Até dia 02 de fevereiro de 2015!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Se preparando para voltar em 2015
Até dia 02 de fevereiro de 2015!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Considerações finais
Olhem só: 2014 já está indo
embora e, ao longo deste ano, pude trazer a vocês uma série de textos que têm o
propósito de contar um pouco sobre alguns recortes do cotidiano infantil em
face do adulto, seja entre pais e filhos, seja entre professores e alunos. Mas
agora caberia uma pergunta, antes de encerrarmos esse ano tão rico e ativo: será
que nos demos conta de refletir sobre os nossos pensamentos, sentimentos,
atitudes e ações para com as nossas crianças?
Gostaria muito que todos parassem
um minuto por dia ─ ao menos ─ para pensar em atitudes que não levam à
construção de ninguém, pelo contrário, maneiras de se lidar com o outro ─
principalmente com a criança, que ainda não sabe compreender e se defender ao
nível do adulto ─ que atitudes estamos tendo para com elas, para que não
causemos prejuízos para uma vida toda?
Temos que ter cuidado com
discursos vazios ─ seja por parte de pais, ou de professores ─ que dizem amar seus
filhos e alunos, mas que, na verdade, oferecem uma forma de referência e de
contato que acaba sendo o contrário daquilo que pregam! Tanto pais, como
professores, devem ter consciência de que eles são os guardiões de seus
filhos/alunos, preparando-os para uma vida de autonomia, propiciando um bom
desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e ético, permeado de amor,
compreensão e respeito, pela história que está se construindo com cada um!
Estou entrando de FÉRIAS DO BLOG
ATÉ FEVEREIRO! Aproveitem este tempo para ler e/ou reler alguns dos textos
postados. Quem sabe eles podem responder e contribuir de uma maneira singela e
prática com a harmonia de sua pessoa e daqueles que estão à sua volta.
Sabemos que de nada adianta culpar
os outros pelos erros que cometemos ─ principalmente à criança ─ afinal, ela
aprendeu com você, adulto, a ser como é, a fazer e a agir como faz. Ela não
nasceu sabendo. Muitas vezes vemos os nossos defeitos neles e não gostamos! Mas
será que temos consciência que estes defeitos são nossos, e que eles apenas
aprenderam conosco?
De minha parte, eu posso afirmar
que não sou dona da verdade, que também tenho defeitos e reflexões que, às
vezes, me chegam depois de algumas “pisadas de bola”. Sou humana, em permanente
construção, e já passei em minha vida ─ pessoal e profissional ─ situações que
me fizeram escrever alertando os pais e professores. Tento fazer com o outro algo
diferente que fizeram comigo, tendo como objetivo a busca por ser melhor a cada
dia. Tarefa fácil? Não, mas em busca de aprendizados sempre!
Feliz 2015 para cada um. Que
tenhamos um ano cheio de crescimento em todos os setores de nossas vidas
(afetiva, econômica e social). BOAS FESTAS!
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Promovendo competências nos bebês
Alguns adultos vivem me
perguntando o que fazer para que seu filho (a) seja uma criança saudável, e
como eles podem ajudar em seu desenvolvimento desde pequenos. Vamos a algumas
dicas:
Que tal fornecer estimulação sensorial
nos primeiros meses? Mas em quê consiste isso? Colocar músicas ─ não muito
altas ─, deixar abajures com lâmpadas coloridas ─ em vez de somente a luz
branca ─, passar creme ─de aromas delicados e próprios ─ pelo corpinho do bebe,
passar em sua pele diferentes tipos de tecidos para que comece a se sentir
estimulado pelo sentido do tato, enfim, à medida que seu bebe for crescendo,
procure criar um ambiente com novas aprendizagens, modificando os brinquedos e
as brincadeiras. Não precisa ser nada caro, mas com variedades e criatividade.
Responda aos sinais do bebe com
carinho; isto possibilita confiança de que o mundo é um lugar amigável. Dê ao
bebe liberdade de exploração tornando o ambiente seguro, deixando-o engatinhar,
rolar, se arrastar, mexer e tocar nas coisas que o circundam. Converse sempre
com a criança em tom de voz calmo; ele não vai aprender a falar ouvindo TV ou rádio,
mas sim ouvindo a sua voz! Interaja, converse sobre seus brinquedos, suas
roupas, fale com ele e não o ignore.
