segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pais, seus filhos (as) na era virtual

As crianças que nascem na era tecnológica e digital estão enfrentando algumas dificuldades quando conversam com seus pais que não estão conectados com este mundo virtual. “Parece que eles não sabem o que está acontecendo”, reclamou-me outro dia um menino de 9 anos.
“Eu jogo, tenho uma linguagem com meus amigos, mas meus pais nem sabem o que eu falo, então não converso com eles sobre a minha vida e o que eu gosto de fazer e jogar. Meu pai mal sabe utilizar o celular dele, e quando chega um novo ele tem dificuldade, só usa como telefone, nem sabe usar as outras funções. Vivemos em mundos diferentes”. Este foi um depoimento de uma menino de 9 anos que estou pesquisando.
Diante desta pesquisa resolvi escrever este texto. Pais, vocês precisam se atualizar, não ter medo da tecnologia e pedir ajuda a estas crianças se não souberem mexer. Mas é necessário entender que isto não tem mais volta, a tecnologia está aí e as crianças sabem utilizá-la. Se quiserem entender e participar da vida de seus filhos, vocês terão que estar antenados a esta nova realidade, é o mundo virtual adentrando para a conversa no dia a dia das famílias, saibam e se interessem para não estar distante de seus filhos (as).

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O que é ser família de verdade?

Bem procurando no dicionário (http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=fam%EDlia) o conceito de família encontrei uma das definições: “Conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos”. Hoje em dia existem diversas constituições de família, mas não é o meu objetivo discutir isto aqui e sim entender que as pessoas que vivem sob o mesmo teto se constituem em uma família. Supostamente este lar deveria ser o aconchego, a segurança para as crianças pequenas se constituírem como seres humanos fortes e capazes, mas nem sempre é assim. As neuroses (medos) se constroem nas famílias.
São nelas que aprendemos a sermos adultos saudáveis ou não. Quantos elogios foram desperdiçados em nome do amor, quantas agressões verbais e/ou físicas foram realizadas em nome do amor, quantos xingamentos desnecessários foram falados em nome do amor? “Eu amo o meu filho (a), por isto o repreendo para ser uma pessoa melhor e aprender que tem que mudar seu comportamento.” Quando fazemos estes atos de agressões estamos ensinando a violência doméstica, mas tudo em nome do amor.
O mundo lá fora já é tão agressivo, competitivo, por que praticar na família e reproduzir isto dentro dela também? O lugar que deveria ser mais seguro, mais ameno para que cada um possa ser ela mesma pode ser o local de maiores cobranças, competições, desentendimentos e falsidades. Família de verdade educa, cresce junto, sente felicidade com o sucesso do outro, ajuda e ampara nas derrotas da vida, está sempre junta nas horas tristes e felizes. Isto é uma família de verdade, com o mais nobre sentimento do que seja amor.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

O que é aprendizagem significativa?

O termo “aprendizagem significativa” está no meio acadêmico e já é bem usado por alguns autores, mas vocês sabem o que isto significa na prática, no dia a dia?
Darei exemplos: eu sempre morei em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, mas não conheci e nem morei no Amazonas, mas decorei quando criança que o Rio Amazonas é o maior do mundo em volume de água e o rio Nilo (Egito) é o maior do mundo em extensão. Ah! detalhe, também não conheço ainda o Egito. Nunca mais me esqueci disto, serviu para a minha memória, mas o que de fato isto é importante na minha vida diária? Em nada. Talvez teria aprendido com mais facilidade coisas importantes para o meu cotidiano e que foram deixadas de lado pelos professores por que constava no currículo estudar os maiores rios do mundo mesmo que eu nunca os tenha conhecido.
“Aprendizagem significativa” é quando aprendo um conteúdo com sentido e sei aplicá-lo no meu dia a dia. Mas para isto é necessário que os currículos sejam revistos e que os professores não reproduzam o que aprenderam em seu tempo de escola, mas que realmente entendam o que venha a ser “aprendizagem significativa”, com sentido dela, aqui e agora. Seria tão mais fácil prender a atenção das crianças com algo que fosse realmente significativo para elas, pois o interesse e a motivação estariam presentes em aprender, consequentemente a atenção aconteceria naturalmente. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cuidados com as atividades/situações significativas para as crianças pequenas

 
Estava observando por uma rede social que alguns grupos de educação infantil estavam compartilhando atividades de festa junina. Pois bem, vou comentar uma delas aqui para que reflitam no que fazem para as crianças. Havia uma música muito conhecida por sinal e de domínio público, então posso colocá-la aqui.

O balão vai subindo
Vai caindo a garoa
O céu é tão lindo
A noite é tão boa
São João, São João
Acende a fogueira do meu coração...

