sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Dói mais em mim do que em você...

Quantos adultos já não falaram o título deste texto para as crianças quando batem nas mesmas.  O que de educativo tem nisto? Em minha opinião, nada. Pelo contrário, gera mais violência e sentimento de culpa.
Pais, por favor, pensem em seus atos para com as crianças. Sei que às vezes elas nos tiram do sério, mas respirem, contem até dez, saíam de perto, deem um tempo. Mas não cometam violência física e nem verbal. Esperem vocês se acalmarem e depois conversem com elas sobre as atitudes que vocês acham incoerentes nelas.
Educar não é fácil e nunca será, pois são gerações diferentes que muitas vezes os pais não acompanham e querem educar os filhos da forma como foram criados. Muitas vezes esta forma já está desgastada pelo tempo e é preciso rever conceitos.
Há mais um problema que vejo: o casal vem de famílias diferentes, com usos, costumes, opiniões, pensamentos diferentes, e isto pode gerar conflitos, pois o pai quer educar de um jeito e a mãe de outro e vice-versa. O casal tem que chegar a um acordo e sempre pensar no que é melhor para as crianças e elas não podem ser motivos de manipulação de um ou de outro.
Relacionamentos perfeitos não existem na vida real somente, em contos de fada. É sinal de maturidade do casal rever os seus conceitos, chegar a um denominador-comum na educação dos filhos; somente assim a criança poderá ter um crescimento e desenvolvimento saudável. Se amam seus filhos, pensem e repensem suas atitudes...
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Aqui quem manda sou eu...

Obediência é o que está embutida na frase acima; mais do que isto, autoritarismo puro. Aquele ditado popular “manda quem pode obedece quem tem juízo” cabe a este exemplo.
O que de educação e ensinamento tem neste comportamento dos adultos perante às crianças? Submissão, adestramento, pessoas infelizes, é isto que querem que seus filhos (as) sejam quando adultos?
Se a resposta for sim continuem tendo estas atitudes; se a resposta for não parem e reavaliem esta frase e comportamento. Sei que as crianças muitas vezes tiram os adultos do sério e fazem isto até mesmo para nos testar; mas diante de uma provocação não devolva com autoritarismo e sim usando o contrário. Tenho certeza que elas reagirão de outra forma por que ficaram espantadas diante de um comportamento equilibrado; mas, para isto, se for necessário, respire fundo. Não devolva agressão com agressão e sim com afeto.
Quando temos reações que as outras pessoas não esperam, a surpresa faz refletir e isto quebra o “gelo” para que possam conversar sobre o ocorrido de forma saudável. Fácil esta atitude. Claro que não se fosse a humanidade seria outra, mas precisamos começar a praticar...
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Como ensinar a honestidade para as crianças?

Estava passeando em uma feira-livre quando vi a seguinte cena, que relato agora para vocês. Os personagens da cena eram uma mãe com um filho de aproximadamente 6 anos. Na hora que fizeram as compras em uma barraca o troco veio a mais. Imediatamente a mulher percebeu isto e devolveu o dinheiro que não era seu na frente da criança e ainda explicou para ela que quando fosse comprar algo tinha que observar se o troco estava corretamente, se faltasse teria que reclamar e se sobrasse teria que devolver.
Na hora perguntei para a mãe por que ela teve aquela atitude com a criança. Ela me explicou que seu marido vende peixes e que ela estava ensinando a criança a lidar com o dinheiro porque iria dar continuidade aos negócios da família. Achei esta atitude tão sensata e bonita por parte desta senhora que até dei os parabéns a ela.
Ela estava ensinando a atitude da honestidade, muito mais nobre hoje em dia, quando vivemos num país onde alguns querem comer os outros vivos e ser esperto e sempre levar vantagem. No meu conceito, a honestidade é uma virtude que também precisa ser ensinada, faz parte da índole do ser humano. Ou se é honesto ou não é, ou se ensina pelo exemplo ou não se ensina...
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brinquedos são para ser usados e não guardados como enfeite

Às vezes visito algumas famílias e quando chego ao quarto das crianças vejo prateleiras de brinquedos quase intactos. Sempre que posso, longe dos adultos pergunto para as crianças por que aqueles brinquedos estão tão novinhos na prateleira. E as respostas são sempre as mesmas : “minha mãe ou meu pai não deixam que eu brinque para não estragar.”
Fico indignada com isto, mas como não tenho o direito de me intrometer na vida das outras pessoas fico quieta e sempre penso que isto serve para que eu descreva para vocês o fato e possamos juntos analisá-lo.
Brinquedos são feitos para brincar. Ensinar a brincar, a guardar também faz parte da educação dos pequenos. Mas privar de usar somente por que pode sujar, rasgar ou quebrar; na minha visão não é o mais correto. O problema está que muitas vezes os adultos não ensinam a guardar e exigem que as crianças assim o façam. Cobrar sem ensinar não é educar, é adestrar. Pensem nisto...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Memória x Raciocínio

No meu doutorado estudei sobre as tendências de educação que perpassam o ideário dos professores e pais, e neste estudo cheguei à conclusão que dentro da sala de aula/referência não existe uma única concepção de ensinar. Mas por que escrevo-lhes isto aqui? Por que, pais, vocês precisam se atentar as teorias que perpassam as instituições em que estão matriculados seus filhos.
A concepção de ensino tradicional enfatiza o uso da memória; já a construtivista o raciocínio. Vamos às reflexões. Vivemos sem memória ou sem raciocínio; ou precisamos das duas para viver?
No meu conceito de mundo precisamos das duas, memorizamos nosso nome, endereço, etc. E precisamos raciocinar sobre questões que envolvem nosso dia a dia. Neste sentido por que algumas instituições de ensino ainda se colocam em posições desta ou daquela tendência. Isto, no meu conceito, não é correto. 
Na educação existem “guetos” desta ou daquela tendência de ensino como se fossem objetos separados, e não são. Rever isto não é tarefa fácil, mas necessária para os dias atuais. Educação não é isto ou aquilo. A criança não é deste ou daquela teoria, ela é um ser completo, integral e integrado, que precisa de todas as teorias para ser um adulto de sucesso. A criança é um ser complexo que tem um corpo, uma mente e que vive cercada de pessoas. E que nestas relações se constrói e reconstrói dia a dia.

