terça-feira, 10 de março de 2015

Bolo de aniversário, que delícia!

Uma família composta por pai, mãe e dois filhos estava comemorando o aniversário do caçula, de dois anos de idade. No lugar de uma festa cheia de mesas decoradas com temas, havia um bolo, cheio de glacê branco, grande, mas bem simples. O aniversariante estava em cima da mesa, o irmão mais velho ao lado, a mãe dando suporte para que o pequeno não caísse, e o pai ─ suponho ─ tirando fotos. E a cena estava postada nas redes sociais, com a seguinte legenda nas fotos: “Não precisamos de muito para comemorar algo tão importante! É só olhar as fotos para ver a felicidade da nossa família”.

Bem, preciso contar que o menino de dois anos, sentado na mesa, comia o bolo com uma mão e, com a outra, enfiava dentro do bolo para tirar outro pedaço, todo lambuzado! Da mesma forma assim estavam a mãe e o outro filho.  O pequeno, com carinha de muita alegria, socava bolo na boca da mãe! Uma farra total!

E o que mais me impressionou não foi esse cenário todo, mas a desenvoltura desta família e a alegria de querer fotografar este momento e comentar conosco, mostrando que para ser feliz não é preciso muita coisa!  Às vezes, sou chamada para ir a festas de aniversário infantil que têm requintes e mesas que mais parecem cenários de filmes; festas nas quais os pais, muitas vezes, gastam um dinheiro que não têm, e que a própria criança acaba não aproveitando nada pela pouca idade que tem! No caso da festa familiar do exemplo acima, pode-se verificar tratar-se de algo bastante simples, mas, ao mesmo tempo real e verdadeiro, mantendo o bom espírito da farra infantil. Parabéns, família!


segunda-feira, 9 de março de 2015

Chupetas e mamadeiras customizadas para bebês

Vi um post, em uma rede social, de chupetas e mamadeiras customizadas com cristais nas cores azul e rosa. Era um anúncio com fotos de bebês que as estavam usando. E dizia: “Para filhos e filhas de mamães fashions”.  Comecei a observar o material e percebi que estes cristais eram colados nas chupetas, pois nestas havia marcas e logos  ─ dos que existem no mercado, mas que não vêm com cristais, nem pode, porque não passariam pelo Inmetro. Embaixo das fotos, vários comentários de mamães querendo saber onde compravam as tais chupetas e as mamadeiras.

Fiquei preocupada e, por isto, resolvi alertar neste texto sobre o perigo destas chupetas e mamadeiras. Se quando nós usamos brincos e outros objetos que têm esse tipo de material colado, estes se desgrudam com facilidade, principalmente por causa do calor do corpo ou do suor da pele, imaginem uma chupeta ou mamadeira? E se os brilhos desgrudarem e a criança engolir?

Mães, por favor, não entrem na onda da moda, e não queiram que seus bebês corram perigos de vida com este tipo de material. Não é por um acaso que marcas famosas de produtos infantis não fazem este tipo de objeto com esse procedimento. Agora, querer customizar para ser diferente, isso pode ser bem perigoso! Além do problema da higiene para com esses objetos, será que uma mamadeira ou chupeta customizada pode ser fervida? Sim, porque isso é extremamente necessário para a higiene alimentar das crianças.


sexta-feira, 6 de março de 2015

“De quem você gosta mais: do papai ou da mamãe?”

Esta pergunta nunca deveria ser feita para um filho (a). Cada pessoa, para a criança, tem a sua importância, e os pais são referências; cada qual com suas diferenças e gênero. O pai é a figura masculina e a mãe, a feminina; cada um tem seu jeito de pensar, de sentir e de agir. Todos nós precisamos ter estas referências.

Quando o pai, ou a mãe, verbaliza a pergunta acima, demonstra uma competição entre si. Para se fazer isto, significa que este casal já não está se relacionando tão bem assim, porque  se competem é porque a vida conjugal precisa de uma revisão de valores. O filho (a) é  dos dois, e competir não gera relações saudáveis dentro da família. Penso que família  deveria ser sinônimo de  carinho, aceitação entre todos, e não competição por  afeto.