Após a letra da música havia um exercício para assinalar do que a música se tratava com alternativas assim:
(   )   balão               (   )  Pão            (   ) João

Ora, na música aparece balão, mas também aparece o nome João. São estes detalhes que as vezes passam despercebidos pelos professores, mas que podem confundir a cabeça das crianças.  Atentem para o que fazem, isto mais atrapalha do que ajuda na aprendizagem das crianças.

terça-feira, 11 de junho de 2013

As crianças precisam de limites: sim ou não?

Sim, as crianças precisam de limites, todos nós precisamos. Vivemos em sociedade, são os limites que fazem parte da boa convivência, porém assim como tudo na vida, precisam ser ensinados e internalizados de forma adequada.

Não devemos adestrá-la por meio de limites, mas conversar sobre o que pode e o que não pode ser efeito, explicar o porquê do sim e o porquê do não, isto é o correto. Sem exigências e cobranças descabidas, mas explicando o certo e o errado de acordo com a fase de desenvolvimento da criança.

Vou dar um exemplo: podemos gritar em uma praça pública cheia de gente. A resposta que se dará para uma criança é: Podemos, temos voz para isto, mas se assim o fizermos as pessoas vão achar que você é maluca (o) por que ninguém fica gritando em praças públicas, irá chamar atenção de todos, os guardas poderão verificar o que está acontecendo, por que este comportamento não é comum que as pessoas realizem. Simples assim, explicou que pode, mas também mostrou as consequências, isto é o correto. E continue verbalizando, dizendo: você tem o direito de gritar, mas outras pessoas também têm o direito de não gostar, a escolha é sua.

Entenderam? Dá mais trabalho dizer tudo isto, mas isto é mostrar as consequências de um ato em público, isto é ensinar a ter consciência e limites sem proibição, mas com carinho. Isto é o correto, mas dito de uma forma tranquila, sem exageros e agressividade. Se você verbaliza isto de forma tranquila, a criança também entenderá melhor, e ela não terá medo, mas sim entenderá os fatos.Agora, se mesmo assim ela quiser gritar, deixe e mostre a ela as consequências disto, fale para ela olhar as pessoas que estão em volta, se gostaram ou se assustaram com o que foi feito,  vá aos poucos mostrando os limites, não espere que as crianças os entendam de uma só vez, nem nós adultos conseguimos isto.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

As crianças de hoje não brincam de hoje mais?

Muitos adultos me fazem este questionamento tendo como referência a infância deles que brincavam na rua, soltavam pipas, pandorgas, brincavam de amarelinha, de pião, esconde- esconde, bola etc.
A resposta é: as crianças brincam sim, e sempre vejo meninos brincando de bola isto faz parte da nossa cultura, vejo também meninas brincando de bonecas e casinha. Isto não mudou. Mas elas acrescentaram em suas vidas a tecnologia.  Não dá para mudar mais isto e voltar no tempo. Assim como daqui 20, 30 anos teremos outros aparatos eletrônicos que serão incorporados ao dia a dia da criança.
Acho ridículo quando dizem que as crianças não estão mais brincando, elas estão sim, mas não como nossa geração. Os tempos e espaços são outros. A sociedade mudou, só temos que tomar cuidados para que elas não fiquem o dia todo em jogos eletrônicos e oferecer outros tipos de jogos, brinquedos e brincadeiras. Cabe a nós, adultos, oferecer-lhes outras brincadeiras porque senão elas não saberão brincar. Mas voltar e querer que elas tenham a nossa infância não é válido, no meu ponto de vista, é irreal, é ilógico. Pensem nisto...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vamos conversar com o jogo dos pontinhos?

Por trás desta frase está explicitado “vamos nos conhecer melhor”. Conversar com as crianças é tão gostoso, por que você entende o mundo delas e elas o seu. Conhecem aquele jogo de palavras que alguns apresentadores fazem na TV com os artistas, dizendo a eles que falarão uma palavra e eles têm que dizer o que vem na mente, por exemplo:
Comida-------
Cor---------
Carro------
Comida predileta------
TV--------
Esta brincadeira pode ser muito útil para conversar com as crianças, vocês passarão a conhecer melhor o universo em que elas vivem. Pode ser feito cada um dizendo o seu gosto predileto imediatamente ou escolham quem fala primeiro. Façam esta brincadeira, as crianças adoram e é útil para você conhecer melhor seu filho(a).
Conhecer o outro é se reconhecer nele, porque todos somos espelhos uns dos outros. Também ensine respeito e aceite qualquer resposta e não aquela que gostaria de ouvir, mas lembre-se sempre: criança é sincera e se escutar algo que não gosta, não faça chantagens, apenas ouça e entenda o porquê daquele fato.