domingo, 26 de agosto de 2012

Gritar não gera atenção

Muitos pais e professores para obter atenção das crianças gritam com elas achando que com esta atitude elas irão parar o que estão falando e fazendo, e irão prestar atenção nos adultos. Meus leitores, isto é puro engano, as crianças podem até escutar, mas não ouvir.
Gritar gera mais tensão e não atenção são situações diferentes. Podemos bloquear nossas mentes para a aprendizagem em um ambiente de tensão. Gritar, xingar, falar mais alto nunca foi e nunca será educativo, pelo contrário.
Atenção também tem que ser ensinada. Quando as crianças solicitam vocês para alguma coisa e estão ocupados, o que fazem? Largam tudo e dão atenção a elas ou simplesmente ignoram e dizem: “Depois eu vejo isto, agora eu não posso, estou lavando roupa, fazendo comida, sei lá...”
Quando vocês não dão atenção às crianças ao serem solicitados, elas também não darão atenção a vocês quando estiverem ocupadas com algo que lhes seja significativo. E se responderem “agora eu não posso, estou ocupada”, aprenderam com vocês, que dão esta resposta. Tudo na vida é aprendizagem, positiva ou negativa. Não adianta reclamar, ficar irritado consigo mesmo diante desta reflexão; revejam suas atitudes...

sábado, 25 de agosto de 2012

Eu acredito em você...

Frase bonita escolhida como título, mas pouco usada por pais e professores, sabem por quê? Já ouvi uma professora dizer assim: Se elogio muito a criança perde o estímulo e não quer mais se esforçar e a aprendizagem depende de esforço mental.
 Sim, concordo que a aprendizagem depende de esforço mental, mas não elogiar ou até mesmo não dizer à criança que você confia e acredita nela é judiação. Mais do que isto, na minha concepção isto é pura maldade, não que a professora queira o mal para seu aluno, não é isto, mas, talvez, nem ela mesma tenha consciência do que faz. Se nós adultos precisamos de incentivo, de afeto, de carinho e de aceitação quando estamos vivendo algo a ser superado, por que as crianças, que ainda estão em formação integral e integrada, não vão precisar? É justamente o contrário, são nestes momentos que elas precisam de apoio psicológico para poder avançar no seu conhecimento de mundo.
 As crianças precisam ser incentivadas a crescer cada dia mais, a aprender cada dia mais, porém,  fica aqui o alerta para quem está lendo este texto agora. Você também precisa pensar em seu crescimento pessoal e profissional a cada dia. Ou já se acomodou e acha que já sabe tudo e não precisa aprender mais nada, porque não vale a pena? Pense sobre você, que é  exemplo para as crianças.
Leo Buscaglia, autor do livro “Amor”,  diz que em sua família seus pais, na hora do jantar, perguntavam a cada filho o que eles tinham aprendido de novo naquele dia.  Isto ficou tão marcante em sua mente que, mesmo depois de adulto, quando ele não tinha consciência do que tinha aprendido naquele dia, ele buscava no dicionário aprender o significado de uma palavra nova, vejam que exemplo! Vida é movimento e não estagnação.  Não podemos esperar nada de ninguém, somos nós os responsáveis por nós mesmos, e para quem tem filhos ou é professor somos responsáveis pela formação das crianças.  Elas estão ávidas para aprender, pois suas cabeças não possuem preocupações que nós adultos temos, como pagar contas, lavar roupa, limpar a casa, fazer comida, etc. Incentive-os e elogie-os para que sempre tenham vontade de aprender...

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

“Nem sempre ganhando. Nem sempre perdendo. Mas, aprendendo a jogar” (Elis Regina)

Começo este texto citando um trecho da letra desta música, imortalizada na voz de Elis Regina, porque ela expressa o que quero refletir com vocês, pais e professores. Já pararam para pensar que quando as crianças participam de alguma competição tem sempre um ganhador e um perdedor? E que muitas vezes dizemos ao derrotado que o importante não é a vitória, mas sim, competir? Prestamos a devida atenção quando somente a mesma criança ganha e o outro sempre perde? Ensinamos a lidar com frustrações ou reforçamos o vencedor e ignoramos os sentimentos do perdedor?
Nem sempre ganhamos, nem sempre perdemos, mas esta aprendizagem, quando as crianças são pequenas, precisa ser muito bem trabalhada. Às vezes o perdedor não sabe montar estratégias e metas para vencer, portanto precisa aprender a jogar.  Mas nós adultos, pais e professores, ensinamos táticas para que, quando a criança for jogar de novo, possa melhorar o seu desempenho ou esperamos que ela aprenda sozinha com as derrotas? Quando perdemos uma competição precisamos analisar os nossos erros, como também os acertos de quem venceu.  Somente assim melhoramos nossa performance ou não, mas se ninguém os ajuda como irão, as crianças,  perceber estas atitudes em si e nos outros?
Pais e professores se quiserem que seus filhos e alunos sejam vencedores, ensine-os na vitória e nas derrotas... 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Processo X Produto na aprendizagem

Alguns teóricos da educação defendem que o processo de aprendizagem é mais importante do que o produto. Eu penso que ambos - processo e produto - são relevantes para a aprendizagem das crianças. Nem ênfase só em um ou em outro, como se fossem universos separáveis, pois não são. Sabe aquele ditado popular “nem ao céu e nem a terra” vale para ilustrar o que estou querendo dizer, pois tudo na vida exige um processo e a consequência é um produto.
Se fizermos uma receita culinária, existe o processo de fazê-la e um resultado. Se vemos um prato sendo servido por alguém com decoração, apresentável de maneira caprichada, nosso paladar ficará estimulado pela visão. Quando apreciamos o prato percebemos se o que foi servido estava bom ou não. Ao degustar verificamos o resultado do processo ocorrido no preparo do prato.
Então, neste sentido tanto processo quanto produto são fundamentais. O mesmo acontece na aprendizagem, processo e produto caminham juntos para o sucesso ou fracasso. A meu ver  ambos são valiosos; eficácia e eficiência sempre em todos os momentos no ensino e aprendizagem. Embora as crianças pequenas não devam ser exigidas para fazerem produtos perfeitos, não é isto, mas precisa ser ensinado e valorizado todo o processo e o resultado dele.
Pais e professores ensinem educando e valorizando ambas as situações, todo o processo como também o produto, e se algo der errado no meio do caminho; analisem o porquê deu errado junto com as crianças. Levantem hipóteses, tirem conclusões; isto é estimular o pensamento científico.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quantidade de material escolar exigido pelas instituições de ensino

