sexta-feira, 18 de abril de 2014

“Para onde vão as pessoas quando não as vemos mais? Poderão voltar?”

Uma criança estava conversando com sua mãe sobre a morte de sua avó, e a mãe ficou sem saber o que responder e resolveu me perguntar. Como isto deve acontecer com várias pessoas, resolvi escrever sobre o assunto.

Para responder às crianças, vocês devem contar a verdade dos fatos, por exemplo, na pergunta: “Para onde vão as pessoas que não vemos mais?” “ Elas são sepultadas em um lugar chamado cemitério ou até mesmo podem ser cremadas em lugares próprios chamados crematórios”. Falar de maneira natural e explicando tudo o que for de curiosidade da criança de forma real.  “As pessoas poderão voltar?” “ Não! Quando morremos não voltamos mais, são como as plantas, os animais, eles também morrem e não voltam mais a viver.”  Se elas perguntarem se vão morrer, digam que sim, que todos nós morreremos um dia, que isto é a vida.

Simples assim. Por que nós, adultos, complicamos tanto para explicar coisas tão reais e verdadeiras da própria vida? Por que fantasiamos dizendo, às vezes, absurdos para as crianças, deixando-as confusas e mais inseguras? Nascer, crescer, e morrer são fases da vida; todos nós passaremos por isto um dia. Ninguém ficará para sempre! Isto é irreal.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

“O comportamento infantil varia de acordo com o lugar e as pessoas?”

A resposta para esta pergunta é sim, as crianças podem ter alguns comportamentos nos lares e outros nas instituições de ensino. Já ouviram a frase: “lá em casa ele é um anjinho, e não sei por quê ele bate em todo mundo aqui na escola... não entendo”? É que, muitas vezes, em casa estas crianças são ameaçadas com agressões verbais e/ou físicas, e devido ao medo, não podem demonstrar determinados comportamentos  que, depois, podem ser revelados, sim, em outros lugares como nas instituições de ensino.

As crianças são inteligentes e como não possuem as preocupações do dia a dia, como ter de fazer comida,  pagar contas, ganhar dinheiro... elas percebem o comportamento de um ou de outro facilmente, sabendo como fazer para obter o que desejam, ou não; por conta disto, existe a variável de comportamento, a espontaneidade de ser em lugar onde sentem que podem expressar suas contrariedades, seus senões e em outro lugar onde isso não é tão possível!


Nós, adultos, também somos assim! Nosso modo de agir não é igual para com todas as pessoas e, nem poderíamos, porque não conseguiríamos sobreviver. A riqueza de nossa espécie é justamente sermos portadores do fator adaptação, ou seja, de sabermos como e com quem devemos, ou não, falar. Basta observar o outro para sabermos como agir! Às vezes também erramos, às vezes acertamos, mas vamos experimentando, afinal, somos seres humanos!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mundo da criança “aqui e agora”

As crianças não vivem fora da realidade. Para elas, o que existe é o momento atual porque ontem e amanhã estão distantes, não conseguem localizar! Elas são espontâneas e sabem viver. O único problema é que nós, adultos, não compreendemos isto e quando vamos crescendo perdemos esta espontaneidade de criança; isto poderá fazer com que tenhamos doenças psíquicas e/ou até mesmo físicas.

Elas brincam no aqui e no agora, brigam, ficam chateadas... mas depois passa...e  logo estão brincando novamente! Quer melhor saúde mental do que isto? Quando há a intervenção do adulto é que começam os problemas. Criança briga e brinca com criança ao mesmo tempo. Adultos brigam uns com os outros e são capazes de barbáries psicológicas e físicas. Quem está certo?


