segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mãe controladora...

Vocês já devem ter visto aquela mãe que é mandona, que exige, que xinga, chantageia e não ensina; mas cobra e quer tudo pronto e perfeito. Este é o comportamento da mãe controladora. Eu conheço várias mulheres assim. Bem, vamos às reflexões...
Uma pessoa que tem as atitudes citadas anteriormente educa a criança em ambiente infeliz e inseguro. Essa criança quando crescer além de não saber fazer nada direito, poderá ter muitos medos.
Fico-me questionando, por que agir assim? Será que têm consciência dessas atitudes? Será que gostam de serem mães? Algumas mulheres com este comportamento quando interrogadas por mim responderam que viveram assim na infância e não têm problemas psicológicos algum agora quando adultas. Mas suas imagens, muitas vezes, revelam que são extremamente gordas, pouco cuidadas. Portanto, a estima é baixa. Isto não é ter problemas psicológicos?
Elas também esquecem que quando foram crianças o mundo era outro. As crianças de hoje não são as mesmas de 10, 15 ou 20 anos atrás.
 Mandar não é educar, mas sim adestrar. As crianças são seres humanos, necessitam de afeto, atenção, tempo, cognição, e para que se desenvolvam de forma saudável precisam se sentir seguras, sem ameaças. Sem proibições, mas com limites, e estes também precisam ser ensinados. Proibição e controle geram mais curiosidade ainda. Sabe aquele ditado popular que cita: “tudo o que é proibido é mais gostoso”? É a pura verdade e realidade.
Mães que são controladoras pensem e modifiquem seus comportamentos se quiserem que seus filhos sejam adultos saudáveis (física, emocional e cognitivamente).

5 comentários:

  1. Olá, doutora Vanda. Meu nome é Liadan e tenho dezesseis anos. Reconheci, na descrição da mãe controladora,o perfil de minha mãe e também o meu próprio perfil (infrutuosa e temendo o mundo).

    Minha mãe sempre me "educou" por meio de chantagem e agressão física...
    Vivo num ambiente opressor, sufocante... Até os doze anos, detestei os meus pais. Minha mãe pelos motivos que já citei e, meu pai, pela indiferença. Hoje, por razões desconhecidas (maturidade. Quem sabe?) consigo "perdoá-los". Mas, doutora, queria conhecer uma maneira de conversar com minha mãe sobre isso. Sobre essa opressão, essa asfixia.

    Queria que ela maneirasse mais comigo, deixasse-me respirar. Libertasse-me dessa prisão de palavras e medo na qual ela me prendeu. Mas como?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Doutora Vanda...
    Tenho 26 anos, Já me formei no ensino superior, tenho um namorado, tenho poucos amigos, estou me planejando para casar...
    Porém, minha mãe me trata com uma garota de 10 anos.
    Ela me xinga, coloca defeitos em mim, critica minhas atitudes, meu jeito de falar, meu jeito de vestir, meu cabelo, meu corpo... Tudo ela acha feio em mim, tudo ela desaprova, ela se mete em meu relacionamento com meu namorado, mas sempre me oprime, sempre aprova as atitudes dele e as minhas sempre são reprovadas.
    Ela quer me controlar até em relação a alimentação, estou um pouco acima do peso, mas ela me chama de obesa, doente e muitas coisas feias.
    Ela vive dizendo que nada vai dar certo, que meu namorado não vai me querer, que meus amigos são falsos comigo, que eu não vou ser boa esposa, nem boa mãe, nem boa profissional.
    Eu e meu namorado somos evangélicos, meus pais são católicos, minha mãe em especial, quer que eu viva me agarrando com ele em todos os lugares, coisas que não faço, porque sou bastante, simples e discreta.
    O que faço numa situação assim? Eu já sou adulta e minha mãe age como se eu fosse um robô e ela me controlasse através de um controle remoto.
    Não estou mais aguentando viver com ela. Fico presa no quarto pq é só sair pra ouvir inúmeras críticas.

    ResponderExcluir
  4. Oi
    Como mais uma das pessoas dos comentários eu também me vejo nesse quadro.
    Tenho 17 anos e me chamo Rafaela, a minha mãe quando era pequena me educava a base da "chinelada", hoje em dia graças a deus não mais, mas as agressões ao invés de físicas são verbais quando está estressada o alvo sou eu, já que aparentemente sou uma péssima filha porque não vou no jovens da minha igreja e demoro demais enquanto estou limpando a casa, mas eu não me vejo como uma péssima filha, eu tiro ótimas notas na escola e faço tudo o que ela manda, mas mesmo assim ela joga o mesmo jogo emocional de sempre e eu sempre caio e me sinto uma péssima pessoa.
    Ela se divorciou e agora tem medo de ficar sozinha, então está esperando que eu fique na casa dela até casar, o problema é que eu não quero casar e quero ir embora na primeira oportunidade que puder, mas também quero fazer faculdade e ter uma boa carreira profissional que vai fazer com que eu fique em casa ou dependente dela durante mais uns 6 anos.
    Um outro problema também é que a minha mãe é muito religiosa e pensa que só a igreja e a religião que segue é perfeita (ela é evangélica), eu odeio ir na igreja e eu não consigo aceitar a ideologia que a Bíblia prega, como não tenho opção vou todo domingo na igreja com a minha mãe e as vezes de sábado porque ela obriga e fico fingindo que estou ouvindo algo ou orando. Eu procurei uma outra religião a que seguir e se chama Wicca, é uma religião de Bruxaria que fala que temos que amar e aceitar a todos e sempre estar em harmonia com a natureza e respeitar muito ela, nunca falei para a minha mãe sobre ela, sei que quando eu falar bruxaria vou ser deserdada da minha família, só porque disse que eu não gosto de ir na igreja ela disse que se eu não tivesse Deus no coração não tinha ela, que ela desistia de mim e me entregava para o meu pai, porque ela nunca mais queria me ver, me vi obrigada a dizer que amo Deus e a religião que ela segue já que o meu Pai mal consegue se sustentar, imagina comigo junto, tirando que ele bebe e eu não gosto de ficar perto dele quando está nesse estado, imagina morar?
    Eu não aguento mais essa situação mas vou ter que aturar durante mais 6 anos até conseguir entrar e sair da faculdade, queria saber se tem um modo de eu amenizar essa situação para poder ir levando até me ver independente dela.

    ResponderExcluir