Adultos que possuem este tipo de comportamento nada mais são do que carentes afetivamente, e precisam o tempo todo se autoafirmar. Carência está relacionada com baixa autoestima, porque uma pessoa feliz consigo mesma não possui a necessidade de se autoafirmar o tempo todo; ela se conhece, sabe de suas limitações e de suas competências. Não sejam carentes e com baixa autoestima; não disputem o carinho dos filhos, pelo contrário, sejam realmente uma família feliz, cada qual com sua própria maneira de ser. Não coloquem seu filho (a) no ringue de disputa de afetividade; pelo contrário, demonstrem segurança e carinho entre todos, sem cobranças ou chantagens. Somente assim poderão ter filhos (as) adolescentes e adultos fortes, capazes, seguros, com saúde emocional e mental. Reflitam sobre seus atos, SEMPRE!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Berços diferentes e assustadores: cada uma!

Um escultor americano projetou um berço infantil inspirado em um filme de Tubarão. O berço era engolido pela boca de um tubarão! O pior é que o anúncio dizia: “Criatividade inusitada”. Muito bem: criativo, sim, mas a foto era assustadora! O bebe dormindo parecia estar sendo engolido pelo enorme tubarão.

Fiquei pensando como isto poderia ser assustador para a criança, e vocês podem estar pensando que um bebe não sabe o que é um tubarão, e nem o filme em questão. Mas... se quando maiorzinho ele percebesse do que se tratava e guardasse em sua memória, no hipocampo do cérebro, este registro, isto poderia lhe trazer consequências mais tarde, mesmo que de forma inconsciente. E ainda mais: todo adulto, ou mesmo uma criança maior, quando fosse ao quarto do bebe e se deparasse com a tal criatividade do berço, não deixaria de se lembrar do filme, de reportagens ou documentários de TV informando sobre pessoas que perderam a vida ou partes de seu corpo pela investida de um tubarão... e tudo isso seriam sentimentos de medo que estariam sendo jorrados naquele quarto infantil e, com certeza, absorvidos pelo bebe em questão!


Muitos de nós possuímos medos que não sabemos de onde vem, mas que, com certeza, têm origem na infância, tendo ficado armazenados em nossa memória inconsciente. Voltando ao berço, espero que ele seja, no mínimo, muito mais confortável que os berços convencionais para que ele possa trazer tranquilidade num momento tão importante que é o sono. Neste momento, precisamos de paz, tranquilidade, relaxamento para que nossa mente descanse e se refaça para o outro dia. E com a criança, seja um bebe recém-nascido, ou mesmo um jovem pré-adolescente, a necessidade de um sono tranqüilo, sem medos ou interrupções é, também, fundamental! Enfim, se eu pudesse falar alguma coisa para esse designer, ou para os pais que adotassem a ideia de colocar um berço, como esse, no quarto de uma criança, eu diria: Cada uma! Sem noção!

quarta-feira, 4 de março de 2015

“Você não vai chupar picolé porque você vai sujar a roupa toda!”

Estava de viagem e parei em um posto de gasolina para tomar um café; no restaurante, estava um casal com dois filhos: o mais velho já tinha uns 5 anos e o mais novo uns 3, porque não falava corretamente todas as palavras. Era verão, e estava um dia insuportável de calor! O menino mais novo queria tomar sorvete, e dizia que queria picolé; insistia e sua mãe verbalizava assim: “Você não vai chupar picolé, você vai sujar toda a sua roupa e vai chegar na casa da sua avó todo sujo!” Bem, o menino insistia e nada da mãe deixar. Então ele resolveu perguntar para o pai, que devolveu a responsabilidade para a mãe verbalizando: “Isto é com sua mãe. Ela é quem decide!”

O garoto voltou a insistir, mas sua mãe foi cada vez mais categórica e dizia “não” o tempo todo; até ameaçou de bater no menino, e também ameaçou de lhe dar uma enforcada, mas como estava em público, acho que resolveu não fazê-lo; mas também não deu o sorvete. O garoto chorava... e nada feito! Esta cena acontecia na frente de todos e o pior é que o irmão mais velho, que já tinha mais discernimento pela idade, observava quieto tudo o que acontecia!

