sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Fala para sua mãe que o dinheiro que eu dou de pensão é para você e não para ela gastar no cabeleireiro!

Estas falas devem ser evitadas de serem ditas para as crianças; já citei em outro texto anterior que as mães não devem fazer seus filhos de moeda de troca entre o ex-marido, mas os pais também não têm o direito de se intrometer em como  a ex-mulher está gastando o dinheiro da pensão.

É engraçado mas, às vezes, escuto frases de ex-maridos como se eles ainda tivessem algum direito perante a ex-mulher, e isso me faz ver o quanto a  nossa sociedade ainda é machista! O casal, uma vez separados, cada qual deve cuidar de sua própria vida;  o que existe em comum, na maior parte dos casos,  são os filhos (as), e nada mais!

Muitas vezes esse tipo de atitude é sinônimo de ciúmes, estando presente a seguinte ideia: quando estava comigo não se arrumava tanto...


Por favor, pais! Vivam cada qual a sua vida e não usem os filhos (as)  para serem pombo correio. As crianças precisam de um ambiente saudável para se desenvolverem emocionalmente para que, quando adultas, saibam se relacionar com seus parceiros (as) de maneira harmônica e feliz.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Como transformar uma situação qualquer em aprendizagem?

Nem sempre os pais e professores percebem que podem se utilizar de qualquer situação para  tornar uma aprendizagem significativa; vou dar um exemplo do que quero dizer. Quando uma criança derruba um copo, um prato, uma xícara ou até mesmo outro utensílio de vidro, e este se quebrar, no lugar dos adultos darem bronca, xingar, brigar ou até mesmo bater ─ já que isto acontece em algumas casas ─ que tal usar desta situação  para  educar e ensinar à criança que vidro quebra, e que outros materiais como o plástico, por exemplo, não quebram?

Neste momento que é  a hora de vivenciar, de experimentar novas aprendizagens, peça  à criança que derrube um utensílio de plástico e que perceba as diferenças entre o vidro e o plástico. Se quiserem, podem aproveitar ainda mais a situação e irem além, podendo fazer uma pesquisa juntos, na internet, sobre de qual material é feito o vidro e o plástico, levantem hipóteses de por quê o vidro quebra e o plástico não, ou seja, levantem a problemática, pesquisem e cheguem a conclusões lógicas;  este é o verdadeiro pensamento científico, de curiosidade, de levantamento de problemas, de pesquisa e de conclusões.  


Se tiverem este pensamento e ação, com certeza as crianças aprenderão com significado algo  que faz parte de sua realidade prática, concreta e real; além disso, você conseguirá evitar uma série de transtornos de relacionamento entre a criança e você, podendo criar um vínculo de aprendizagem muito importante para ambos. Uma situação que anteriormente poderia  ser de bronca (ás vezes traumática), se transforma em aprendizado. Para isto, conte até 10 se for o caso, mas não brigue e sim eduque!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Como estimular a linguagem da criança?

Por volta dos dois anos de idade ocorre o que nós, especialistas, chamamos de explosão  linguística. A criança aprende a falar, já que esta é a fase da comunicação. Para que isto aconteça de forma saudável é, necessário que os adultos estimulem este período conversando muito com a criança. Ela precisa de estímulos e de exemplos, ou seja, precisa de pessoas que conversem com ela, que ouçam outras pessoas falarem para aprender o nome das coisas, que palavras novas são essas e como é que elas são pronunciadas.

Neste período, os adultos não devem falar palavras erradas ou fazer muito uso de diminutivos. Vou dar um exemplo: se a criança pronuncia dado como sendo seu brinquedo, o adulto não deve dizer outra palavra,por exemplo se a criança pronunciar ado, mas sim:  você quer seu brinquedo, este se chama dado?


O aparato fonoaudiológico da criança não está todo formado neste período da vida e, por conta disto, a sua pronúncia não é a mais correta; porém, o adulto já está com seu aparato formado e não deve falar errado por que ele será a pessoa que servirá de modelo à criança nessa fase de aprendizado. Nós, muitas vezes, achamos bonito repetir a fala errada da criança, mas, por favor, não tenham este procedimento! Ela precisa aprender a fala social e, dado é dado e não ado. Falem de forma correta, sempre!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Como ajudar as crianças nas conquistas espaciais no primeiro ano de vida?

O primeiro ano de vida é marcado pelas conquistas espaciais das crianças; com ele, inicia-se o processo de sentar, engatinhar e andar. Isto deve ser levado em consideração pelos pais e professores de educação infantil.

Não se deve deixar a criança em bebês-conforto o tempo todo! Claro que isto é mais fácil, principalmente quando se quer que elas fiquem seguras para que vocês possam realizar outras tarefas, mas pode ser muito prejudicial para os pequenos. Crianças precisam se movimentar, rolar, sentar, engatinhar e iniciar o processo do andar. Criança precisa se exercitar, se mover, descobrir que pode e que deve conquistar seus espaços. E como isto poderá acontecer se ela ficar amarrada ─ para não cair─ em um bebê-conforto por muito tempo?

