terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hora do parque: família e professores repetem o mesmo comportamento

Falamos tanto na área da educação infantil que o horário do parque também faz parte do tempo de aprendizagem, que isso precisa ser mais explorado pelos professores junto com as crianças. Elas não podem simplesmente brincar sozinhas enquanto os professores conversam entre si ou usam este horário para o lanche.
Mas observando o comportamento de alguns pais no parque percebi que as mesmas atitudes dos professores quanto ao horário do parque acontece também na família. Os familiares, e até mesmos as babás, deixam as crianças brincando sozinhas enquanto eles conversam entre si.
Para que todos reflitam, não é que vocês vão escorregar em brinquedos de crianças, não é isto. Mas chamar a atenção da criança para algumas aprendizagens pode ser significativo.  Por exemplo, para se balançarem elas precisam empurrar com força ou devagar então é preciso ir explicando o que acontece quando empurramos devagar e quando fazemos isto com força. São estes questionamentos que vão fazendo a criança pensar no seu cotidiano, e assim,   produzindo aprendizagens.
Este é apenas um exemplo, existem tantas iniciativas que precisam ser experimentadas, vivenciadas, mas se o adulto ficar sentado e conversando com outras pessoas as crianças não serão efetivadas pelas crianças. Vamos lá brincar juntos no parque, as crianças precisam destes conhecimentos, instigados por nós adultos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que perguntar para as crianças rotineiramente para lhes dar segurança psicológica?

Uma mãe me fez a indagação acima e resolvi contar-lhes o fato que servirá de reflexão para muitos de vocês.
Para uma criança, seus medos, frustrações, decepções precisam ser externalizados de alguma forma; nada melhor do que uma conversa. Mas muitas vezes nem eles mesmos sabem por onde começar, pois não estão certos do que estão sentindo. Nós, adultos, também passamos por isto, muitas vezes precisamos nos afastar de alguma situação para perceber o que sentimos e conversando com outra pessoa ela nos aponta caminhos; com a criança não é diferente.
Perguntas simples, mas que poderão iniciar uma conversa como: Você está bem? Está sentindo alguma coisa? Precisa de mim para algo? Como foi o seu dia? O que gostou de fazer na escola? Está feliz? Está triste? O que posso te ajudar?
Parece corriqueiro falar sobre perguntas que soam como banais, mas que farão toda a diferença na vida desta criança, pois lhes dá a chance de se expressar, de colocar para fora o que está vivendo sem cobranças, sem medos e sem críticas.
Não pergunte para fazer julgamentos, mas somente para ouvir. Assim, estará nutrindo a relação afetiva entre vocês, mas principalmente dando a proteção emocional que seus filhos precisam para passar o dia a dia com coragem para enfrentar as situações.
Mas vocês devem estar se questionando: Que horas irei fazer isto, se não tenho tempo para nada? Na minha visão de mundo mais vale um tanque sujo de roupas e parar para conversar do que roupas limpas e crianças desestabilizadas emocionalmente. A vida é feita de escolhas, veja o que é melhor para cada um de vocês que leem este texto neste momento.

domingo, 16 de setembro de 2012

Eu quero, eu quero, eu quero...

Consumir em excesso está relacionado à desestabilidade emocional,  geração de tensões e prazeres superficiais.  Mas por que algumas crianças possuem esse comportamento?
Primeiro porque aprenderam com os adultos esta atitude.  As crianças não possuem cartão de crédito para sair comprando e gastando tudo o que querem, mas assimilam esse consumismo exacerbado quando acompanham seus pais em shoppings e/ou comércios,   hábito de gastar muitas vezes bem mais do que ganham para mostrar ao outro algo material e não por satisfação própria.
O que fazer? Simples, comprem aquilo que podem dentro de um orçamento, isto é educar a criança para ser um adulto de sucesso. Dar tudo o que a criança quer não parece ser o mais correto.  Já trabalhei este tema em outro texto postado aqui sobre gestão financeira com os pequenos, mas reforço aqui não a questão financeira em si, mas sim as carências, frustrações e medos que estão imbuídos em uma pessoa consumista.
Para isto temos que prestar atenção no que de fato está levando uma pessoa a comprar em exagero algo que não precisa? Por que gastar mais do que se ganha? O que a pessoa está querendo compensar? E em que medida esta atitude pode influenciar na educação das crianças? Tudo isso precisa ser pensando e repensado pelos adultos para não gerar este problema de comportamento nas crianças pequenas...

sábado, 15 de setembro de 2012

Por trás de um comportamento agressivo sempre há uma criança que precisa de afeto

As reações agressivas podem ser causadas por algum tipo de situação-problema que a criança está enfrentando. Nada mais é do que um pedido de socorro: “me vejam, me escutem, preciso de ajuda”. Mas poucas pessoas entendem isto como um pedido de socorro.