Fui questionada por uma mãe nas redes sociais sobre a quantidade de material exigido por uma escola de educação infantil, no caso em especifico uma instituição particular. Esta instituição opta em não pedir todo o material no começo do ano letivo, mas sim por semestre. A mãe me perguntou se não era fora da realidade uma criança de 5 anos levar 500 folhas de sulfite para 4 meses de aula, e outros requisitos que a quantidade era realmente absurda. 
Ela me questionou se as professoras e a escola no começo do semestre quando fazem seu planejamento já não sabem o que irão fazer em datas comemorativas etc; assim o material pedido seria especifico e não genérico; afinal, material escolar não é remédio.
Bem professores e pais, este assunto realmente precisa ser revisto, afinal vivemos em um mundo tão consumista e os materiais não são baratos. É necessário sim repensar com antecedência o que será usado pelas crianças e quem sabe fazer lista diversificada e não única.
 Por exemplo: para algumas crianças pedem papel crepom vermelho, para outras verde, e assim sucessivamente. Isto seria mais correto, por que uma lista diversificada fica mais barata para o pai, principalmente por ele já ter pago a escola particular e não fica como obrigação bancar papéis, por exemplo, para a secretaria.
Pensem nisto juntos: o custo de vida das famílias, hoje, com crianças pequenas nas instituições não está fácil; para não perderem alunos este rodízio proposto com coerência seria uma saída.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pais o que conversar com as crianças?

Uma mãe me perguntou: - O que devo conversar com meus filhos?
Eu respondi : - Sobre tudo
Então vamos entender o que é este tudo. Conversar com a criança sobre você, sua história de vida, suas dificuldades e facilidades, tristezas e alegrias, seus sonhos e aventuras, fracassos e sucessos, gostos e preferências, estilo de vida, enfim sobre tudo. Contar do que brincava quando era criança, das pessoas com quem gostava de conviver na infância, dos presentes que ganhou ou não, dos aniversários que se passaram; enfim, contar sobre você, pai e mãe.
Isto é criar laços, é penetrar na vida um do outro, deixar se conhecer. As crianças precisam aprender as experiências para sobreviver. A formação de sua personalidade dependem do quanto os pais se deixam conhecer, afinal eles também fazem parte desta história. Os vínculos determinam a qualidade da relação para a vida toda.
Não tenham medo de serem ridículos, o que precisam é serem verdadeiros consigo e com as crianças; elas percebem quando estão sendo honestos. Aposto que será interessante e um dia divertido, onde os laços irão sendo firmados eternamente. Educar também é penetrar na vida um do outro... Reflitam sobre isto...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Críticas sem reflexão, não funcionam na relação entre crianças e adultos

Estamos acostumados culturalmente a criticar, ou melhor, a julgar os comportamentos, principalmente daqueles que parecem serem mais frágeis diante de nós. Falamos tanto em educação que precisamos formar pessoas críticas, mas sabemos de fato o que isto significa?
Segundo o dicionário da web (http://www.dicionarioweb.com.br/critica.html) 1 Apreciação minuciosa. 2 Apreciação desfavorável. 3 Censura, maledicência. 4 Discussão para elucidar fatos e textos. Só copiei estas partes, que nos interessa agora, mas no site vocês poderão verificar que existem mais definições sobre critica.
O questionamento que faço aqui é quanto à apreciação minuciosa e muitas vezes desfavorável que fazemos uns dos outros, e em que medida isso contribui ou ajuda na formação de uma criança que ainda está em formação de valores, de corpo e mente.   Diante de um erro não seria melhor conversar, refletir  e ensinar a criança a pensar em vez de criticar sem propósito? Quando se faz uma crítica sem se refletir sobre o que se está criticando, isso faz com que as crianças, muitas vezes, falem assim em algumas situações: “vai começar a ladainha tudo de novo”, mas o que elas querem dizer com isto é que não entenderam o porquê da crítica. Outra coisa, para alguém criticar alguém, tem que ser 100% certo em relação ao que esta criticando, e eu não conheço ninguém perfeito.
Ninguém educa  na base da crítica sem reflexão, e mais do que isto, todos nós precisamos de aceitação, quer sejam por nossos acertos ou  nossas falhas. Repensem as suas atitudes para depois pensar em dizer algo sobre alguém...

domingo, 19 de agosto de 2012

Volta às aulas...

No primeiro dia de retorno das crianças na instituição de ensino, quase sempre as professoras fazem a seguinte pergunta:
- Como foram de férias? Onde passearam e viajaram? Depois da conversa inicial, algumas pedem para que as crianças desenhem sobre suas férias, outras quando as crianças já sabem escrever pedem para que elas façam uma redação.
Preciso que reflitam sobre este procedimento, nem sempre todas as crianças puderam passear ou viajar neste período. Nem todas puderam comer coisas diferentes por que não tinham. Então, professores, por favor, evitem tocar neste assunto para não constranger e nem causar nenhum estigma e preconceito àqueles que por algum motivo não tiveram oportunidades de viajar nas férias.
O melhor a fazer neste dia é conversar sobre o que irão estudar, como vão estudar daqui para frente; se as crianças tocarem no assunto de férias entre elas, deixe que os comentários assim aconteçam, mas você incentivar isto nunca. Um bom professor não deve promover preconceitos e/ou estigmas, e sim aprendizagens positivas na vida das crianças...

sábado, 18 de agosto de 2012

Poesias para crianças...


Poesia é uma arte que possui uma linguagem que, muitas vezes, pode nos levar ao mundo da sensibilidade. O poeta, assim como o pintor e o fotógrafo, revela em suas obras a essência do seu ser.

Como arte, também precisa ser ensinada e valorizada. Existem poesias infantis lindas, que podem ser recitadas pelo adulto. Quando as crianças ainda não sabem ler, o adulto lê ou até mesmo recita verso por verso para que as crianças conheçam e compreendam cada parte da poesia.

Dramatizar em forma de jogral ou até mesmo encenar teatro. Pode-se utilizar para isto o corpo, fantoches e/ou deboches; são dicas importantes para que as crianças aprendam e entendam a valorizar esse tipo de gênero textual.