Algumas creches deixam por horas os bebês neste objeto, ou em carrinhos, porque como são muitas crianças elas precisam que todos fiquem seguros enquanto trocam ou alimentam os outros. Mas isto poderá atrapalhar o desenvolvimento motor da criança que precisa aprender a adquirir movimentos. Se na creche os professores não estimulam esta conquista e em casa também não, como poderá se exercitar uma criança pequena?   Quanto tempo desperdiçado que poderia ser usado de forma correta? Mas não sobra tempo...


Tenha tempo para seu filho (a)/aluno (a) quando pequenos, ou poderá ter perdas de tempo quando estes forem maiores, tendo que buscar ajudas de terapeutas e médicos. Pouca motricidade, nesta idade, poderá acarretar perdas neurológicas importantes que poderão influenciar até mesmo no processo de alfabetização desta criança, ou até mesmo nos aspectos de atenção, concentração, discernimento, dentre outros.  A responsabilidade com a formação motora, (física), social e psicológica das crianças de zero a sete anos é enorme; depois, não adianta chorar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mãe coruja

A expressão citada no título deste texto é muito usada em algumas famílias quando se refere àquela mãe que cuida de forma exagerada dos seus filhos (as) . Mas o que esta atitude tem de errado? Tudo que é feito em exagero, em excesso, poderá ser prejudicial e causar problemas na formação de um ser humano. Muitas vezes, por excesso de zelo, a mãe não deixa que seu filho (a) vivencie diferentes situações que poderão lhe trazer novas aprendizagens. Estas privações, muitas vezes, deixam com que a criança não se torne um ser humano forte, capaz e seguro. Isto poderá atrapalhar a sua vida afetiva, cognitiva e até mesmo social.

Mães corujas precisam entender que as crianças precisam viver a vida, precisam pisar no chão  descalças, sentar na grama, tomar banho de mangueira, comer fruta do pé sem lavar. Estas situações não causarão problemas de saúde, pelo contrário, criarão anticorpos.


Muitas vezes estas mães precisam da ajuda de uma profissional da área da psicologia porque podem estar com algum problema de sentimento de posse em excesso, com medo exagerado de errar, ou de causar algum dano às crianças. Por favor, se você  for esta mãe, procure um profissional! Seus filhos (as) agradecerão, e muito!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Isto, brinca com o sabonete, brinca!

A frase do título nos ilustra o começo de uma cena que irei descrevê-la para vocês. A criança brincava e se ensaboava toda no chuveiro, ria muito das bolas de sabão em seu corpo, brincava enquanto tomava banho, e dava para ver que a mesma tinha prazer em tomar banho e que estava se divertindo. A mãe, controladora e mandona, verbalizou além da frase do titulo: você pensa que tenho dinheiro para você ficar gastando, você está brincando com o sabonete, que lindo? A criança, sem jeito, se constrangeu e respondeu, mas não estou tomando banho com dinheiro, mas com sabonete. A mãe foi, então, em direção à criança, pegou o sabonete abruptamente de sua mão, guardou, e verbalizou em tom de grito: Agora chega! Toma este banho logo, saia daí imediatamente, senão vou te bater! A criança começou  a chorar.

A mãe nervosa ─  para não dizer, histérica ─ tirou o menino do banho com choro e tudo e deu-lhe umas palmadas no bumbum  ainda dizendo: isto é para você aprender a não me desobedecer! Pois bem, esta mãe causou somente problemas; se, depois, a criança não gostar mais de tomar banho, a causa disto será este comportamento totalmente inadequado.


A criança brincava, ria, se divertia enquanto tomava seu banho e a mãe estragou tudo com este comportamento errado.     Pior ainda, deu-lhe lição de moral dizendo coisas sem sentido! Educou, sim, com a agressão física e verbal, e não com carinho, respeito, consideração e  amor! Poderia ter falado, explicado de outra forma, se achou que a criança estava desperdiçando sabonete, já que existem muitas maneiras de se falar, ou melhor, de se educar!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Eu uso o método misturadinho de alfabetização

Ouvi a frase eu uso o método misturadinho, de uma professora do segundo ano  do ensino fundamental e aí vão os esclarecimentos. Primeiro, existem vários métodos de alfabetização e não sou eu quem vai dizer qual é o melhor por que nenhum deles é garantia de 100% de aprendizagem; cada criança se adapta melhor a um ou a outro, cabendo ao professor perceber isso.  

Bem, para quem não sabe o que estou dizendo, vou dar um exemplo: Podemos ensinar as crianças a serem alfabetizadas silabicamente (b+a=BA) ou por meio de palavras inteiras (baleia). Mas misturar os métodos não está correto por que confunde a cabeça da criança já que ambos são muitos diferentes. Então,  dizer que trabalha com a alfabetização com o método “misturadinho” é errôneo.


Sabe quando dizemos popularmente que água e óleo não se misturam?Pois bem, métodos de alfabetização também não. Professores revejam seu modo de pensar, de sentir e de agir durante o processo de alfabetização de uma criança.