Devido ao acumulo de trabalho neste período, comunico que não estarei postando textos novos até o dia 31 de Julho.
Volto a postar em agosto, aproveitem e leiam textos já publicados, é sempre bom renovar nossas ideias.
Obrigada e boas férias a todos!
quarta-feira, 24 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Dicas para ir ao banheiro da instituição de ensino, sem precisar pedir.
Vários professores se incomodam
com as crianças que querem ir ao banheiro, ou mesmo beber água. Em meu conceito
de educação, em cada sala de aula deveria haver um bebedouro e um banheiro; mas
quando isto não é possível, pois encarece a instituição, uma saída importante é
ter um crachá com o nome da criança, e dois ganchinhos para que eles possam
sair sem pedir.
A princípio, o professor
controlador poderá ter alguma dificuldade em não ter que ser solicitado para
autorizar a saída da criança; mas, por outro lado, os alunos se tornarão capazes
de se organizarem, podendo na sala ter um gancho para os meninos e um outro para
as meninas. Cada um pega o seu crachá e pendura no gancho correspondente a sua
vontade do momento, saindo naturalmente, sem tumulto algum.
Estou dando esta dica porque
soube de uma história na qual uma criança de sete anos estava impaciente na
sala de aula, andando de um lado para o outro, e a professora não o deixou sair
para ir ao banheiro, achando que era frescura do menino! Mas o absurdo
continuou... Ela ficou indignada com o fato do aluno sentar e se levantar
muitas vezes, pedindo para sair, e acabou encaminhando-o até a diretoria e a
coordenadora pediu que ele escrevesse, em seu próprio caderno, um bilhete para
sua mãe, dizendo que ele estava causando tumulto dentro da sala de aula. Que
falta de humanidade! Queria saber se alguém fizesse isto com a professora, qual
seria a reação dela? Precisamos entender que necessidades fisiológicas precisam
ser supridas para que as crianças consigam prestar atenção no processo de ensino
e aprendizagem e que, muitas vezes, as crianças têm vergonha de pedir à
professora, abertamente, que elas querem ir ao banheiro! Assim sendo, os
ganchos com os crachás funcionariam perfeitamente! O que vocês acham?
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Mães tigresas: saibam o que isto significa
Conhecem aquelas mães que querem
que o filho (a) tenha um desempenho excelente na escola, ou em qualquer outra
atividade? Pois bem, elas são chamadas de “mães tigresas”. Elas imprimem regras
e disciplinas, muitas vezes exaustivas para as crianças! Seus filhos são
criados para que sejam “o primeiro lugar” e “a nota dez” em tudo! Essas
crianças, muitas vezes acabam se tornando limitadas, socialmente, porque o tempo
de que dispõem não é para socializar e brincar, mas para se prepararem para serem
pessoas “bem sucedidas profissionalmente”, no futuro. Por isto elas são
treinadas, desde crianças, para serem excelentes em alguma coisa e, neste caso,
exercem uma rotina quase que desumana, como se fosse um trabalhador adulto,
embora elas estejam, ainda, vivendo a vida mirim. Estas mães pensam que as
crianças, para vencerem na vida precisam ter determinados comportamentos e
disciplinas que, por vontade própria, nunca terão!
Existe uma rigidez muito grande
na educação destas crianças, um adestramento desde pequenas para serem os
melhores, quando sabemos que ninguém é 100% em tudo. Em pleno 2.015, exigir que
uma criança se prepare para ser bom em tudo é muito difícil, com tantos
estímulos diferentes e tanta tecnologia... será que temos que ser tão rígidos
com a educação de nossas crianças?
Não seria melhor deixarem que
elas vivenciem o seu período da infância de forma salutar, em vez de ficarem
preocupadas para que elas sejam melhores e se sobressaiam em tudo? Como fica o
período das brincadeiras, dos jogos e brinquedos tão importantes para o
desenvolvimento infantil? Será que tanta exigência e cobrança a estas crianças não
os tornarão adultos tristes e deficitários em autonomia e satisfação diante da
vida? Será que eles não serão adultos dependentes de drogas antidepressivas no
auge de sua vida adulta? Ou marionetes dentro de um sistema cruel e
competitivo?Pensem nisso, “mães tigresas”!
quinta-feira, 18 de junho de 2015
“Eu faço o meu filho ficar pianinho, e fazer tudo o que eu quero!”
Fazer o filho ficar pianinho, o
que significa isto, de fato? Adestrar para que ele responda somente ao que você,
adulto, quer, e quando quer? E a autonomia infantil, onde fica? E a questão da
personalidade de cada um, como se forma? E a independência para se tornar um
adolescente e um adulto forte e saudável, psicologicamente e fisicamente, como
se aplica?