Contemplar a beleza dos versos contidos em uma poesia é também educar para a sensibilidade. Termino este texto com uma poesia infantil de Cecília Meireles para crianças:

Passarinho no Sapé

O P tem papo
O P tem pé
É o p que pia?
( Piu! )


Quem é ?
O P não pia.
O P não é.
O P só tem papo e pé.


Será o sapo?
O sapo não é.
(piu! )


É o passarinho
Que fez o ninho
No sapé.


Pio com papo
Pio com pé
Piu - piu- piu:
Passarinho
Passarinho no sapé.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Contemplar o belo diante da vida...

Com a tecnologia existente no mundo atual as crianças estão deixando de vivenciar momentos importantes que dizem respeito ao exercício da contemplação. Elas estão mais preocupadas  com o que está acontecendo nas redes sociais, quem está se tornando celebridade instantânea; querem imitar os esportistas famosos e os artistas param conquistarem fama e aplausos imediatos, esquecendo que ninguém chega ao topo e permanece nele se não está preparado para isto psicologicamente.
A evolução tecnológica é irreversível, a cada dia novos aparatos surgem no mundo, enquanto a evolução humana não caminha na mesma velocidade. Alguns conceitos e valores precisam ser revistos, um deles é o exercício de contemplação de coisas simples que a vida nos oferece de graça, como o nascer e o pôr do sol, o perfume de flores, o canto dos pássaros, o barulho da água, o vento no rosto e nos cabelos, enfim , contemplar as coisas simples da vida.
Algumas crianças podem dizer que isto é chato e é coisa de velho, mas insistam. A vida passa tão depressa e às vezes só nos damos conta destas belezas quando passamos por alguma situação de sofrimento ou de doença, à beira da morte. As crianças passam horas e horas na frente dos computadores e para elas hoje o interessante é ver nas redes sociais o que fulano e beltrano estão postando sobre a vida uns dos outros, ou seja, fuxicar sobre a vida alheia.
Ensinar e educar a contemplar as coisas simples e belas da vida precisam fazer parte do cotidiano das famílias e das instituições de ensino. Quando contemplamos algo nossas mentes se enchem de imagens que nos acalmam e com isto nosso aprendizado é maior.
Experimentem primeiro vocês a contemplação. Vocês devem estar se perguntando que horas vão fazer isto.  Não precisa de hora especifica.  Eu estava em um avião outro dia e vi o nascer do sol lá de, fiquei maravilhada, enquanto reparei que algumas pessoas fecharam as janelas porque a claridade estava batendo nelas. A vida é feita de escolhas, eu comecei a agradecer o fato de enxergar direito e poder estar ali para ver aquela beleza que me encheu os olhos de lágrimas.  Pensei imediatamente que uma pessoa cega teria um prazer inesquecível de estar ali, no meu lugar, naquele momento. E mais, foi um espetáculo de graça, o nascer do sol não me pediu nada em troca e me ofereceu uma alegria imensa, fez valer o meu dia. Reflitam sobre isto e façam suas escolhas, passar pela vida superficialmente ou contemplar a admirar o que ela nos dá sem cobranças...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não faz assim não, papai e mamãe ficam tristes...

A frase citada acima foi ouvida por mim em um shopping na cidade de Campinas (SP). Vou contar a cena para vocês. A criança queria comer, dizia o tempo todo que estava com fome; ela puxa a mão da mãe em direção à praça de alimentação; o pai diz: “vamos primeiro na loja de celular”.
A criança insiste: “Estou com fome, com muita fome, quero comer!”
Nesta altura, vocês já podem imaginar que a cena não era tão branda assim. A criança já estava gritando, fazendo birra em plena entrada do shopping. Eu fiquei observando até onde o pai e a mãe cederiam ou não à vontade da criança naquele momento.  A irmã mais velha dizia: “Não faz assim não, o papai e a mamãe ficam tristes com você, espera mais um pouco, já vamos comer”.
Mas a criança insistia e puxava a mão da mãe. Bem, para encurtar a conversa e o texto: eles cederam e levaram a criança para comer. Como sou curiosa, fui, sem que eles percebessem, também comer perto deles, e não é que verifiquei que a criança estava com fome mesmo! E não era birra como pensei no começo.
Reflexões... Sentir fome não é bom para ninguém, ainda mais para uma criança. Que falta de atenção e observação dos pais! Eles deveriam saber a que horas a criança se alimentou ou não e com isto poderiam ter evitado a cena constrangedora em um lugar público, na frente de outras pessoas.
Pais, prestem mais atenção na rotina da criança. Ela, por exemplo, estava realmente com fome. Se a criança está com sede, com fome, com vontade de ir ao banheiro etc. pode sim ter reações de agressividade para satisfazer suas necessidades básicas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Não somos perfeitos; então por que exigir perfeição das crianças?

Perfeição, palavra bonita, mas no meu conceito irreal, pois nada e nem ninguém é perfeito. Estamos todos em um processo de evolução e para isto aprendendo a cada dia; então; por que exigir perfeição das crianças, ainda mais quando elas ainda estão em processo de formação integral e integrado?
Vejo muitas vezes algumas cenas em casa ou em instituições de ensino que geram motivos de análise. Vou-lhes contar apenas uma. Uma criança derruba o copo da mão e a família briga, xinga, quando não bate. Mas ninguém pensa no tamanho da mão da criança e do copo que muitas vezes lhe dão. Ninguém pensa que todos nós podemos quebrar um copo um dia. Então, fico me questionando por que alguns adultos exigem das crianças algo que nem eles mesmos conseguem fazer? Na minha visão de mundo, é exigir do outro aquilo que nem eu sou.
Refletir sobre os nossos próprios atos enquanto adultos ajuda a sermos mais compreensivos e menos exigentes com os pequenos. Não exija do outro aquilo que nem você pode dar, é uma frase comum, mas com certeza é o melhor a fazer. 

