segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Como ensinar a criança a fazer escolhas?

Uma mãe, muito aflita, me questionou dizendo que para tudo sua filha pede opinião, que ela não tem opinião própria quando vai comprar algo para si, que fica na dúvida o tempo todo, que não sabe escolher, enfim, essa mãe, aflita, me pediu ajuda.

Bem, vamos às dicas. Primeiro, precisamos ensinar, desde cedo, as crianças a fazerem suas escolhas conscientes, e serem responsáveis por elas. Quando forem comprar, por exemplo, um sapato, deixe-a que experimente, que pense sobre o que quer comprar. Se houver dúvida, não dê sua opinião dizendo qual comprar, mas sim, oriente fazendo-a pensar com quais roupas o sapato combinará mais, qual sapato teria mais aproveitamento... Mas nunca diga “se fosse eu compraria este”. Deixe-a livre, pensando, para que possa escolher de acordo com o que necessita, e será de maior serventia. Mesmo que você tenha dinheiro, não compre os dois que, porventura, a criança tenha gostado. Deixe-a escolher apenas um. Na vida adulta não temos tudo o que queremos, e precisamos saber fazer escolhas e sermos responsáveis por elas.

Quando forem a um restaurante, deixe-a escolher a comida, não interferindo dizendo “coma isto... ou aquilo”; oriente, ensine a ser independente e a arcar com a responsabilidade de sua escolha: “O que você está com vontade de comer e de beber?” As crianças inseguras sempre possuem dúvidas em tudo, consequência de uma mãe controladora, que acha que ao escolher tudo para os filhos(as) está fazendo o melhor para eles. Pelo contrário! Uma criança insegura torna-se um adolescente inseguro e um adulto inseguro também.


É nas pequenas ações que as crianças precisam escolher e arcar com suas escolhas, desde pequenas; assim, elas saberão escolher, no futuro, o que é bom ou ruim para si, e serão pessoas seguras de si, que não se deixam enganar e nem ludibriar por qualquer opinião que surja ao seu redor! Pensem nisto!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

“Malelo, a busa é malelo”

Estava passeando em um shopping, quando vi a garotinha apontando as vitrines para os pais e dizendo o nome das cores das roupas; achei uma graça, e resolvi observar. Fiquei impressionada com a menina e perguntei aos pais quantos anos ela tinha; os pais me responderam: dois anos e sete meses. Perguntei, então, se estava em escolinha e a mãe disse que sim, que trabalhava, que não tinha com quem deixar a filha, e que, então, desde os 4 meses ela frequenta uma escola de período integral.

Continuei a observação, mas os pais cometeram graves erros, e vou comentar aqui com vocês aquele que mais me chamou a atenção: A menina parou diante de uma vitrine onde as roupas colocadas nos manequins eram todas amarelas. Ela apontava e dizia “malelo, malelo, malelo”. Com a pouca idade, dizer “malelo” ao invés de amarelo é normal, mas não foi isto que me chamou a atenção. O pai dizia: “Não! É azul!” E quando ela apontava outra peça, ele dizia que era vermelha. Bem, isto acabou confundindo a menina, fazendo-a dizer pensativa: “malelo ou azuu; malelo ou vimeio...” ...ou seja, ao invés dos pais incentivarem e ajudarem a criança no acerto ou na aprendizagem das cores, eles mais confundiam a cabeça da criança, talvez pensando em vê-la questionar, reivindicar, enfim, não posso afirmar o que os levava a ter tal atitude.  Apenas pude observar que o pai assim fazia, achava graça e a mãe, por sua vez, ficava conivente com o pai, rindo das confusões que a filha fazia com as cores! 


Pais, por favor, não tenham esta atitude! Em primeiro lugar, porque a criança está em fase de rico aprendizado e vocês deveriam ficar orgulhosos e satisfeitos de sua filha ─ com apenas 2 anos e sete meses ─ conseguir identificar e distinguir as cores. Isto demonstra que ela é capaz de realizar essa distinção, de memorizar a cor juntamente com o nome, mesmo que ainda não consiga pronunciar com clareza, devido à imaturidade de seu aparelho fonoarticulatório; mas ela já demonstra um nível cognitivo bastante satisfatório para sua pouca idade. Então, o que tenho a lhes dizer, pais, é: Não confundam, e sim, reforcem dizendo à sua filha: “Sim, esta blusa é amarela! Parabéns! Você é inteligente, e aprendeu direitinho! Que linda!”. Olhem a diferença de conduta entre atrapalhar ironizando, e ajudar estimulando o desenvolvimento integral e integrado da criança. São os pequenos gestos que precisam de elogio para que ela cresça com segurança e, consequentemente, autoestima. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Antes de sair, fazer xixi

Quem já não ouviu esta frase verbalizada por alguma mãe, ou outro adulto, antes de uma família sair de casa? Isto é muito comum. Concordo que isto possa fazer parte da rotina antes de se sair de casa; o que não concordo é com algumas reações de adultos quando a criança não está com vontade de urinar, na hora de sair, mas depois de alguns minutos, já no percurso, a vontade vem e ela pede para fazer xixi.