Por que, então, fazermos com que as crianças percam esta espontaneidade e vivam de maneira que os adultos achem certo? Vocês devem estar se perguntando e, alguns já devem estar respondendo: “Mas vivemos em sociedade e as crianças precisam aprender regras”. Sim! Vivemos em sociedade, numa sociedade cruel, maldosa, invejosa, competitiva, cheia de máscaras e mentiras, com verdadeiros doentes mentais espalhados e disfarçados de pessoas sadias e boas! É este o tipo de mundo que querem para seus filhos (as), ou querem que eles sejam pessoas construtivas, capazes de se relacionar de forma harmônica com os que estão à sua volta, capazes de serem vencedores e felizes com suas próprias conquistas, sem precisar puxar o tapete de ninguém? Pessoas que valorizem o seu eu e, consequentemente, o outro. Para isto, elas precisam ser e continuarem a ser espontâneas e verdadeiras, precisam continuar a viver no aqui e agora, porque quem vive do ontem pode estar depressivo e quem vive no amanhã poderá ser ansioso!  Ambos os extremos são perigosos e podem causar doenças. VIVAM O HOJE, O AQUI E O AGORA!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Professor pesquisador: de que e de quem?

Alguns estudiosos da academia dizem que os professores devem ser pesquisadores de sua ação. Estas teorias foram inventadas por profissionais que não são brasileiros e não conhecem a realidade de nosso país. Tenho algumas controvérsias com teorias que vem de fora e que tentam implantar aqui no Brasil. Por que digo isto? Porque muitas vezes não funciona.

Nossa formação profissional inicial, aqui no Brasil, nos cursos de pedagogia, acaba sendo, muitas vezes, bastante precária! A realidade é que ou se ensina a ser professor, ou se ensina a ser pesquisador. Não concordo com a exigência de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) nos cursos de licenciaturas. Mal o tempo é suficiente para prepararmos nossas disciplinas, os alunos ficam malucos durante os dois últimos semestres do curso pensando no TCC! Além disso, também os professores que orientam esses trabalham, muitas vezes acabam ficando sem ação diante de algumas circunstâncias. Se levamos 2 anos, no mínimo, em um curso de Mestrado e 4 anos em cursos de Doutorado para nos tornarmos pesquisadores neste pais,  como podemos fazer isto dentro de um curso de graduação?


Mas uma vez nosso ensino fica naquele velho ditado “para inglês ver”. Enquanto não pensarmos de forma real e repensarmos nossa educação como um todo, ainda estaremos formando pessoas despreparadas para o mercado de trabalho. Vejo alguns comentários de colegas assim: “aprendem na prática”. Então, há uma contradição: se aprendem somente com a prática, então não há necessidade de curso superior. Em países mais desenvolvidos os cursos de graduação formam professores e, se estes quiserem ser pesquisadores, tomarão outro rumo. Por que aqui tem que ser tudo junto e misturado? Pior ainda: uma bagunça! Eh Brasil, quando vai acordar?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Momento de reencontro: crianças e pais

Ao sair da instituição de ensino as crianças encontram seu (s) pai (s) e, certo dia observei uma cena que precisa ser comentada: a criança, toda feliz por encontrar seu pai ali na saída, e este, sem demonstrar qualquer tipo de afeto, pegou a mochila e falou para a criança: “vamos correndo; estou atrasado! Ainda tenho que ir à aula de inglês”. 

E as falas acabam sempre se repetindo... Hoje não posso porque estou atrasado, amanhã não posso porque... depois também não posso porque... E assim vai! Quantos dias se passaram e as crianças não tiveram um reencontro feliz porque os pais estavam sempre apressados!


A vida passa tão rápido, as crianças crescem tão depressa, e como ficam as diversas vezes quando se poderia ter sido demonstrado carinho e afeto e não se fez? Quando é que esses pais atentarão que coisas e objetos são seres sem vida, mas que pessoas possuem sentimentos, conquistados ou não? As relações são construídas ou destruídas, e uma vez quebradas poderão não ter mais volta. É como um vaso quando se quebra: podemos até juntar os cacos, mas nunca será novamente igual. Reencontro é algo para ser beijado, abraçado, conversado sobre o que fizeram ou deixaram de fazer; é um momento de intimidade e de saudade do tempo que ficaram afastados uns dos outros. Um momento de acolhimento de dois corpos, de duas pessoas, de dois seres humanos!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dificuldades cotidianas: conflito entre gerações

“Tenho dificuldade em compreender a geração do meu filho. Quando minha mãe olhava torto para nós ─ eu e meus irmãos ─ nós ficávamos quietos na hora; agora eu olho torto para o meu filho e ele tira sarro de mim!”. Comecei o texto já com esta fala por que foi uma pergunta de uma mãe desesperada em uma de minhas redes sociais. Ela queria a minha ajuda. Vamos às explicações...