ENTREVISTA Jornal TodoDia - http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=707069

Nota no Ideb cai em oito cidades
Índice avalia as redes de ensino público e privada e leva em conta quesitos como aprovação
THIAGO ROVÊDO - CAMPINAS

Arquivo | TodoDia Imagem
Alunos em sala de aula na região; cidades com queda na nota no Ideb representam 42% do total
A nota para o ensino das séries iniciais (1ª a 4º) da rede pública da RMC (Região Metropolitana de Campinas) caiu em 42% das cidades da região. Segundo estatísticas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) ontem, dos 19 municípios da região, oito tiveram suas notas diminuídas, enquanto dez aumentaram a média de avaliação. Somente Monte Mor manteve o mesmo indicador. O Ideb é um indicador do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) que avalia as redes de ensino pública e privada. Para fazer a avaliação, leva-se em conta quesitos do rendimento escolar, como taxas de aprovação, reprovação e abandono, além do resultado na Prova Brasil, que avalia o desempenho dos alunos em português e matemática. Entre as cidades que registraram queda, (confira o quadro abaixo), Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Itatiba, Paulínia e Santo Antônio de Posse ficaram abaixo até da média estadual, que é de 5,6. Das cidades que tiveram aumento, apenas Campinas está atrás do Estado. Monte Mor, que manteve a colocação, também não atingiu a média estadual. Análise “Como a variação é bem pequena de uma cidade para outra, há várias hipóteses que podem contribuir para isso. Por exemplo, pode ser que faltou capacitação profissional”, afirmou Vanda Minini, doutora em Educação: Psicologia da Educação pela Puc (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Ela ressaltou, porém, que a opinião é “apenas hipótese”, já que “”tem que ser feita uma pesquisa na região para entender melhor” o caso. De acordo com a especialista, a falta de atenção dos alunos na metodologia de ensino tradicional também pode ter influenciado. “As crianças hoje obtém muitas informações e conhecimentos em Ipoid, Iphone, computadores e Interent. O nivel de atenção em sala, quando se trata de uma metodologia tradicional, pode ter influenciado nas respostas dos alunos, por que eles não estão prestando atenção no professor e sim no que esta acontecendo no mundo virtual”, comentou.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

De quem é a responsabilidade de desfraldar a criança pequena: da família ou da instituição de ensino infantil?

A pergunta acima foi um questionamento enviado a mim pelas redes sociais e escrevo-lhes por que me causou certo espanto. Parece óbvio que as crianças precisam ser desfraldadas tanto em casa quanto na instituição. Neste período não adianta os pais em casa desfraldarem a criança e na instituição não, e vice versa. Este processo precisa ocorrer em sintonia. Pais e professores precisam conversar sobre a prática e juntos terem os mesmos procedimentos para que as crianças se sintam seguras e confortáveis, sem pressão.

Paciência e conversa com os pequenos são relevantes neste período. Não ridicularize, não castiguem ou ameacem as crianças, pelo contrário, incentive-as, mostre, explique e fale quantas vezes forem necessárias, para que a criança passe por esta fase com tranquilidade e equilibrio psicológico.  

Esta é apenas mais uma etapa da vida das crianças. Muitas dúvidas podem surgir, como: Qual é a idade certa para desfraldar uma criança? O auxílio de um pediatra aqui é muito importante no acompanhamento saudável da criança, mas vamos a resposta. Alguns estudos apontam que não existe uma idade correta, pois cada criança tem um tempo, embora eles também apontem que o ideal seja a partir de dois anos de idade por conta dos esfíncteres. Mas que fique bem claro: não é uma regra. Este assunto poderia ser um tema a ser discutido na reunião de pais, trazer um especilaista para orientar o processo também parece ser fundamental.

 Ah! Lembrei-me de algo importante! Geralmente nas instituições de educação infantil os vasos sanitários são pequenos, mas em casa não; então se os pais não usarem aqueles penicos com formatos de bichinhos ou um assento adaptável ao vaso sanitário do adulto, por favor, tomem muito cuidado com as crianças se elas forem utilizar o vaso sanitário do adulto sem proteção. Conheço casos de crianças que se machucaram muito por que escorregaram e ficaram entaladas dentro do vaso; não descuidem um minuto, pois em um período de bobeira pode acontecer muita coisa.




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mestre-cuca: culinária para crianças

Tanto nas instituições de ensino quanto na família, as crianças podem e devem vivenciar a prática da culinária. É tão gostoso fazer biscoitos, brigadeiros, pães com os pequenos. Ah! A sujeira faz parte desta situação e limpar tudo depois que fez a receita também integra a educação, ih! Rimou...
Mas preciso alertá-los de um fator importante: muitas vezes nós, adultos, sabemos a receita de como fazer um brigadeiro, por exemplo, e sem perceber vamos separando os ingredientes. Até deixamos as crianças  mexerem, enrolar e passar no granulado, só que quando as crianças são pequenas seria necessário que os adultos tivessem como hábito mostrar a receita escrita para as crianças. Lerem com elas antes de separar os ingredientes. Depois, separe o que é necessário e continue lendo o passo a passo da receita; vá adicionando os ingredientes e lendo. Depois de pronto é só experimentar o que foi feito.
Por que esta atitude é necessária? Para que a criança perceba que a receita culinária é um gênero textual, e também perceba que o quee stá escrito está senod realizado passo a passo. Isto não é alfabetizar na educação infantil, mas sim evidenciar o uso prático da escrita.
Pais e professores, experimentem fazer culinária com os pequenos. eles adoram e será mais uma situação de divertimento e ensino; vivenciem... 

domingo, 12 de agosto de 2012

Infância saudável: pessoas especiais

Eu e a Tia Cida... Te amo!
Depois de 17 anos sem ver uma das pessoas mais importantes da minha vida, que cuidou de mim quando bebê, revi com o maior carinho minha tia. Esta pessoa foi, na minha infância, alguém muito importante, mas que o destino, por algumas razões, nos separou. Reencontrá-la foi uma emoção incrível, uma felicidade sentida por todos.  O tempo e a distância, quando realmente o sentimento é verdadeiro, em nada nos afeta e nos afasta.
Foi numa tarde de domingo com muitas risadas, conversas, fatos relembrados, alguns tristes outros divertidos. Parecia que eu estava diante daquela mesma pessoa da minha infância, que nos mimava, educava, cuidava e, acima de tudo, nos amava de fato. Esse amor foi maior que o tempo que passamos separadas.
Escrevo este texto para que todos possam refletir sobre a importância de sermos bons exemplos na vida uns dos outros dentro da família. Mesmo depois de muito tempo e de estar afastados uns dos outros, o mais importante perdurou em nossas vidas.  As lembranças saudáveis jamais serão apagadas com o tempo, pelo contrário tornam-se mais fortes. E confesso, é muito bom saber que esta pessoa existe na minha vida; seria muito bom que todas as crianças pudessem ter alguém especial assim, para poderem se lembrar, depois, do que passaram, com muita alegria, mas principalmente com exemplos positivos que contribuem para nossa auto-estima. Muito obrigada tia Cida, por ser este exemplo em minha vida!

sábado, 11 de agosto de 2012

Emoção à flor da pele...