Já presenciei cenas de adultos brigando com suas crianças, e até mesmo xingando ou batendo quando estas pedem prá urinar “fora de hora”! Outro dia escutei assim: “Quando está em casa, pronta para sair, não faz nada; mas é só chegar na rua que pede. OH encrenca!”

Por favor, fazer xixi não é algo tão controlável assim; precisa pensar na quantidade de líquido que as crianças ingerem, na temperatura do tempo, etc. E quantos de nós, antes de sairmos, vamos ao banheiro e não urinamos, e quando chegamos a lugares públicos sentimos vontade? Eu mesma já passei por isto várias vezes e aposto que quem lê, também. 


Com as crianças não é diferente! Agora, se elas ficam com medo das broncas quando não fazem xixi em casa, e ficam com vontade quando saem, elas podem, por medo, tentar segurar o xixi e isto poderá ocasionar sérios prejuízos para a sua saúde, podendo até mesmo desenvolver cistites. Não briguem com as crianças, levem-nas ao banheiro, eliminem o que incomoda e continuem o passeio; é tão simples! Os adultos é que complicam e mais causam problemas em vez de amenizar e viver de forma harmônica e feliz com os filhos (as).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Depressão ou transtorno depressivo na infância

A depressão ou, transtorno depressivo, tem como característica uma série de alterações emocionais na área do sistema límbico podendo, ainda, afetar outras áreas do sistema neurológico, como a cognitiva e/ou a psicomotora, causando uma série de problemas quanto ao desenvolvimento integral e integrado das crianças. Este transtorno traz como sintomas: humor deprimido, perda ou diminuição do prazer e interesse pelas coisas, energia reduzida, ideias de culpa e de inutilidade, distratibilidade (quando a pessoa tem a sua atenção desviada para estímulos externos, muitas vezes estímulos que não têm significado ou importância), pensamentos de morte e/ou suicídio, desesperança, perda de peso, de sono, de apetite e lentidão nos aspectos motores, ou seja, nada faz com que a pessoa seja mais ágil, ativa ou tenha interesse em se movimentar com a energia pertinente à idade e ao momento. 

Estar atento a estes sinais é de extrema importância para buscar ajuda com profissionais da área da saúde. Às vezes, as crianças podem apresentar alterações devido a uma separação dos pais, à morte de um ente querido, ao controle excessivo por parte de alguém da família, ao fato de receber cobranças em demasia, humilhações em público; ao fato de haver, por parte de um membro da família, alcoolismo ou abuso de substancias químicas ilícitas e/ou lícitas, agressividade física e até mesmo sexual por parte de um adulto de sua convivência, etc.


Professores: se perceberem alguma alteração desta natureza em seus alunos fiquem atentos, e observem o quê poderia estar acontecendo. Criança depressiva precisa de cuidados especiais e de todo o apoio por parte de vocês, e de profissionais especializados. Um transtorno depressivo unipolar pode vir a se tornar um transtorno bipolar se não for tratado da forma correta, ou seja, essa criança (que futuramente será um adolescente ou adulto), poderá vir a alternar esses sintomas listados acima, entre a depressão e o isolamento, e a euforia e os entraves sociais. Não adianta, professores, achar que estas crianças apresentarão rendimento escolar satisfatório, ou que é frescura pensar assim porque todos nós temos problemas. Concordo que todos temos problemas, mas se nem sempre nós, adultos, conseguimos descobrir a origem destes para resolvê-los, quanto mais as crianças que estão aprendendo a ser e a se situar no mundo. Fiquem atentos...    

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Beijar filhos na boca: certo ou errado?

Esta pergunta me foi enviada por uma mãe, pelas redes sociais. Então, vamos às explicações: na vida não existe certo ou errado, mas, sim, ações e reações que estão presentes na cultura e nos valores de cada sociedade. Portanto, os pais devem pensar nos atos que cometem com seus filhos, diante do contexto e dos valores vigentes da sociedade à qual fazem parte. Vejo muitas mães beijarem seus filhos assim, na boca, quer sejam meninos ou meninas, em sinal de amor.