Envolva-o naquilo que ele está interessado,
demonstre afeto pelo que brinca, como brinca; aplauda suas conquistas e lhe
ofereça apoio quando houver alguma dor ou insatisfação. Possibilite a ele
brincar e tocar em objetos de diversos tamanhos, solicitando que possa separá-los
por tamanho, ou cores. Não o sufoque quando brinca, mas não o despreze também.
Brinque com seu filho, leia para ele as histórias que desenvolvem a imaginação
criadora e as habilidades para a prontidão da alfabetização. Cuidado com histórias que nada possuem de
positivo! Leia somente histórias que constroem os pensamentos e não coloque
histórias de medo.
Estas foram apenas algumas dicas.
Espero ter contribuído para que sejam felizes.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Minha filha não tem jeito! Ela não tira o uniforme quando chega em casa!
Uma mãe me disse a frase acima,
perguntando o que ela deveria fazer com sua filha que, ao chegar em casa, no
horário do almoço, não tirava o uniforme e, quando sua mãe chegava do trabalho,
à noite, a menina ainda estava com o uniforme ─ sujo ─ e, pior, nem banho ainda
havia tomado. “Eu chego cansada e ela já deveria estar arrumada, de banho
tomado e me esperando para jantar e dormir... Todo dia é a mesma coisa, já
falei, já conversei, já briguei e até bati... mas de nada adiantou! O que eu devo fazer?”
Pelo tom da conversa pude
perceber que isto causava na mãe um grande desconforto, porém, perguntei –lhe
se ela trabalhava de uniforme na empresa e ela respondeu que sim; continuei a
minha indagação: “Quando você chega do trabalho, você tira o seu uniforme antes
de ir para a cozinha?” Ela respondeu que não, que quando ela chega vai imediatamente
preparar o jantar, depois lava a louça, põe a roupa na máquina, dá uma limpada
e organizada na casa , só depois é que vai tomar banho e se preparar para
dormir!
Pois bem, eu disse à mãe, que se
ela não estava dando o exemplo, como é que ela queria que sua filha fizesse
algo diferente do que ela estava vendo diariamente? Ou seja, se nem a mãe tira
o seu uniforme, como é que espera que a filha vá fazer? A mulher ficou
indignada comigo, mas depois de muita conversa ela me agradeceu, pois, nunca
tinha percebido a incoerência entre o que ela falava e o que fazia, de fato.
Passado algum tempo, eu perguntei de novo a ela como estava a questão dos
uniformes ─ dela e de sua filha. Ela me respondeu que a partir de nossa
conversa passou a tirar o uniforme assim que chegava à casa, e que a menina
também. Que sua vida havia mudado, pois ela havia percebido seus erros com relação
à educação que estava dando a sua filha, ou seja: “faça o que eu digo, mas não
faça o que eu faço!” Disse, também, que agora ela pensava várias vezes antes de
pedir algo à menina, tendo em vista que primeiro ela se sentia no dever de
verificar se a sua forma de agir era coerente com o que estava solicitando, ou
não! Assim, podemos perceber que essa é a atitude mais correta: pensar em nossas atitudes antes de exigir
posturas dos outros...
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Desenvolvimento motor: estímulos e novas experiências
Os bebes não precisam ser
ensinados a conseguirem ter as habilidades motoras básicas como agarrar,
engatinhar e andar. Quando seu sistema nervoso central, músculos e ossos
estiverem preparados e o ambiente oferecer as devidas experiências e
oportunidades para esta exploração, estas habilidades aparecerão naturalmente, surpreendendo
os adultos.
Porém, o desenvolvimento motor
ocorre concomitantemente ao afetivo; assim, um ambiente cheio de medos, ou até
mesmo sem espaço e estímulos para os bebes, pode impedir que este
desenvolvimento motor se manifeste dentro do tempo previsto e de forma
adequada. Vejo muitos bebes amarrados em cadeiras quase que o tempo todo, sendo
impedidos de se movimentarem, de se locomoverem, de experimentarem novas
aprendizagens e situações. Com esses impedimentos todos, como o seu
desenvolvimento motor pode se manifestar de forma saudável?
Vejo alguns adultos podando
verbalmente as crianças com expressões do tipo : “Cuidado! Aí não pode ir não! Vem prá cá!”, “não
pega isto!” ,“não pega aquilo!”.Presencio muitos adultos brigando com os bebes
quando estes estão começando a experimentar novas situações, e isto também não
é benéfico. Para desenvolver a preensão, por exemplo, o bebê precisa de objetos
para pegar, mas se o ambiente não fornecer, ou, ainda, impedir, como ele fará
isto? Ele precisa se exercitar, explorar, pegar com a mão inteira, sentir a
textura, o volume e permitir que esse objeto se torne conhecido a partir do
sentido do tato, para depois dominar movimentos de pinça, em que o polegar e o indicador
se toquem nas extremidades formando um círculo, o que lhe permite pegar objetos
pequenos.