Pais e professores observem esse comportamento e conversem com as crianças, tentem entender o que está acontecendo; às vezes o problema está em casa, outras vezes na instituição de ensino. É necessário detectar o que está acontecendo para poder ajudar a criança a refletir sobre suas atitudes.

Paciência neste momento de agressividade é a palavra chave, embora saiba que muitas vezes esta atitude é difícil de ser conseguida em  momentos de tensões. As crianças necessitam nesses momentos se sentirem acolhidas, valorizadas, ouvidas, e não menosprezadas ou deixadas de castigo.

Diante da agressividade retribua com afeto. Esse é o segredo para reverter a situação. Pensem nisto e repensem suas atitudes diante de fatos agressivos; gritar, xingar, bater não ajudam em nada; pelo contrário, somente aumentam a situação de estresse que a criança esteja vivendo.

site:www.vandaminini.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Não compare as crianças; cada uma é única no palco da vida


Uma mãe me relatou que ela tem 3 filhos (duas meninas e um menino), que sempre deu a mesma educação para eles, mas não entende por que cada um é tão diferente um do outro. A resposta é simples: primeiro que cada criança é única e por isso especial na sua própria maneira de ser; depois nos enganamos quando dizemos que a educação é a mesma por que não é. Vamos refletir juntos.
Quando nasce o primeiro filho a família está passando por uma situação de vida, tanto financeira quanto emocional; no segundo e assim, sucessivamente, é outro momento. Se vocês tiveram o primeiro filho com 25 anos, por exemplo, o segundo com 28 e o terceiro com 30 são idades e momentos de vida diferentes, então a educação não é a mesma. Se estão lutando financeiramente na vida quanto têm o primeiro e se já estão mais estabilizados quando têm o terceiro é outro tempo, entenderam?
E além do mais cada criança tem uma maneira de enxergar o mundo que a rodeia, uma maneira de pensar, sentir e agir próprio, influenciada pelo meio social em que convive, com as pessoas que estão ao seu redor. Não queiram comparar a educação de um filho com outro por que eles são diferentes sim; é nisto que reside a riqueza do ser humano.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Minha árvore roxa

Esta história é fantástica, aconteceu quando eu ainda era professora de educação infantil. Uma colega veio me perguntar na época o que ela fazia com o desenho do menino de 5 anos que havia pintado a copa da árvore de roxa.
Ela me disse assim: - Eu expliquei que as folhas da s árvores são verdes, pedi para que todos pegassem o lápis verde e pintassem juntos, mas ele não fez. Eu desconfio que ele não sabe cores ou será que é daltônico?
Eu respondi a ela:
-Você perguntou por que ele pintou a copa de roxo em vez de verde?
Ela respondeu que não. Então, pergunte para a criança antes de tirar conclusões precipitada, alertei.
A reposta da criança foi maravilhosa. Vejam a explicação: Ele tinha pintado de roxo porque em frente da casa dele havia uma árvore enorme cheia de flores roxinhas e nesta árvore não havia folhas, somente flores. Vocês sabem qual era esta árvore? Ipê roxo.
Pare para pensar como a criança tinha uma explicação lógica para o fato de pintar a copa da árvore de roxa; ela estava errada? Claro que não. Mas se a professora não pergunta, poderia levantar hipóteses erradas como estava fazendo.
Moral da história: Quando uma criança não der uma resposta esperada pergunte a ela por que ela fez daquele jeito; verão que há uma explicação lógica para o fato e que muitos adultos desconhecem. Ditado popular: Perguntar não ofende...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pais e professores de verdade nunca serão substituídos por máquinas

Embora as crianças hoje já nasçam na era tecnológica, na qual adquirem informações sobre tudo, os pais e professores não serão deixados de lado, por que a interatividade não educa e ensina a ser humano.
As máquinas até podem informar, mas carinho, afeto, solidariedade, tolerância, paciência são sentimentos que precisam de contato físico e neste sentido a sensibilidade dos pais e professores são fundamentais. Portanto, a profissão professor e o papel dos pais são insubstituíveis na formação de uma criança e fundamental para o alicerce na vida adulta.
Porém, o uso desta tecnologia precisa de regras combinadas para que não se torne um vício na vida das crianças. As máquinas e internet não podem tomar todo o tempo da criança. Elas precisam aprender a controlar o acesso às máquinas e, neste sentido, cabe aos pais e professores a orientação.
Cuidem para que as crianças não cheguem ao vício, para isto proponham outras situações significativas para elas, tais como: passeios ao ar livre, piquenique, cinema, teatro, andar de bicicleta, fazer algum esporte, contar histórias de sua vida, ida à praia, enfim, inventem e se divirtam juntos...