Não concordo com esta mãe! Se ela queria que não sujassem a roupa ela só tirar a camiseta, ou até mesmo providenciar uma troca, caso isto acontecesse. Outra saída seria levar lenços umedecidos e limpar a roupa, caso houvesse necessidade; mas não humilhar, ridicularizar a criança e valorizar somente a aparência em detrimento de uma vontade. Isto é muito ruim. Esta mãe não se deu conta, mas o filho mais velho, quando crescer, poderá valorizar demais o que os outros podem pensar dele e gastar em demasia somente para ter algo para impressionar os outros! Isto poderá acarretar problemas sérios de conduta na adolescência e na fase adulta. Chegar à casa da avó, limpinho e bonitinho, era mais importante que satisfazer a vontade de uma criança, em pleno dia de verão e calor imenso! Puxa, que belo exemplo de mãe!


terça-feira, 3 de março de 2015

De novo, sujou a fralda!

Vi esta cena em um fraldário público de um shopping, e preciso comentar com vocês devido ao constrangimento que algumas mães fazem seus filhos (as) passarem, sem ter nenhuma necessidade. A mãe trocava a fralda do bebe e após acertar a sua roupa, colocou-o no chão, em pé, enquanto terminava de arrumar fraldas, bolsa com lenços umedecidos, etc. Pelo que entendi, ela tinha trocado a roupa da criança porque estava com a fralda molhada de xixi. Pois bem, enquanto ela arrumava a bolsa, a criança começou a fazer coco. Gente, nunca vi uma cena daquelas:  a mãe falou tão alto com a criança a seguinte frase: “Acabei de trocar a fralda, assim não dá. Não há dinheiro que aguente comprar tanta fralda, você tinha que sujar, de novo? Agora vamos ter que começar tudo outra vez!”. 

Eu e outras pessoas que ali estavam, olhamos para a mãe, que estava visivelmente nervosa; uma senhora até se ofereceu para ajudá-la, mas ela recusou. Olhei para o bebe, que ficou quieto na hora, e em sua expressão parecia haver um quê de tristeza, porque não deve ter entendido nada daquela reação descontrolada de sua mãe.


Queridas mães, evitem este tipo de comportamento em frente a outras pessoas, ou até mesmo sozinhas, com seu filho (a)! Vocês acham que um bebe tem controle dos esfíncteres, ou até mesmo sabe a que hora deve fazer ─ ou não ─ xixi e coco para ser trocado, para que se possa economizar tempo e fraldas? Claro que não! Se ficar registrado em sua mente esta cena, ele poderá ter sérios problemas psicológicos tais como timidez, ou até mesmo problemas físicos como ressecamentos, constipação, cólicas, etc. Fico torcendo para que este bebe da cena não registre o descaso e o nervosismo de sua mãe, para que ele se torne uma criança feliz, um adolescente saudável e um adulto coerente. Fico na torcida porque uma mãe desta, ninguém merece!

segunda-feira, 2 de março de 2015

“É meu! Não! Eu tava brincando com ele primeiro!”

Quantas e quantas vezes vimos estas cenas em casa entre irmãos, ou até mesmo nas escolas entre coleguinhas.  Preciso que entendam o que quero explicar neste texto de forma clara: aquilo que parece briga para nós, adultos, na verdade são discussões por direito ao uso ou à propriedade, ou seja, quem tem direito de brincar naquele momento, ou quem é o dono do brinquedo.

Muitos pais e professores ficam irritados com estas atitudes das crianças, mas para mim isto é uma forma saudável de socialização. As crianças precisam aprender a conquistar, a defender seus princípios e a negociar acordos e desacordos. A vida adulta não é assim?


Vejo alguns adultos tirando o brinquedo em questão, e não deixando ninguém brincar com ele; outros, ainda, acabam deixando as crianças de castigo, em cantinhos de pensamento, e não as ensinam a administrar conflitos, a perceber os direitos e negociações que uma questão não resolvida pode suscitar. Isto é ruim e não prevê uma forma de saber educar para a vida! É claro que não devemos deixar a agressão chegar a questões físicas ─ não é isto ─ e se tiver que intervir, não é para punir, mas sim para que ambos possam entender e administrar como irão brincar e resolver o problema! Então, por favor, deixem as crianças resolverem seus próprios impasses e litígios! É extremamente necessário e sadio aprender a conquistar seu espaço, seus brinquedos, seus direitos e momentos.  A vida é feita de conquistas diárias...