Bem, estamos no Brasil e, beijar assim, na boca, mesmo que seja um selinho, é algo que social e culturalmente representa uma forma de carinho entre duas pessoas que estão enamoradas. Então, é claro que a relação de namoração é algo diferente da relação parental e de amizade. Este gesto ─ que parece inocente, e até mesmo carinhoso ─ pode confundir a cabeça das crianças, e dificultar a compreensão infantil sobre a diferença entre namoração e relação parental.

As crianças de hoje veem beijos acontecerem nas novelas, ou na mídia em geral, porque assistem TV, ou até mesmo veem este tipo de cena pela internet; beijar é um sinal de carinho e sinônimo de afeto; uma situação é o beijo na bochecha, um beijo em forma de carinho, de proximidade entre duas pessoas; outra, é um beijo na boca dado por pessoas que estão namorando. Por que complicar algo que já traz, em si, uma boa distinção?


Além do mais, há um risco de transmissão de doenças por via salivar que podem vir com o beijo na boca, que precisa ser pensado para evitar doenças nas crianças. Para mim, cada tipo de beijo tem uma função: beijo entre pais e filhos, entre irmãos e primos, avós e netos, amigos, colegas, demais parentes e vizinhos... são de um jeito, de uma forma; de namorados e amantes são de outro jeito! Mas quem sou eu para ditar alguma regra de comportamento para vocês, pais, até porque em alguns países, em outras culturas, as regras podem ser diferentes. Mas estamos no Brasil, temos a nossa TV, com a sua programação ─ boa ou ruim ─ enfim, e as crianças absorvem o que vigora em nossas regras sociais. Fica, aqui, somente a dúvida de uma internauta. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Ser professor (a) ...

Uma amiga, professora do ensino fundamental há anos, estava me contando este episódio que reparto com vocês. Seu sogro estava passando mal e foi atendido na Santa Casa; precisou ser operado, às pressas, e quando a cirurgia terminou, o médico chamou a família para conversar. Quando ela foi até o médico, enquanto escutava o seu relato, ela pensou consigo mesma “conheço este rosto...” mas não se lembrava de onde. Logo que o médico deu as informações necessárias e a família começou a agradecer, ela falou com ele que o conhecia, que sua fisionomia não lhe era estranha, mas que não se lembrava de onde.  Foi quando o médico lhe respondeu: “você foi minha professora na 4ª série do ensino fundamental. Você não é a Luciana (nome fictício)? Ao que ela respondeu afirmativamente, “sim,  sou eu mesma”. Bem, a conversa acabou se direcionando para lembranças, pessoas e episódios... e  ela quis saber de tudo da vida do médico, quer dizer, dos passos e percursos que ele teve desde aquele período, no ensino fundamental, até os dias de hoje, com essa profissão tão importante que é a de um médico cirurgião. Conversaram um pouco, ela lhe desejou sorte e, em seguida, me ligou para contar o que havia acontecido.

Essa amiga me disse assim: ”Vanda,  nós não temos noção da importância que nós temos na vida de uma criança, e não sabemos o que os nossos alunos  serão no futuro e o que farão para transformar o mundo com sua ação na realidade social. Nossa! Como estou  contente de ver que um aluno meu, de escola pública, se tornou um médico respeitado, tão humano na hora de nos informar, enquanto familiares do meu sogro, como havia sido o procedimento cirúrgico, que ele estava fora de perigo e como deveriam ser os próximos passos, enfim... fui me lembrando, aos poucos, de como ele era um aluno bem inteligente, mas tão danado, daqueles que nós não esquecemos...” 


Pois bem: contei esta história para que todos, neste começo de ano, possam refletir sobre a importância de nossa profissão. Nós podemos construir ou destruir a formação de um ser humano ─ que está em construção ─ contribuindo para formar um profissional mais humano, alguém que faz a diferença, para melhor, na sociedade!  Nós podemos não nos lembrar deles, porque são muitos alunos ao longo de nossa carreira, mas eles não se esquecem de nós. Façam a diferença na vida de alguém! Além de conhecimentos e conteúdos formais, pensem em atitudes que possam construir alguém para o resto de suas vidas. Seja o exemplo, SEMPRE!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Se preparando para voltar em 2015

Na próxima segunda feira dia 02 de fevereiro, estarei começando a postar textos novos aqui no blog. Espero que gostem das surpresas que preparei para 2015.

Até dia 02 de fevereiro de 2015!