terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pede desculpas agora, anda...

Quem já não ouviu esta frase de algum adulto ou não falou isto para as crianças? Tanto em escolas quanto na família quando uma criança faz algo de errado, sempre exigimos que peçam desculpas.

Pedir desculpa não  é sinal de fraqueza. Todos nós erramos um dia. O problema está quando falamos isto para a criança; mas diante de um erro nosso não temos este comportamento diante das mesmas.

Pedir desculpa é  refazer nosso erro é ter coragem para aceitar que somos seres humanos, por isso passíveis de falhas. A criança percebe quando erramos e mais do que isto aprende com nossos erros e acertos, mas temos humildade para reconhecer os erros e refazer este comportamento?

Os filhos e alunos mostram com seu comportamento as falhas que nós, adultos, temos, mas vemos isto como aprendizado também para nós adultos e pedimos desculpas para elas, ou ignoramos nossos erros e valorizamos somente nossos acertos?

Muitas vezes sou enfática com vocês leitores, mas preciso que  acordem para os comportamentos que tomam diante das crianças pequenas.



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como ensinar as crianças assumirem as responsabilidades pelos seus atos?

Uma aluna do Curso de Pedagogia me contou um fato e perguntou o que a professora deveria fazer. Ela é estagiária em uma escola particular. Vamos à história relatada para que possamos analisar.
A menina tem 3 anos e estava brincando com uma boneca pequena (não posso colocar o nome da boneca aqui, mas todos devem saber, é uma boneca pequena de plástico onde as crianças trocam suas roupas e sapatos).  Bem, a garota destruiu a boneca.
Quando interrogada pela professora por que ela fez isto, a menina simplesmente respondeu assim: “Porque eu quis e eu posso destruir quantas bonecas eu quiser; eu sou rica. Meu pai é rico, eu posso comprar quantas bonecas eu quiser. Posso enfeitar essa sala de bonequinhas, até montar um painel na parede igual de aniversário com estas bonecas”.
Minha aluna ficou estarrecida e me perguntou: “Professora o que fazer nesta hora?”
Eu respondi: “Simples. Vocês conversaram com a mãe? Ela me respondeu que sim, mas a mãe não deu a mínima pelo fato.
O certo se a mãe tivesse consciência era pedir que a filha escolhesse o brinquedo que ela mais gosta e esse objeto deveria ir para a escola em troca do que ela quebrou. Algumas outras alunas me perguntaram: “Mas isto não é punição?” Minha resposta: De certa maneira sim, mas principalmente o ensinamento de responsabilidade com seus atos praticados são maiores. Conversar, explicar por que não deve se quebrar e sentir na pele a perda de algo que ela gostava é educar, é ensinar a assumir responsabilidades pelos atos cometidos. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Comunicado...


 
Olá Pessoal!
Em respeito aos meus seguidores, comunico que estou em atividade profissional na cidade de São Paulo até dia 10 de setembro, e por este motivo não irei postar textos.
Espero que todos compreendam.
Aproveitem e releiam alguns que julgam mais interessantes para vocês.
Obrigada e fiquem em paz!
Beijos...
Drª. Vanda Minini

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sua letra está horrível. Precisa melhorar isto. É só garrancho...

Já  ouviram isto quando criança ou falaram isto para alguma criança? Espero que não, mas é real. Eu já, pais e professores, verifiquei, isto e, coisa pior, ridicularizando a criança na frente de outras.

Vamos pensar e repensar. Em que essa atitude ajuda na mudança de comportamento da escrita de alguém? Em minha opinião, em nada; pelo contrário, pode até piorar. Por sentir raiva ou birra, a criança não faz melhor nunca mesmo.

Segundo alguns estudos,  a letra é algo pessoal e expressa a personalidade de cada um. Então por que se importar tanto como se escreve, se hoje redigimos mais em computadores do que em letra de mão?

Algumas situações precisam ser revistas pelos pais e professores. Se a criança entende o que está escrevendo o que importa se a letra é grande, pequena, torta, enfim... O importante é que ela consiga entender e ler o que escreve para poder estudar, só isto. Querer adestrar a forma e o tamanho da letra é também reprimir algo tão pessoal. Vale a pena?

A criança pode deixar de gostar de escrever de tanta cobrança, isto é bom? Já passamos da era que tudo tinha que ser do jeito que a professora colocava na lousa. Lembrou-me, agora, do cabeçalho que fazíamos em colégios na era da ditadura militar: cidade, data, nosso nome, como estava o dia (sol, nublado, com chuva). Copiando os anúncios que aparecem nas redes sociais, quem é desta época compartilhe. 

Para que tudo isto? Se hoje temos computadores, tablets, Ipod, Iphone, entre outros? Temos que rever esse conceito quanto à letra. Aposto que muitos de vocês se lembraram de situações vexatórias que passaram por causa da letra grande, malfeita, pequena demais, enfim... Pergunto-lhes: o que isto pode ter influenciado em vocês para serem o que são hoje? Pensem e deem a resposta para si mesmos...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Como ensinar as palavrinhas mágicas: com licença, por favor, obrigada?