Para que isso aconteça de forma
equilibrada, dentro do tempo e da necessidade natural de aprendizagem, os
adultos precisam incentivar, brincar, dar objetos não cortantes e deixar com
que os bebes explorem livremente estes objetos sem estarem presos às
cadeirinhas. Elas são úteis quando transportamos as crianças nos carros ─
inclusive é obrigatório pela lei de segurança de trânsito ─ são importantes
para a hora da alimentação, de alguma brincadeira que exija a presença de
alguma mesinha, enfim... fora isto, os bebes precisam se sentir livres e com
espaço suficiente para se movimentarem e terem liberdade para explorar o mundo
ao seu redor e verem o que podem e conseguem fazer.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Autoestima infantil: capaz ou incapaz?
Autoestima é a capacidade que os
indivíduos têm de se autoavaliar, de tecer um julgamento sobre o valor que
consideram ter. Esse conceito muda, ao longo de nossa vida, mas o que vou falar
aqui é sobre a autoestima infantil.
A criança, entre cinco e sete
anos, tende a aceitar o julgamento dos adultos, porque ainda não possui um
autoconceito formado sobre si mesma. Isto é o que me preocupa, ou seja, o que é
que os adultos falam para seus filhos (as)? Encorajam, ou recriminam o tempo
todo? Valorizam os pequenos gestos e atitudes, ou somente cobram sem ensinar
nada? Deixam que as crianças comecem a fazer por si mesmas pequenas tarefas,
incentivando-as, ou falam que não são boas naquilo que fazem o tempo todo?
Famílias que somente deixam a
entender nas entrelinhas que a criança não é capaz, vão sedimentando em sua
mente este conceito, contribuindo para que a mesma tenha uma visão negativa de
si mesma; quando isso está instalado, para reverter este quadro na adolescência
e vida adulta é muito mais difícil.
É muito comum encontrar nas
famílias somente cobrança, esquecendo-se de que as crianças só possuem dois,
três, quatro, ou cindo anos. Isto em
nada ajuda em seu desenvolvimento saudável; pelo contrário, somente dificulta este
processo. Valorizem as pequenas atitudes, ensinem a criança a cuidar de si com
amor! Cuidem de si mesmos para que seus filhos vejam exemplos de autoestima em
vocês e, assim, passem a imitar e a conquistar os valores
positivos que percebem que emanam de vocês. Alta ou baixa autoestima também é
um comportamento aprendido com os adultos. Quanta responsabilidade!
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Ensinando as crianças a fazerem escolhas
As crianças vão a lojas e nem
sempre querem somente um brinquedo, uma roupa ou um par de sapato, sandália,
tênis. Algumas não conseguem definir o que querem, porém, é preciso que desde
pequenas comecem a entender que a vida é feita de escolhas ─ em qualquer idade
─ e que nós não temos tudo o que queremos; por isso, precisamos saber escolher.
Se a criança quiser, por exemplo,
dois brinquedos, faça-a escolher apenas um para que passe a entender o conceito
de prioridade. Mais do que isto, que ela também aprenda a valorizar suas
escolhas, a priorizar suas necessidades reais, para aprender a não ter
compulsão, quando adulta, comprando tudo o que vê pela frente!
Quando a
criança aprende, desde cedo, a priorizar seus sentimentos e escolhas, ela
saberá usar isto para sua vida inteira; assim, quando lhe oferecerem algo que
não lhes trará nenhum benefício, saberão recusar e seguir em frente na vida.
Toda criança precisa aprender o que é bom para si, e só se aprende experimentando
e vivenciando isso na infância. Se elas não souberem escolher, argumentem o que
elas realmente precisam, mas não opinem ou escolham por elas! Deixem-nas à
vontade, mesmo que a sua escolha pessoal ─ como mãe, pai, tio, tia, etc─ seja
outra, deixe-a arcar com o que escolheu. Não dê palpites, somente oriente, mas
não interfira na escolha; caso contrário, ela não conseguirá entender a sua
própria opção, o seu discernimento e isso é a semente da responsabilidade!
Lembre-se: a vida é feita de escolhas sempre...
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