Levantei estas questões para que
todos pensem em como podemos influenciar na construção ou destruição de um ser
humano em formação. Vocês devem estar se perguntando: “então tenho que deixar a
criança fazer tudo o que ela quer?” Não, claro que não. Na vida adulta existem
frustrações e limites. Não temos, ou conseguimos, tudo o que queremos na hora
que queremos, mas desde crianças precisamos entender como é a vida, de fato.
Crianças “pianinhos” são submissas, sem coragem para enfrentar a vida de
frente; precisam sempre de alicerces e escoras para se estabelecerem, e não
conseguem andar sozinhas e de cabeça erguida ao longo da vida. Sempre estarão
ancoradas em outras pessoas, precisando sempre de alguém para se sentirem
fortes. E quando a escora se vai, elas se perdem totalmente!
Não somos imortais, então, temos
que ensinar às crianças, desde pequenas, a não serem “pianinhos”, mas a saberem
tocar a música de suas vidas de sua própria forma, arcando com as vitórias e
aprendendo com as derrotas. É diferente ser o piano ou ser o maestro de sua
vida! Eu prefiro pessoas que sejam regentes de suas vidas e não um objeto
estático que não sai do lugar e que espera que um outro lhes dê as coordenadas
do próximo acorde! Para isto, precisamos educar e ensinar o que é certo e o que
é errado, ou seja, explicar é conversar, sem gritar, sem alterar a voz e sem
xingar. Se amamos alguém, de fato, queremos que esse alguém cresça e se torne
um grande compositor de sua vida, com aplausos e sucesso naquilo que escolhem
para ser.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
“Camisinha é remédio para a mamãe não ficar grávida”
Esta história foi motivo de muita
risada dentro da sala de aula do curso de Pedagogia. A aluna me contou o
seguinte: ela tem uma filha de nove anos que brinca com os primos na casa da
cunhada dela.
A cunhada trabalha na área da saúde, e camisinha na casa dela é o
que não falta; ela deixa que as crianças brinquem como se fossem bexigas, enchendo-as
com ar ou água. Já na casa desta aluna, esse material não é tão disponível
assim, tão abertamente, e a filha não tem o hábito de ter essa brincadeira. Ela
ainda disse assim em nossa aula: “minha cunhada é louca mesmo. Só pode ser!”
Continuando a história, a filha
voltou para casa depois de brincar a tarde inteira com os primos e primas
enchendo as camisinhas de ar e/ou água e perguntou à mãe o que é camisinha e
pra quê servia? Ela, sem reação, ficou toda ruborizada e sem pensar disse o
título do texto acima, ou seja, que “... é remédio para a mamãe não ficar grávida”.
E todos nós, em sala de aula, rimos muito da reação daquela aluna.
Para piorar a situação, a menina
continuou com sua curiosidade e perguntou assim: ”Mãe, mas remédio a gente toma
pela boca! Como você toma a camisinha?” Tentando amenizar a situação, ou
melhor, tentando fugir da situação, minha aluna disse para a filha que quando
ela ficasse mais velha iria explicar, e que aquela não era hora dela saber
destas coisas. Pais: por favor! Não reajam assim diante de uma pergunta destas.
Se vocês acham que não está na hora de falar sobre como se prevenir de gravidez
e/ou DST (doenças sexualmente transmissíveis) usando a camisinha quando fazem
sexo, não inventem palavras para não complicar mais a situação de vocês. Ela
poderia ter perguntado para a filha o que ela sabia sobre o assunto, onde ela
tinha visto camisinha, e assim ela saberia por onde poderia dar continuidade ao
assunto respondendo de acordo com o que a filha queria saber! Assim, é possível se verificar até que ponto
a criança sabe, ou não, sobre o assunto abordado, e até onde a sua curiosidade chegará.
Mas mentir, ou inventar, é pior, pois gera uma situação bem embaraçosa e a
criança percebe; e neste sentido, ela continuará a querer saber cada vez mais e
mais, e vocês não saberão como sair dessa!
Não compliquem as coisas, pais! Somente
perguntem sobre o que eles sabem sobre o assunto e falem em cima do que eles
sabem, sem exagerar e nem piorar a situação!
terça-feira, 16 de junho de 2015
Despertando a curiosidade da criança, sem estar na hora certa!
Uma mãe me disse que quando sua
filha, de nove anos, faz perguntas relacionadas ao assunto sexualidade/sexo,
ela não sabe o que responder e que, muitas vezes, a resposta que ela dá, quando
não tem jeito de silenciar, acaba dando margem a mais curiosidade ainda! Pois
bem, a filha lhe perguntou o que é sexo e ela respondeu que é ser feminino ou
masculino. Mas ela disse isto rindo, porque sabia que a resposta não era essa!