Esta cena precisa ser contada a vocês. Uma professora diante de uma indelicadeza de uma criança disse a ela: - Esqueceu as palavrinhas mágicas? Com licença, por favor, e obrigada? Fale então: - A criança repete: com licença, por favor e obrigada tudo de uma só vez.  Eu estava do lado e percebi que a criança não tinha a menor consciência do que significavam aquelas palavrinhas mágicas e não sabia quando empregá-las.

A professora não percebeu que a criança nada tinha entendido quando e como usá-las. Por favor, quando forem ensinar algum comportamento para as crianças pequenas não façam dessa maneira por que para elas é abstrato; e mais do que isto, onde elas empregam cada situação se não for ensinado elas não saberão.

A maneira mais correta e fácil de ensiná-las é tendo esses comportamentos no seu dia a dia.  Neste sentido fica meu questionamento: Vocês falam com licença, por favor, e obrigada quando necessário?

Com licença, mas só  educamos pelo exemplo. Obrigada por estarem lendo os meus textos e refletindo sobre comportamentos que nós temos no cotidiano em nossas instituições e mesmo na família.

domingo, 2 de setembro de 2012

Educar e cuidar na “Era do Instantâneo”

Para educar e ensinar as crianças temos que estudar e aprender constantemente.  Tudo está mudando muito rápido, os conceitos, os valores, as tecnologias; enfim, a sociedade em geral. Rever e estudar nossas atitudes se faz necessário no tempo do fast food e da internet.
Sei que muitos pais se encontram perdidos diante desta evolução do mundo; não conseguem entender e acompanhar esta nova geração.  Aprender, se informar, adaptar-se a novas tecnologias, fazer parte do mundo virtual são algumas dicas. Aprenda com eles se for o caso. Esta atitude de mostrar a eles que existe diferença de idade, de conceitos, mas que você também está disposto a aprender com eles pode parecer absurdo para algumas pessoas que estão lendo este texto agora, mas posso garantir gera respeito, companheirismo e amizade.
Conversem com as crianças que quando vocês nasceram não existiam Ipod, Iphone. Viajem no túnel do tempo com eles, revejam alguns aparelhos que já não estão em uso; isto é mostrar como caminha e evolui a humanidade de uma maneira lúdica e prazerosa.
Vocês devem estar se perguntando: “Como vou mostrar minhas fraquezas diante do meu filho; eu sou o exemplo?” Quando vocês possuem estas atitudes estão sendo exemplos sim e mais do que isto estão sendo humanos.
“Mas será que eles não vão tirar “sarro” da minha cara?” A resposta é sim, se tiverem este comportamento com eles e não se mostrarem que não sabem algo não por ignorância, mas porque o tempo é outro.  Experimentem aprender com as crianças, isto é tão bom. Elas nos ensinam tanto, mostram nossos erros e acertos...
site de palestras: www.vandaminini.com.br

sábado, 1 de setembro de 2012

Cuidar de si mesmo... “Viver e não ter a vergonha de ser feliz” (Gonzaquinha)

Este é um dos itens importantes quando o assunto é ensinar as crianças pequenas para serem adultos seguros de si.  Hoje não vou falar sobre como cuidar dos pequenos, mas sim de como  vocês, pais e professores, cuidam de si mesmos.
Gostar de si e se respeitar é importante para viver bem o dia a dia de maneira saudável.  Não espere que os outros sintam por você aquilo que nem você sente. Cuide-se.  Se estiver com vontade de mudar o corte do cabelo, a cor mude. Se não está se sentindo bem com seu corpo, faça algo para mudar isso em você. O que não adianta é ficar se lamentando sem se mexer. Todo mundo promete começar o regime na segunda feira e para compensar, no domingo, se enche de comida.  Isto é gostar de si? É ter auto estima? Claro que não, e pior: Como quer ensinar as crianças a se cuidarem  se nem você se cuida. A vida é ação e reação. E os adultos são exemplos para as crianças.
Respeitar e saber o limite do que é bom ou ruim para você, gostar de si, não é esperar para que alguém faça algo em seu favor,  isso depende de você, querer mudar. Outras pessoas podem ajudar, mas a decisão e a escolha são suas. Vocês devem estar pensando assim:  falar é fácil, isto custa dinheiro e eu não tenho. Esta desculpa já não cola mais, ninguém vai te valorizar se você não fizer isto primeiro para você.  Mude aos poucos, veja se gostou da mudança, se não gostou, refaça-a novamente.  Isto é experimentar, vivenciar situações novas. É melhor gastar um pouquinho de dinheiro cuidando de si para se sentir bem do que gastar com remédios quando já estiver doente.
Dê o exemplo para os pequenos e verá que tudo pode mudar em sua vida, tanto em casa quanto na escola. Não estou fazendo auto ajuda, não. Quero apenas que você reflita sobre você próprio e cuide da sua auto estima, para depois cuidar dos outros. Força e coragem sempre...
site de palestras: www.vandaminini.com.br