Nós adultos vivemos hoje em um mundo tão instantâneo, imediatista, competitivo, em que temos que cumprir tarefas no ambiente de trabalho e social, que exigem que nós tenhamos calma e equilíbrio, mostrando que sabemos controlar a emoção e a razão.

Mas por conta da pressão exercida neste cotidiano, que é cruel e selvagem muitas vezes, os adultos deixam prevalecer a raiva e a emoção quando chegam em casa. Atos indelicados, grosseiros, violência física e verbal acontecem com os que mais amam. As crianças veem estas cenas e as modelam, isto pode vir a repercutir com os amigos e/ou professores nas instituições de ensino. Professores, o que fazer diante desta situação?

Professores: quando perceberem alguma alteração de comportamento dos pequenos quanto à agressividade física e/ou verbal com outros, incentive a conversa, o pedir desculpas; são estas ações que farão a diferença, já que em casa muitas crianças podem não ter referência dos pais.

Ensinem a boa convivência e a pensar sobre os atos praticados. Dialogar sobre um conflito também é importante para que as crianças tomem consciência dos atos realizados. Mas lembre-se: isto não se dá de um dia para a noite.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

0,1,2,3,4,5,.... Cartazes com números

Muitas instituições infantis, assim como adotam o alfabeto pendurado nas paredes das salas de aula/referência também colocam em outra parte os numerais. Não irei discutir se este procedimento está certo ou errado, se estão ou não antecipando o currículo do ensino fundamental. Concepção de ensino em minha opinião não se discute apenas adota-se ou não.
Mas preciso alertar os professores e pais para alguns detalhes importantes sobre a aprendizagem dos números por parte das crianças pequenas. Em minhas visitas por algumas instituições de educação infantil vejo somente os números de 1 a 9 pregados em cartazes nas paredes das salas.  Bem, isto não é o procedimento mais acertado no ensino dos números. Façam assim: coloquem o símbolo numérico (1), a quantidade correspondente e também a escrita do número (um). Coloquem a escrita do número de uma cor, os símbolos numéricos de outra e desenhos e/ou figuras iguais que correspondem àquela quantidade. Por exemplo, se usar a figura de uma bola, use a mesma figura variando a quantidade (no número 1 terá apenas uma bola, no 2 duas e assim sucessivamente). Nunca façam uma flor, dois carrinhos, três bolas, porque as crianças podem se confundir, mas cuidado também para fazer a figura ficar embaixo do número correspondente.
O ideal são pequenos cartazes com a escrita do número, o símbolo e a quantidade separados. A criança precisa de todos estes referenciais para aprenderem números.  Às vezes elas confundem tudo por que nós adultos dificultamos em vez de ajudar.  Quando ensinamos as crianças a contarem verbalmente de 1 até 10,  dizemos  parabéns!,  você já sabe número.  Mas quando pedimos a elas para que expressem quantos dedos temos em uma mão, elas não sabem, porque não aprenderam a correspondência de números com quantidade, e quem faz isto somos nós, adultos.  Pensem nisto...  

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Criando vínculos: positivos ou negativos nas relações com os filhos e alunos

As crianças pequenas tem nos pais e nos professores os modelos de comportamentos que vão sendo incorporados às suas mentes de forma a ir construindo uma relação, quer seja de afeto e respeito, ou de desafeto e desrespeito. Tudo depende de como estas imagens são formadas.
Cuidado, pais e professores, em falar eu te amo, e depois serem intolerantes, agressivos, imparciais e/ou dissimulados. As crianças percebem tudo. Como suas mentes são desprovidas de preocupações elas estão sempre atentas a tudo o que está acontecendo a sua volta. O que muitos de nós adultos não percebemos elas captam com os seus sentidos (radares) com uma rapidez impressionante.
Tudo o que eles registram não será apagado de sua memória, e isto pode vir a se tornar problema na vida adulta.  Portanto, sejam amigos, companheiros, parceiros.  Isto estabelece uma relação de trocas intensas sem medos, mas de cumplicidade. Fácil falar, difícil é a convivência no dia a dia.  Não falei que seria fácil conviver com outro ser humano com ideias, pensamentos, sentimentos, emoções diferentes de você.  Não é tarefa fácil, mas quando existe consciência de que um sempre quer o melhor para o outro a relação se torna mais fácil.
Qual é o caminho a seguir para se conseguir esta relação positiva? Muito diálogo; não monólogo, e sim diálogo.  Cada um tem que expor suas ideias e juntos chegarem a um consenso. Mas este consenso não pode ferir nem um e nem o outro.  Ceder em algumas situações também é mostrar aos filhos que nem tudo pode ser ferro e fogo sempre. Isto também tem que ser aprendido, mas se não dermos oportunidades para que eles vejam em vocês adultos atitudes como tolerância, maleabilidade, como terão estas atitudes quando precisarem na vida adulta? Nunca se esqueçam de que somos os modelos para a nova geração, que não precisa de informações, porque estas elas adquirem por meio da tecnologia, eles precisam ser compreendidos e educados criando vínculos positivos.  

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

As crianças possuem amigos imaginários quando pequenas?