Não deu outra: a criança desconfiou de algo e continuou a pergunta, afirmando
assim: “isto eu sei, mãe! Nos banheiros da escola tem uma figura de uma menina
e de um menino e está escrito masculino e feminino. Mas você riu, por que você
riu?”
A mãe desconcertada disse à filha
que esse tipo de conversa, para explicar melhor o que é sexo, elas teriam que
ter em outro momento, quando sua filha estivesse mais velha! Vejam só: esta mãe
piorou a situação e, com isso, a curiosidade passou a ficar instalada!
Pais: muitas vezes, a reação que
vocês têm às perguntas das crianças acaba despertando ainda mais o interesse delas!
Qual seria o correto, nesse caso? Devolver a pergunta para a criança,
perguntando a ela o que ela sabe sobre o que é sexo? Com isso, o adulto começa a saber o que realmente
a criança quer saber, onde está a curiosidade dela! E isso deve ser feito sem
risos ou atitudes de desconcertos! A criança sempre nos dá a noção do que ela
exatamente quer saber. E não adianta o adulto projetar um tipo de pensamento de
que a criança quer saber “A” ou “B” sobre o assunto porque, se assim o for, o
adulto não acaba respondendo o que realmente a criança quer saber, mas o que ele
acha que a criança quer saber! E isso,
com certeza, despertará maior interesse e estará instalada a famosa “saia
justa”! Então, investigue o que ela sabe sobre o assunto, o que realmente ela
quer saber, e acabe com o assunto. Ponto!
Agora, se houver reações de risos
ou embaraços diante de perguntas simples, elas se interessarão muito mais pelo
assunto e o adulto, em questão, não terá mais sossego porque ele será invadido
mais e mais por perguntas e mais perguntas! O adulto tem noção do que seja
sexo, de suas implicações, do que representa isso na vida de uma pessoa, da
divulgação desenfreada que a própria palavra “sexo” ocorre na mídia... então, o
importante é saber o que paira pela cabecinha da criança e não pela do adulto!
Pensem nisso!
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Como a publicidade tenta moldar os pensamentos infantis!
Esta história aconteceu com uma
menina de cinco anos. Ela viu na TV uma propaganda infantil sobre uma máquina
de fazer sorvete para crianças brincarem.
Pediu, chorou, fez chantagem para conseguir o presente, uma vez que não
era uma data especial e seus pais somente a presenteiam em datas especiais como
aniversário, dia das crianças e Natal. Não vou discutir aqui as datas em si,
mas o que aconteceu. Pois bem: seus avós compraram o brinquedo.
Quando a menina abriu ficou
maravilhada! Mas foi só colocar em prática que pôde perceber que a tal máquina
na TV fazia e acontecia, mas que na vida real não era bem assim. Logo ela se
desinteressou pelo brinquedo. A mãe, por sua vez, bastante indignada, me
perguntou o que fazer, já que a filha queria tanto e depois não quis mais, e
que perdendo o interesse lá estava a máquina, bem cara por sinal, encostada em
um canto da cozinha! Fiz a essa mãe seguinte pergunta: qual foi a resposta de
sua filha quando viu o brinquedo? A mãe me contou que a criança não quis mais o
objeto por que na TV ela fazia sorvetes de todos os sabores e cores, que a dela
estava quebrada por que não saia nada bonito e nem colorido.
Pois bem, quando a criança quiser
um brinquedo que aparece na TV, o melhor a fazer é levá-la na loja, mostrar o
brinquedo em si, ler o que está escrito na caixa com calma, porque as
propagandas infantis são lindas e mágicas no vídeo, ou seja, lá tudo acontece:
bonecas com asas voam pela floresta, máquinas de sorvete fazem todos os sabores
e em grandes quantidades, monstrinhos comem bolachas... Por isso, o melhor a se
fazer é explicar, mostrar para a criança o que é real e o que é falso! Isso é
muito importante para que elas percebam que as propagandas e a publicidade são,
muitas vezes, enganosas e falsas, tendo como objetivo apenas provocar desejos
para a realização da venda, nada mais. Aposto que se a criança perceber antes
os fatos como são, com certeza ainda na loja não vão querer o brinquedo, e aí vocês
poupam dinheiro. É preciso ensinar ─ e aprender ─ que a publicidade infantil,
assim como a adulta, molda os seres humanos, e que nós deveremos estar atentos
para não sermos o tempo todo enganados!
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