz de cuidar de todos estes aspectos da alfabetização porque há mais elementos que permeiam essa situação. O professor precisa conhecer algumas técnicas e recursos fáceis de serem trabalhados em espaços educativos, de maneira que esse conhecimento possibilite uma ação preventiva ou mesmo interventiva; a equipe pedagógica poderá receber orientações no sentido de ações e ajustes que possam ser feitos, a fim de adequar cada caso às necessidades de cada criança, buscando sempre condições mais propícias para o real desenvolvimento da aprendizagem.

O fonoaudiólogo, além de dirigir seu olhar profissional para os alunos poderá, também, orientar e cuidar da saúde vocal do professor, auxiliando-o a usar a dicção, a tonalidade e o timbre de voz, evitando ou diminuindo os problemas vocais, aprimorando suas habilidades didáticas por meio de atividades mais eficazes de comunicação para com as crianças.

De igual forma, auxiliar os pais sobre possíveis dificuldades com seus filhos, facilitando a comunicação e a aprendizagem das crianças, orientando sobre as fases e os cuidados com a alimentação, com a respiração, sobre hábitos orais, estímulos de fala, de leitura, dentre outros.

O fonoaudiólogo pode trabalhar em conjunto com a nutricionista, com a psicóloga, com o médico, com o professor e com a equipe gestora da escola, a fim de prevenir ou sanar possíveis problemas de comunicação com todos os atores da instituição de ensino. Afinal de contas, prevenir é bem mais barato que remediar, não é mesmo?