Esta pergunta me foi enviada por um pai pelas redes sociais e quero aqui explicar por meio da psicologia o assunto sobre amigos imaginários. Não é uma regra, mas estudos apontam que a maioria das crianças entre 3 e 5 anos de idade possuem um amigo imaginário.
 Elas utilizam deste recurso para entender e elaborar os sentimentos de alegria e tristeza que imperam nesta idade. Também para assimilar determinadas situações, principalmente as mais conflituosas como o medo, a frustração, a angústia, a raiva e a preocupação. As crianças interagem com este amigo como se ele fosse real, dá vida, nome, conversa, brinca com ele. Enfim, ele acaba fazendo parte do seu dia a dia.
Essa imaginação pode ser desencadeada quando a criança passa por mudanças de hábitos ou situações muito estressantes, como a separação do casal, a chegada de um irmãozinho, morte de alguém querido, mudança de endereço, há sempre algum motivo. Como elas temem algum motivo ou não sabem lidar com novas situações criam este amigo imaginário, e por meio do faz-de-conta eliminam estas tensões.
Vocês, pais e professores, precisam ficar atentos quanto ao bem estar da criança.  Este amigo não pode jamais servir como fator de ameaça e vocês não devem reforçar isto, pois as crianças sabem que isto não passa de uma brincadeira criada por elas. O adulto deve participar  quando solicitado pela criança. Ela não pode utilizar somente este recurso como parte de suas brincadeiras no dia a dia,  também precisa se socializar com crianças reais. Quando a criança vai ficando mais velha esta brincadeira vai sendo descartada, e se por volta dos seis anos de idade, se ela ainda utilizá-la procurem a ajuda de um especialista.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brincar com argila...

Experimentar, explorar e brincar com argila é uma vivência muito importante e rica para os pequenos.  Deixar as crianças modelarem ou até mesmo pisarem sobre a argila molhada são necessárias para estimular o prazer sensorial que o material proporciona.
Muitos pais e/ou professores evitam fazer esta experiência, por causa da sujeira; já disse isto no texto de brincar com areia, mas repito aqui sujeira se limpa, experiências não. Brinquem juntos, permita-se sujar, vocês poderão vivenciar experiências únicas de convivência que poderão ser guardadas para sempre na memória das crianças como um momento de prazer, de companheirismo.
Para brincar com argila forneça alguns palitos de sorvete, palitos de churrasco sem ponta, facas plásticas, potes com água, bonecos, carrinhos e animais de plástico. Deixem que a imaginação e a fantasia rolem soltas, não se preocupem com o resultado. Simplesmente brinquem e passem momentos agradáveis de pura diversão.
No final deixem suas peças secarem e se quiserem poderão pintá-las em outro momento. Mão na massa e pintem o “sete”.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pintando o “sete” na parede de azulejos...

Lembrei-me desta parede que tínhamos em uma escola de educação infantil municipal onde trabalhei. As crianças adoravam, era uma parede recoberta por azulejos brancos que ficava do lado de fora da construção.
Cabiam meus 20 alunos na época e ainda sobrava espaço. Pois bem, como a instituição era grande, com vários grupos de crianças, havia um rodízio feito pela direção, para que todos pudessem usufruir deste lugar com organização e planejamento.
Levávamos potes de guache com muitas cores, bandejas de plástico, pincéis, esponjas de vários tamanhos e formatos, espátulas de pintura. Tudo para que as crianças pudessem exercitar sua imaginação e criatividade à vontade.
 Era um momento de pura diversão e alegria, as crianças vestiam camisetas velha para  poderem pintar sem a preocupação de  sujar a roupa. Às vezes elas combinavam que queriam fazer um desenho todas juntas, outras vezes dividiam aquele espaço entre si e cada uma fazia o seu próprio desenho. Deixávamos secando...
Fazíamos visitas de uma turma para outra, era a nossa exposição de artes.  A parede era lavada de 3 em 3 dias, e assim todos usavam com organização aquele espaço comum. Se puderem façam isto em suas instituições, as crianças vão adorar, com certeza. Pais se puderem façam isso em casa também, é uma experiência maravilhosa. Deixem as crianças soltarem a imaginação e pintarem o “sete” uma vez na vida.  A infância é um período que passa muito rápido e por isto deve ser estimulada e vivenciada de forma intensa.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ser professor(a) de crianças de zero a três anos

Bem, este é um assunto muito delicado, mas vamos lá. Hoje, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº. 9394/96), para atuar na Educação Infantil com crianças de zero a três anos, é necessário formação superior  em Pedagogia. Vocês devem estar se questionando:  o que isto tem a ver com o título do texto?
Muitos alunos do curso de Pedagogia, quando ainda estão em formação, afirmam assim: - Professora eu não vou me formar para limpar bumbum de filhos dos outros.  Fico com dó das crianças que possivelmente passarão pela mão de um desses alunos ou alunas, e sempre os indago. – Se vocês querem se formar para exercer a profissão de professor, lidando com crianças de zero a três anos, terão como função também trocar fraldas. Isto é “lei”.
Entendo que ser professor não é ser babá de criança, mas educar e cuidar são também zelar pelo bem estar físico das crianças. Isso é também um direito constituído; portanto, terá que ser respeitado. O que geralmente eu aconselho é: se o adulto tem aversão a trocar fraldas sujas de crianças, então deve procure trabalhar com crianças grandes. O que não é correto é a pessoa que sente nojo passar este sentimento para os pequenos. Isto pode causar uma série de problemas psicológicos e até mesmo físico nas crianças. Elas podem prender o xixi e o coco só para não precisar serem trocadas e este controle do esfíncter pode ser prejudicial.
Se tem nojo, por favor, procure não trabalhar com crianças pequenas, elas não possuem culpa. E lembre-se: você também já foi criança um dia. 