Eu também sou da geração que a minha mãe olhava torto e nós, os filhos, ficávamos imediatamente quietos! Mas eu pergunto agora, se nós ficávamos quietos porque entendíamos o que estávamos fazendo, ou simplesmente por medo, porque sabíamos das conseqüências... que o castigo viria galopante, muitas vezes na base dos tapas mesmo, e  esta é que era a verdade! E como apanhar dói e constrange muito, então para não doer e para não nos sentirmos expostos uns diante dos outros, ficávamos quietos fazendo de conta de estávamos entendendo e concordando com o corretivo! Era assim, ou não era com vocês que leem este texto agora?


Pois bem, os tempos mudaram, a sociedade mudou e, com isto, os comportamentos infantis também mudaram. As crianças obtêm informações a todo momento, sabem que existe ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), Conselho Tutelar, etc. Então, quando um adulto chama a atenção de um filho e este ri, ou acha engraçado, ou mesmo imita o pai/mãe diante da observação que está sendo feita, isso não significa que eles estejam demonstrando falta de respeito! Muitas vezes eles acham engraçadas as caretas que fazemos quando ficamos incomodados ou constrangidos diante de uma atitude de um filho/criança em público. Além disso, é muito comum elas quererem comparar a situação com a de um artista em determinado programa humorístico, seja na TV ou no computador! A criança precisa entender a lógica dos fatos e das argumentações convincentes para que possa compreender realmente o que se passa. Por exemplo, se ela quebra um copo e a mãe olha torto, se ela vem correndo e escorrega no tapete da entrada, quase batendo a cabeça no batente da porta... o que essas situações tem a ver com receber um olhar torto e irritado? Nada! Absolutamente nada! Melhor seria que a mãe explicasse a situação de distração (quebrar o copo) ou a situação de correr de modo impulsivo para chegar a determinado lugar (escorregar no tapete), do que somente olhar! O mundo está mudando e a cada geração surgem os conflitos que fazem com que se possa pensar e repensar que, querer educar o filho da mesma forma como lhe foi transmitido/ensinado, isso não funciona mais!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tal pai, tal filho!

Vi uma foto nas redes sociais de uma apresentadora de TV, em suas férias, com filho e marido em um hotel. Não citarei nomes aqui, não só por questões éticas, mas porque o que importa é a cena que estava na foto e não o mexerico da vida alheia. O pai e o filho de 2 anos estavam de óculos escuros à beira da piscina fazendo poses de super-heróis.

O que me chamou a atenção e resolvi escrever para vocês é o fato de uma criança de dois anos estar usando óculos escuros, de sol! Às vezes, as crianças, para quererem imitar um adulto acabam usando objetos ou acessórios comprados e incentivados pelos próprios pais. Fica aqui o alerta:


Vários oftalmologistas já disseram que os óculos de sol, para um adulto, precisam de prescrição médica, e que esses que são vendidos em bancas e barraquinhas, em camelôs ou até mesmo em algumas óticas, precisam ter uma qualidade especificada ─ profissionalmente falando ─ para que não haja nenhum prejuízo no sentido de acarretar um dano à retina ocular. Então, lá vem à pergunta: Será que ao tomarmos esse cuidado conosco, adultos, também tomamos o mesmo cuidado com os pequenos, ou simplesmente compramos porque achamos bonitinho e, pior que isso, é a mania do brasileiro de achar que nada acontecerá com ele ou com o seu filho (a)? Estes cuidados precisam ser tomados! Visão é coisa séria, aliás, todo o nosso corpo é coisa séria! Ele é a nossa casa, o nosso lar e temos responsabilidades com ele.  Então, quando somos crianças, é da responsabilidade de nossos pais e familiares, em geral,  cuidar de nosso corpo, dar a ele o necessário para se desenvolver de maneira saudável e adequada!   Pais, por favor, não comprem óculos para as crianças só por comprar, ou só para atender-lhes a um simples pedido de imitação! Consultem, antes de tudo, o médico oftalmologista para receberem a orientação necessária!