sábado, 4 de agosto de 2012

Responsabilidade e ética na formação integral e integrada das crianças

Já pensaram sobre a responsabilidade que nós, adultos (pais e professores), temos na formação integral e integrada das crianças? Para que elas se tornem serem adultos fortes, felizes e de sucesso?
Procurando a palavra responsabilidade no dicionário da web, encontrei a seguinte definição: “Obrigação de responder pelas ações próprias ou de outras”. Ou seja, enquanto pais e professores temos obrigações para com as nossas crianças. Quais seriam estas obrigações? Educar, ensinar, cuidar, estimular, interagir, brincar, impor limites, alimentar, vestir, enfim, poderia terminar o texto colocando as inúmeras obrigações, mas vamos em frente com as nossas reflexões.
A segunda parte do título remete a outra questão importante: a ética. Muito se tem discutido em congressos, seminários e simpósios sobre o que vem a ser ética. Bem, consultando o dicionário novamente encontrei a seguinte explicação: “Parte da filosofia que estuda os fenômenos da moral, conjunto de regras de conduta. Ética médica: conjunto dos problemas postos pela responsabilidade moral dos profissionais de saúde em relação aos pacientes”.
Fazendo a relação entre responsabilidade e ética na formação de uma criança, penso que é da obrigação da família e da instituição de ensino como um todo educar, ensinando os valores morais de nossa sociedade, e isto começa desde a mais tenra idade.
Estes conceitos parecem deturpados hoje em dia em nossa sociedade. Precisamos nos questionar da seguinte forma: O que queremos para as nossas crianças no presente e no futuro?
Mas, para isso, é necessário que os nossos valores sejam revistos. Pergunte a si mesmo: Quais são os meus valores?
Só podemos ensinar educando por meio do próprio exemplo. Pais e professores, repensem seus valores e tenham responsabilidade na formação de outro ser. Reflitam “sobre” e “nas”   ações com as crianças, criando situações que gerem bem estar físico, emocional e cognitivo para os pequenos. Pais e professores reflexivos, pesquisadores e co-construtores de si mesmos e das crianças que estão sob sua responsabilidade, este é o caminho para esta nova geração que está surgindo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Atenção, memória e raciocínio infantil

Tanto a atenção, quanto a memória e o raciocínio precisam ser desenvolvidos na criança pequena. São os adultos que as ensinam a se manterem atentas.  Ainda quando bebês os pais e professores orientam a atenção delas por meio de palavras.
Na primeira infância a atenção, a memória, a imaginação e o raciocínio são involuntários. Vygostky  é o autor pelo qual me guio para esta explicação.  Neste sentido a criança precisa de modelos e referências para orientar seu comportamento que, posteriormente, numa idade mais avançada, irá se internalizar, mas isto só acontecerá se for proporcionado às crianças experiências e vivências educativas.
Portanto, família e instituição de educação infantil são o alicerce das crianças no sentido de proporcionar estímulos variados para que estas funções cerebrais sejam desenvolvidas de maneira correta, para que, numa idade mais avançada,  elas possam exercer voluntariamente estes comportamentos.
Quando digo que família e escola têm que ser um complemento na educação das crianças e, mais do que isto, precisam estar em sintonia para que seja dado o mesmo tipo de educação para os pequenos, me refiro a relevância que vocês possuem na formação e no desenvolvimento dos alunos e filhos. Outro fator importantíssimo de alerta é o fato de que  babás e empregadas também precisam ser parceiras do mesmo tipo de educação para as crianças. Fico imaginando a confusão que pode existir na cabeça de uma criança sendo estimulada por diferentes pessoas e condutas.  Ela não saberá qual pessoa e o que seguir, por que não existirá um único modelo e referência. Portanto, pais, fiquem atentos na contratação de instituições de ensino e de babás e/ou empregadas para seus filhos  se quiserem realmente contribuir para a formação saudável deles.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Piquenique... Oba!

A hora do lanche nas instituições e mesmo na família é muito importante para que as crianças adquiram hábitos saudáveis.  Além de se alimentarem, também aprendem a convivência.
Alimentar-se em lugares diferentes do que aqueles do dia a dia, é algo diferente e pode proporcionar às crianças estímulos variados. Sei que em algumas instituições o lanche não é simplesmente um lanche, mas comida mesmo, como arroz, feijão, etc. Se for possível uma vez ou outra trocar a comida por algum lanche tentem fazer em local diferente. Não estou falando aqui em sair da instituição, se puderem seria ótimo, mas se isto não for viável vão até um lugar cimentado ou até mesmo de grama. Coloquem tapetes para as crianças se sentarem e usem toalhas de mesa para que o dia fique diferenciado.
Minhas alunas do Curso de Pedagogia fizeram um piquenique em uma instituição de ensino infantil e usaram diversas cangas coloridas, como toalha de mesa.  Ficou lindo e as crianças adoraram. Não precisa ser cangas, estou em uma cidade praiana onde esta vestimenta é comum, usem a imaginação e os materiais que possuem.
Vocês vão gostar muito e as crianças também de sair da rotina. Se puderem levem um som e coloquem músicas em volume baixo e que as crianças gostem. Tenho certeza de que elas vão querer repetir isto mais vezes. Não se preocupem se o suco cair, se as crianças não estão comendo da maneira correta, como elas estão acostumadas em outro local. O propósito é justamente este proporcionar momentos diferentes em nossas vidas isto nos causam prazer e alegria, já pensaram nisto?
Pais, façam piqueniques com seus filhos de vez em quando, deixem eles escolherem junto com vocês a comida que levarão para se alimentar, façam com que eles participem de toda a preparação e divirtam-se, afinal a vida é feita de momentos alegres e, principalmente, a felicidade se encontra em coisas simples como esta...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Série Talentos XI – Linguagem Natural

Natureza, somos parte dela. A humanidade destrói a sua própria moradia e agora, com a questão da sustentabilidade, parece que estamos tomando consciência de que se não repensarmos nossas ações neste mundo as futuras gerações  sofrerão as consequências  da desordem causada pelo próprio homem.
Se educarmos,  ensinando às crianças desde pequenas conceitos como: reciclar, renovar, reduzir, reutilizar, repensar e reaproveitar, estaremos formando pessoas conscientes da sua responsabilidade para a conservação do meio ambiente.
Mas sem esquecer que não devemos dizer às crianças que não se devem cortar as árvores se dentro da sala de aula (referência) temos atitudes não corretas. Por exemplo:  cascas de lápis deixadas fora do cesto de lixo. Para as crianças discurso e ação precisam andar juntos.  Elas percebem se nossas falas e ações são recíprocas ou não. Em casa a mesma coisa, falamos para as crianças preservarem o meio ambiente, mas desperdiçamos água, papel, comida, etc. O adulto é a referência da criança sempre, em todas as atitudes.  Se todos tivessem esta consciência com certeza nossa sociedade seria mais humana e com menos violência. O problema é que temos muitos adultos que não sabem ensinar e ainda cobram das crianças estas atitudes. Isto, na minha opinião, é ser contraditório e no lugar de educar confunde mais ainda a cabeça de quem ainda não está pronto para opinar por si próprio, pois está formando suas convicções de mundo.
Estimular experiências que “promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais” também faz parte das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (MEC/SEB, 2009, p. 4). 
 Pais e professores, reflitam sobre suas ações...